sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Os Elementos e os Signos Zodiacais



Os sábios astrólogos do passado reconheceram a presença dos elementos nas constelações zodiacais e, no decorrer dos séculos, constataram que com a passagem dos planetas por estas constelações, as características destes elementos se tornavam visíveis nas funções fisiológicas e psicológicas das pessoas. Portanto, entender as características particulares de cada signo permitirá saber de que maneira específica o elemento do cosmos vai se apresentar nas atitudes de uma pessoa. Embora cada elemento seja representado por três signos do zodíaco, a forma como este elemento se apresenta não é igual em cada um deles. O que revela a diferença é o planeta que rege ou governa cada signo assim como o simbolismo (o Carneiro, o Touro, etc.).



Tomemos como exemplo os signos de Câncer e de Escorpião. Ambos são signos de água. Porém, Câncer é regido por um planeta sentimental e maternal, que é a Lua, enquanto Escorpião é regido pelo intenso planeta Marte, além do corregente na Astrologia tropical, que é Plutão. Devido a isto, não se pode esperar que os estados psicológicos analisados no signo de Caranguejo (Câncer) sejam iguais aos observados no signo de Escorpião, mesmo que ambos compartilhem o mesmo elemento. No simbolismo representado pelo animal, o Caranguejo é temeroso, recuando e entrando na areia, enquanto que um Escorpião pode ser agressivo e destemido.



Assim, três são os fatores que vão nos permitir assimilar o significado de cada signo. O primeiro é o elemento, o segundo é a natureza do planeta que rege o signo desse elemento e o terceiro é a mensagem dada pelo símbolo do signo (no caso acima mencionado, o símbolo de um Caranguejo ou o símbolo de um Escorpião).



Os Signos de Fogo



O zodíaco começa por um signo de fogo, que é Áries. Como Carl Jung explica, o elemento fogo é o núcleo da energia psíquica da vida. Sem fogo nada começa e por isso precisa-se dele para dar partida a um motor, cozinhar os alimentos, e até para digerir o que se come. fogo está associado ao entusiasmo, à coragem, autoestima, liderança, expressão honesta e espontânea e, acima de tudo, é o elemento que faz com que as coisas aconteçam. No zodíaco, ele aparece nos signos de Áries, Leão e Sagitário.



Áries ou a cabeça de um carneiro indica o impulso que ele toma para se lançar, sem muita análise dos prós ou contras. O planeta que o rege é Marte, o planeta da competição, dos músculos e esportistas, dos lutadores e dos militares. Aqui o elemento fogo se manifesta de uma forma mais bruta, porém, necessária. Um exemplo poderia ser um carro cujo motor não está dando partida. Alguns homens vão para a parte traseira do carro e empregam força para empurrar o carro, sem medir ou limitar a força do impulso. Simplesmente abaixam a cabeça e empurram.



Em Leão, o elemento fogo mostra a necessidade de estar no centro (como o Leão, que é o rei da selva). O planeta que rege este signo também tem um papel central. Ele é o Sol, centro de nosso sistema, quem também outorga a vida, a alegria, a luz, e ele rege a autoestima e confiança em si mesmo. Em Áries, a necessidade é de dar o impulso; em Leão, de organizar e administrar assumindo uma posição central e de reconhecimento.



Finalmente, o elemento fogo se apresenta no signo de Sagitário. Neste signo, o arqueiro centauro apontando sua flecha para um alvo revela o impulso para se alcançar algo mais elevado, ideal e dignificante. O alvo tem que ser atingido. O planeta que o rege é Júpiter, que em sânscrito recebe o nome de Guru ou mestre. Júpiter indica a verdade, o justo, moral e ético. Por isto, os signos de fogo se relacionam ao princípio védico de Dharma. Dharma se pode traduzir como dever ocupacional ou dever prescrito. Sem o impulso de Áries com sua energia de Marte que conduz as pessoas à ação, sem a confiança em si mesmo ou vitalidade com a ajuda do Sol e de Leão e sem ideais elevados do que deve ser feito em termos de moralidade, ética, filosofia de vida correta e verdade, que Júpiter e Sagitário outorgam, o cumprimento dos deveres prescritos se torna muito difícil.



Áries é o primeiro signo do zodíaco, Leão é o quinto e Sagitário é o nono. Devido a isto, e porque eles estão relacionados a Dharma, os textos de Astrologia védica descrevem a primeira, quinta e nona casa como sendo casas de Dharma.



Os Signos de Terra



É da terra de onde obtemos tudo o que precisamos para sobreviver, tal como os alimentos, ervas medicinais, madeira, tijolos e algodão para nossas roupas. E é na terra onde construímos estruturas e abrigos sólidos e duradouros. Estas características do elemento terra indicam afinidade com a matéria, com o prático e o funcional. As coisas têm uma utilidade e devem cumprir esse propósito. Caso contrário, elas não servem. Assim como vimos com o elemento fogo, o elemento terra se manifesta de uma forma diferente em cada um dos signos que o manifesta. A primeira manifestação dele aparece em Touro. O Touro ou o boi trabalha a terra na época certa e se espera que o resultado deste trabalho forneça aquilo que precisamos para sobreviver. O símbolo deste animal indica lentidão assim como também procura de prazer na companhia das vacas. O planeta que rege este signo é Vênus, um planeta relacionado ao desenvolvimento econômico uma vez que todas as coisas materiais que precisamos para nossa subsistência aparecem da terra e sua produção. Neste primeiro signo, assim como se viu no primeiro signo de fogo, o elemento aparece de uma forma mais básica ou rudimentar.



No segundo signo de terra, Virgem, o planeta que o rege é Mercúrio, o planeta do pensamento. Ele é quem vai aplicar a inteligência para que as funções do elemento terra (e do produzido em Touro), ou seja, as coisas materiais, sejam bem cuidadas, classificadas e arrumadas. O simbolismo da moça virgem indica a qualidade de separar aquilo que terá valor e utilidade do que deve ser rejeitado. As moças virgens têm o direito de escolher com quem formarão sua família e assim uma estrutura material apropriada para que as funções práticas sejam estáveis deve estar presente nesse processo. Por isso, elas têm o direito de enxergar os “defeitos” nos pretendentes e, se os acharem desqualificados para lidar com a vida prática, podem vir a rejeitá-los. No corpo, Virgem rege os intestinos, que se encarregam de discriminar e separar aquilo que “serve e é útil” daquilo que não tem utilidade e deve ser eliminado.



Finalmente, o desenvolvimento material e econômico precisa crescer. Produzir ou vigiar de que maneira vai se utilizar a produção (função de Virgem) não é suficiente para garantir sucesso. É necessário chegar ao topo da utilização da matéria. É então quando entra Capricórnio, representado pela cabra, um símbolo que mostra a capacidade de escalar colinas áridas e rochosas. O planeta que rege este signo é Saturno, que representa a tenacidade, paciência e perseverança para lidar com os compromissos materiais, mesmo quando obstáculos possam aparecer.



Porque lida com a produtividade e com aquilo que tem um propósito e meta prática na vida, os sábios atribuem ao elemento terra a qualidade do princípio védico de artha. A palavra artha pode significar tanto “propósito” quanto “desenvolvimento econômico”. Sem a produção que acontece em Touro, sem o cuidado e vigilância realizados por Mercúrio e Virgem, e sem a perseverança, maturidade, profissionalismo e tenacidade de Saturno e Capricórnio, este desenvolvimento material fracassaria desde o mero começo.



Touro, Virgem e Capricórnio correspondem respectivamente ao segundo, ao sexto e ao décimo signo do zodíaco. Nos textos de Astrologia védica aprendemos que a segunda, sexta e décima casa são casas de Artha, o que confirma nossa análise.



Os Signos de Ar



O ar tem sido associado desde a época de Aristóteles, que abriu uma escola de Astrologia para estudar os efeitos dos elementos através dos signos, com as formas abstratas de pensamento e com todo tipo de atividade intelectual. O ar leva os aromas e sons de um lado a outro, e por isto seus signos estão relacionados com a comunicação e com a união ou humanitarismo.



O elemento ar se manifesta pela primeira vez no signo de Gêmeos. A simbologia já nos permite entender o princípio de comunicação. Existe um fenômeno chamado gemialidade, e se refere ao poder de um irmão gêmeo perceber o que o outro está sentindo e pensando. Aqui começa o princípio de união entre pessoas e a felicidade que se deriva desta união. O planeta que o rege é Mercúrio, quem é chamado de Budha por sua qualidade de analisar e ponderar com clareza.



Então, o princípio de união progride em Libra, balança, signo relacionado ao matrimônio e a afeição ou carinho. A balança representa a atitude necessária que permitirá manter equilíbrio nos relacionamentos. Este símbolo mostra onde devemos deixar algo de lado, “jogar peso fora”, para ficarmos harmonizados com o nível de outra pessoa e tendo o cuidado de não manter uma atitude extremista. Sem fazer isso em vários momentos de nossas vidas corremos o risco de perder as companhias. Libra é regido por Vênus, o planeta do amor, da harmonia e dos relacionamentos que nos dão felicidade.



Finalmente, expandimos esse prazer quando nos relacionamos com mais pessoas e não apenas com os irmãos na infância (Gêmeos) ou com a companhia de nossa vida (Libra e Vênus). Então procuramos achar a felicidade interagindo com o mundo, com as pessoas, amizades e grupos. Nesse momento entramos no terceiro signo de ar, Aquário. A palavra Aquário pareceria indicar o elemento água. Porém, ela se refere à praia, ao balneário perto da água aonde as pessoas vão se encontrar sem considerações de cor, religião, status profissional ou financeiro. Em sânscrito, Aquário é chamado de Kumbha. Existe na Índia um evento chamado Kumbha Mela (Mela significa reunião). Nesse evento que acontece a cada 12 anos os pensadores de todos os grupos filosóficos da Índia apresentam suas realizações de como o mundo poderia ser melhor.



Na Astrologia védica Aquário é regido por Saturno e na Astrologia tropical são Urano e Saturno os planetas que o regem juntos. Aqui a qualidade de Saturno também está presente, na forma de afirmação das ideias e da individualidade assim como o desapego que leva as pessoas a se juntarem procurando um mundo melhor. Ao mesmo tempo, Urano entra com sua característica de liberdade, de união, de questionamentos do obsoleto ou ultrapassado e derrubando barreiras e preconceitos que não permitem a unidade de todas as pessoas.



Na filosofia védica o elemento ar está associado com o princípio filosófico chamado Kama. A palavra Kama pode se traduzir como “satisfação dos desejos” ou como “felicidade e desfrute dos sentidos”. Ora, ninguém pode desfrutar se passar a sua vida sozinho. Logo que alguém consegue alguma coisa bela e opulenta, atinge uma posição de destaque ou realiza um ato intelectual de utilidade para o mundo, essa pessoa deseja mostrar para outros, ou pelo menos falar para outros e compartilhar. Se não pudesse fazer isto pelo menos em algum momento de sua vida, tudo o que uma pessoa possa conseguir não será capaz de lhe dar felicidade. Assim, a capacidade de unir-se com pessoas, que se analisa no elemento ar, pode ser associada à fonte de prazer ou Kama. Embora esta palavra também seja traduzida como “gozo dos sentidos”, nenhuma pessoa goza sozinha.



Segundo os textos clássicos de Astrologia védica, as casas de Kama são a terceira, a sétima e a décima primeira, correspondendo assim aos signos de ar. Gêmeos é o terceiro, Libra o sétimo e Aquário o décimo primeiro.



Os Signos de Água



Água é o elemento que rege as emoções, desde aquelas nutridoras e amorosas que ajudam a produzir belas obras artísticas e literárias até aquelas emoções que lidam com ódios, mágoas e ressentimentos. Num plano mais desapegado, e como Carl Jung interpretava, água representava o inconsciente coletivo, fato pelo qual existe grande sensibilidade e empatia neste elemento. A água é profunda, e os signos que a transmitem vão manifestar esta profundidade de maneiras diferentes.



O primeiro signo de água é Câncer, também conhecido como Caranguejo. O caranguejo recua e entra no seu “buraquinho na areia” representando a necessidade de se proteger dentro de seu local para não ser machucado. As suas garras representam o apego ao agarrar-se àquilo que lhe fornece segurança e que quer proteger. O buraco na areia simboliza a casa, o lar e a família, o local onde protegemos nossas emoções e as compartilhamos com nossos seres queridos. Por isto, o regente deste signo é a Lua, o planeta onde analisamos a mãe e a nutrição emocional. Diferentes manifestações de ternura, apego e proteção aos entes queridos se observam neste signo. Mas nem sempre os apegos são fonte de felicidade. Muitas vezes as lutas emocionais mostram que esses estados causam ressentimento, ódio, medos e ciúmes.



É então quando entra o segundo signo de água, Escorpião. Esse animal é um símbolo da força à espreita que pode existir num local escuro e oculto, como é o local onde mora esse animal, embaixo de telhas ou tijolos velhos, madeiras abandonadas, cascas de arroz vazias e outros locais similares. Assim, o escorpião representa emoções intensas ocultas e as sombras que residem dentro de cada pessoa. Os regentes são Marte e Plutão, indicando que mesmo sendo um signo de água, existirá luta e intensidade ao lidar com nossas próprias forças emocionais. Quando a pessoa então percebe o lado negativo das emoções, pode então enfrentá-las e purificá-las. Esta luta se observa nesse signo de transformação.



Então aparece o terceiro signo de água, Peixes. O simbolismo deste signo é de dois peixes nadando em direções opostas, sendo que um ainda mostra a ligação com as emoções que enfrentou mas o outro mostra um estado de liberação, desapego e transcendência e por isso nada em direção oposta. Júpiter e Netuno são os regentes deste signo. O símbolo de Netuno é um tridente, o tridente de Poseidon, o deus das águas que nos Vedas se chama Varuna. Estes estados emocionais que começam com apegos, então turbulências ao enfrentar a realidade destes apegos e finalmente um estado de desapego e transcendência, se relacionam ao quarto estado da filosofia védica chamado Moksha, palavra que pode ser traduzida como “Liberação”. Sem passar pela afetividade maternal e doméstica, sendo nutrido na infância satisfatoriamente, (Câncer e a Lua), sem entender as emoções negativas ocultas que motivam nossos desejos egoístas e mesquinhos (Escorpião) e sem atingir, ao purificar essas emoções, um estado de empatia, caridade, sacrifício, equanimidade, neutralidade, desapego e serviço aos outros (Peixes) ninguém pode obter a liberação da existência material (Moksha).



Câncer, Escorpião e Peixes são respectivamente o quarto, oitavo e décimo segundo signo do zodíaco. Da mesma forma, na Astrologia védica, a quarta, oitava e décima segunda casas são chamadas de casas de Moksha.



Desta maneira, desde a perspectiva da filosofia védica, os elementos estão organizados de forma tal que, quando se vive em harmonia com o cosmos, eles ajudam o ser individual a passar pela vida de uma forma saudável e próspera que no final conduz à liberação dos estados egoístas. O elemento fogo dá o impulso, a estima e a filosofia de vida apropriada para cumprir os deveres (dharma). Como resultado de cumprir os deveres religiosamente a natureza, satisfeita, fornece através do elemento terra tudo o que precisamos para nos desenvolver material e economicamente (artha). Com estas dádivas, podemos satisfazer nossos desejos e ser felizes junto com as pessoas próximas com quem compartilhamos o nosso desenvolvimento material (kama). E experimentando emoções nutridoras e satisfatórias, mesmo que no começo possam ter traços de apego; quando depois se purificam e expandem na forma de empatia ao sentir amor por todos sem egoísmo, podemos alcançar um estado divino e transcendente conhecido como Moksha.



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Novo Ano, Nova Consciência




Aproxima-se o Ano Novo e com ele naturalmente surgem muitas reflexões. Estou no caminho certo? O que posso fazer para melhorar a vida e ser mais feliz? O que devo mudar? Indo além das mudanças corriqueiras de sempre (cuidar melhor da saúde, parar de fumar, visitar um lugar novo, usar menos o cheque especial...), podemos aproveitar o momento para buscar uma verdadeira e profunda mudança em nossa vida – mudando não só nossos hábitos, mas nossa consciência. Certamente há muitas maneiras de mudar a consciência, algumas até danosas (usando drogas), outras positivas mas ainda superficiais (evitando o estresse ou buscando ser mais ecológico). Mas há uma mudança de consciência definitiva e final – a mudança da consciência materialista para a consciência transcendental.

A cultura da autorrealização em yoga nos convida a fazer esta grande mudança de consciência. Livros como o Bhagavad-gita e o Yoga Sutra descrevem o que é, as razões, as vantagens e o método de adotar tal mudança em nossas vidas. Aproveitando a chegada de mais um ano novo, que tal bebermos um pouco deste elixir da imortalidade?

O Que É

Consciência transcendental difere da consciência materialista em um ponto básico. Na consciência material o propósito da vida é buscar a satisfação dos sentidos, da mente e do corpo. Já na consciência transcendental o objetivo é buscar a satisfação da alma e de Deus, desapegando-se dos sentidos, da mente e do corpo material. Na consciência material observamos que o prazer vem de fora para dentro, através das experiências sensoriais (ou da lembrança das mesmas), e também por mudanças em nossa situação material. Já na consciência transcendental, busca-se a “satisfação no eu”, o mero prazer de ser ou, nos estágios mais elevados, o prazer do amor em comunhão com Deus. A consciência material está sujeita a condições externas, como o estado de nosso corpo, os objetos que possuímos e as pessoas ao nosso redor. Já a consciência transcendental depende apenas da conexão interna com nosso “eu” e com o “Eu” superior.

As Razões

Uma das razões primordiais para buscarmos a consciência transcendental é a compreensão de que não somos o corpo. O primeiro ensinamento da vida espiritual é esse: você não é o corpo, mas sim um ser eterno transcendente. Falamos “meu braço”, “minha perna”, “minha cabeça” – mas quem sou “eu”? Os anos se passam e nosso corpo de bebê não mais existe, nosso corpo de criança tampouco, e infelizmente um dia nosso corpo de jovem também irá! Ainda assim continuamos a mesma pessoa. Por não sermos o corpo, somos eternos, não envelhecemos, nem nunca morremos. Por isso a morte é algo tão estranho a experiência de vida.

A outra razão para desenvolver a consciência transcendental é para conhecer Deus, ou, no mínimo, seguir o processo para descobrir se Deus existe ou não. Afinal, como Pascal explicou, é incalculavelmente vantajoso dedicar-se a Deus. Se Deus de fato existir, não se dedicar a conhecê-Lo seria o mais terrível erro da vida humana. E mesmo que Ele não exista, ainda assim não haveria perda, pois a mera consciência que não somos o corpo por si só nos traz crescente paz e bem-estar. Ou seja, se por nenhuma outra razão, devemos optar por viver em consciência transcendental simplesmente porque assim teremos uma qualidade de vida bem superior. Existem inúmeros testemunhos de que Ele de fato existe e qualquer um que siga o processo e o método por Ele recomendado, experimentará isso pessoalmente.

As Vantagens

Viver em consciência material implica em agir na expectativa de resultados externos. Nossas ações em consciência material são egocêntricas e são norteadas por três parâmetros: 1) tentamos obter coisas que achamos que nos trarão prazer; 2) tentamos conseguir que outras pessoas ajam de forma a nos trazer prazer, em conformidade com nossos planos; e 3) tentamos criar situações e ajustes à realidade em nossa volta, as quais consideramos desejáveis. Porém, nos deparamos com uma dura realidade: estamos concorrendo com 7 bilhões de outras pessoas, cada qual com seus respectivos planos, muitas vezes antagônicos aos nossos, e contra o fato gritante de que não somos o controlador supremo. O resultado é ilimitada ansiedade, pois a incerteza dos resultados e as demandas dos ilimitados desejos não nos permitem estar em paz. Independente de termos ou não nossos desejos satisfeitos, vivemos sob o constante medo de cair vítima de alguma desgraça que arruinará todos nossos planos. Claro que às vezes conseguimos o desejado – uma gota de água no deserto de prazer – mas por quanto tempo isso nos satisfaz? Na prática, um desejo satisfeito apenas nos leva a outros desejos ainda mais intensos. Assim os anos se passam e, ao invés de encontrar satisfação, observamos que nenhum prazer sensorial ou nenhuma situação material preenchem nosso coração. O passar do tempo aumenta nossa ansiedade na medida em que nosso corpo – o centro e objeto de todos nossos esforços e o instrumento essencial de nosso prazer – gradualmente deixa de funcionar. Com a velhice, perdemos a capacidade de obter prazer sensorial, mas não o desejo. Estes se acumulam e queimam em nossa consciência, e a frustração de não mais conseguir satisfazê-los nos traz grande agonia. Junte-se a isto o medo da morte, do desconhecido, do fim vazio de nossa vida vazia, bem como a sensação de tempo perdido e dos esforços e sacrifícios de uma vida levada em vão.

Para o transcendentalista, as conseqüências do tempo, como a doença e a velhice, oferecem crescente oportunidade de cultivar a satisfação no “eu”, de fortalecer seu vínculo com Deus e de cultivar o desapego do corpo. A velhice, na verdade, é uma dádiva da natureza para nos trazer o desapego do corpo, em preparação ao momento crucial de transição chamado de morte. Para o transcendentalista, o foco é o momento, o agir por dever ou por amor. Neste nível de consciência não há ansiedade, pois o transcendentalista independe da situação externa. Seja lá o que ocorra, onde quer que se encontre, sua única preocupação é fazer seu dever, dando o melhor de si para a satisfação de Deus. Sua ação se encerra no ato. Não há expectativas, pois ele sabe que nada precisa. Vivendo no “eu”, que é eternamente completo em si mesmo, pleno de bem-aventurança, e ainda indestrutível, o transcendentalista não depende de nada, nem ninguém – nem sequer de seu corpo material – portanto nem mesmo a morte o assusta. Seu desapego e falta de medo não lhe geram apatia, mas sim entusiasmo e felicidade. Ele está sempre pronto para agir para o prazer de Deus, sempre buscando oportunidades para ajudar outros a compartilharem de sua bem-aventurança, não importando em que situação possa se encontrar, não importando se neste corpo atual ou em outro. Ele segue a vida feliz, em consciência jubilosa, pronto para qualquer situação, vivendo um dia de cada vez, um momento de cada vez.

O Método

Claro que não se atinge este estado de consciência transcendental da noite para o dia, nem tampouco apenas por ler um pequeno ensaio. Mas existe um método que nos leva a desenvolver gradualmente esta consciência transcendental, suplantando nossa consciência material. Este método é tradicionalmente chamado de “yoga” e no Movimento Hare Krishna é chamado de “consciência de Krishna”. Existem três atividades chaves que levam ao aumento da consciência transcendental e ao afastamento da consciência material: meditação mântrica (chamada de japa em Sânscrito), estudo dos livros transcendentais (escrituras milenares do yoga e outros textos afins) e comer prasadam (alimentos lacto-vegetarianos santificados). As demais mudanças de padrões de pensamento e comportamento surgem como resultado destas práticas diárias. É uma técnica poderosa, milenar, já comprovada ao redor do mundo e seguida por pessoas de todo tipo e perfil imagináveis.

Para ajudar as pessoas a se situarem neste caminho, eu criei uma descrição simples do processo. Como são três pontos chaves, ou “3 da transcendência”, dei o nome ao processo de “Método 3T”. O método é simples, requer inicialmente apenas 30 minutos de seu dia e gradualmente traz resultados incríveis nos moldes do que foi explicado acima. Interessados em receber o Método 3T e aconselhamento pessoal gratuitamente, podem entrar em contato comigo.

Concluindo, vamos aproveitar esta energia coletiva de mudança que surge na virada do ano para fazer a mudança mais importante e impactante possível – a mudança em nossa consciência – saindo gradualmente da consciência danosa material para a consciência bem-aventurada transcendental e com isso garantir um verdadeiro “Feliz Ano Novo”!


por Giridhari Das


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segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

ENCONTROS COM DEUS de Jennifer Skiff


ENCONTROS COM DEUS
de Jennifer Skiff (org.),

Número de Páginas: 288


Você já vivenciou algum milagre? Um acidente evitado, uma oração atendida, uma vida salva? Neste livro inspirador, centenas de pessoas compartilham seus Encontros com Deus, o momento culminante em que receberam uma prova de que Deus existe e transformaram suas vidas para sempre. Um médico abre o peito de uma paciente cardíaca agonizante e descobre que seu coração está curado; fuzileiros navais veem um companheiro no Iraque ser atingido por uma explosão violenta apenas para descobrir, quando a poeira se dissipa, que ele continua de pé e ileso; e muitas outras histórias tranqüilizadoras, esperançosas e inesquecíveis, que elevarão seu espírito e trarão respostas para os acontecimentos para os quais não temos explicações lógica



A AUTORA

JENNIFER SKIFF é jornalista investigativa premiada e viajou pelo mundo durante mais de uma década como correspondente e produtora da CNN. Sua especialidade é o meio ambiente e, entre outras premiações, ela recebeu o Environmental Media Award. Apaixonada por animais e pelo bem-estar deles, ela colabora com instituições beneficentes de todo o mundo para proporcionar alívio a animais maltratados e abandonados. Um câncer ameaçador que a acometeu quando ela estava com trinta e poucos anos convenceu Jennifer de que uma presença divina estava ativa em sua vida. Seus instintos jornalísticos se apuraram, e ela procurou descobrir se outras pessoas tinham experiências semelhantes. O resultado é este seu primeiro livro, Encontros com Deus, uma coletânea de relatos pessoais inspiradores sobre encontros milagrosos com Deus. Com o marido e seus cães, Jennifer divide seu tempo entre o Maine, Londres e a Austrália.


Essas revistas e o The Today Show recomendam Encontros com Deus




"Histórias de Deus é o livro mais edificante e inspiradora que li este ano!"
Dr. Bob Hieronimus, Rádio Talk Show Host


UM LANÇAMENTO



Leia em
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Astrologia e Vaishnavismo

Excerto da obra Astrologia Comportamental Ayurvédica, de autoria de Sua Graça Gunesvara Dasa, disponível para compra neste link. Cortesia Sankirtana Books.

Astrologia e Vaishnavismo


Aprendemos dos Vedas que a Astrologia está diretamente vinculada ao Senhor Vishnu, quem, segundo os antigos textos sânscritos, é a fonte de toda a manifestação e o local de repouso de tudo o que existe. Outro nome de Vishnu é Narayana. A palavra Narayana pode se dividir em duas partes. A primeira, Nara, significa “ser humano ou pessoa”, e a segunda, Ayana, indica “local de repouso”. Os Vedas reconhecem que Narayana é o local de repouso de toda a criação e de todos os seres vivos.

No começo do livro padrão de Astrologia védica, Parashara Muni, o autor, comenta que existem nove “avataras” (encarnações) de Vishnu, e cada um deles está relacionado a cada um dos planetas. Por meditar, orar e adorar estas formas, os planetas que estiverem fracos terão sua influência negativa amenizada.

No seu livro “Ayurvedic Astrology”, Dr. David Frawley comenta o texto original de Parashara Muni fazendo referência aos avataras de Vishnu com as seguintes palavras:

Os dez avataras do Senhor Vishnu têm correspondências planetárias através das quais nós podemos também propiciar os planetas. Este é o principal método utilizado no texto clássico de Astrologia, o Brihat Parashara Hora Shastra. O Senhor Vishnu, pelo poder de Sua compaixão, voluntariamente nasce através dos planetas com a finalidade de guiar as almas das criaturas, as quais, devido ao karma delas, são compelidas a nascer através dos planetas. Todos os nascimentos, sejam divinos ou ignorantes, acontecem através dos raios planetários. Quando o sistema solar chega ao seu fim, as almas das criaturas se fundem com as deidades dos planetas, as quais por sua vez entram novamente em Vishnu, quem, em Sua natureza superior por ser a Pessoa Suprema, Purushottama, transcende todo tempo e espaço, todo nascimento e morte.

Embora na Índia existam várias correntes de pensamento filosófico e várias formas de adoração a semideuses, todas elas admitem que o Senhor Vishnu é, como comenta Frawley, a Pessoa Suprema ou o Purusha Supremo (Purusha significa pessoa). Muitas são as referências escriturais que apoiam esta conclusão. No mais antigo dos Vedas, o Rig Veda, afirma-se que todos os seres perfeitos, conhecidos como suras, estão sempre meditando na morada de Vishnu com devoção. Até mesmo o líder da filosofia não dualista ensinada no Vedanta Sutra, o grande Acarya (mestre) conhecido como Shankaracarya, afirmou que Narayana (Vishnu) existia antes de qualquer manifestação. Ele disse (em sânscrito) “narayano ’paro’ vyakta”, indicando que mesmo antes do aparecimento da prakriti (natureza material) ou do mahat (fonte dos elementos que vão criar a manifestação material) Narayana já existia. E, no final de sua vida sagrada, Sripad Shankaracarya aconselhou seus seguidores a adorar Govinda, que é um nome de Vishnu. Ele enfatizou três vezes “bhaja govindam, bhaja govindam, bhaja govindam mudha mate”, “adorem Govinda, adorem Govinda, adorem Govinda”.

Embora a filosofia da Índia transmita a impressão de que existem vários deuses principais, tais como Brahma e Shiva, encontramos que o próprio Brahma, esposo da deusa do conhecimento, deusa Saraswati, adora Govinda. Existe um texto muito antigo védico chamado Brahma Samhita, que são as orações de Brahma em glorificação a Govinda. Nesse texto, Brahma canta muitas orações que terminam com a mesma estrofe. Nessa estrofe ele diz: “Eu adoro Govinda, o Purusha original, a Pessoa Suprema” (govindam adi purusham tam aham bhajami).

No que ao Senhor Shiva se refere, Ele também oferece orações a Vishnu em mais de quarenta versos seletos, orações que se conhecem como Shiva-gita. Nestas preces, Shiva comenta como é a Personalidade Divina de Vishnu quem, desejando criar, manifesta o Mahat Tattva (energia potencial criativa) junto com os ingredientes que depois virão a formar os sentidos, os objetos dos sentidos, os cinco elementos grosseiros (terra, água, fogo, ar e éter) e os três sutis (mente, inteligência e ego). O Senhor Shiva continua descrevendo como o próprio Vishnu entra em cada coisa criada, em cada átomo, em cada ser, para acompanhar Sua criação e ver que tudo o que se realiza nela conduza ao Dharma, ao propósito correto, e finalmente à iluminação espiritual última.

Porém, quando no decorrer do tempo os princípios de Dharma ou religião se perdem, Vishnu novamente aparece para restabelecer tais princípios. Quando aparece, Ele o faz em diversas formas, as quais nem sempre são humanas. Estas formas são chamadas de avataras de Vishnu. Cada uma delas tem um propósito, uma missão particular, mas sempre relacionadas com o restabelecimento da ordem no universo, das virtudes.

Por serem Brahma e Shiva os benfeitores do Universo, eles ensinam desde tempos muito antigos estes princípios. Foi através destas personalidades divinas, Shiva e Brahma, que as escolas de Vaishnavismo (devoção a Vishnu) na linha de Bhakti apareceram neste planeta há milhares de anos. Elas são conhecidas como Rudra sampradaya (escola Vaishnava do Senhor Shiva) e Brahma sampradaya (escola Vaishnava do Senhor Brahma). Através destas linhas de sucessão discipular (sampradaya), eles transmitiram de mestre para discípulo os ensinamentos sobre a natureza transcendental do Ser original, Vishnu. Além destas escolas iniciadas por eles, existem mais duas. Uma delas, chamada Sri sampradaya, é a escola da própria consorte de Vishnu, Lakshmi (Sri é outro nome de Lakshmi). A outra escola, chamada Kumara sampradaya, foi estabelecida pelos célebres filhos de Brahma, conhecidos como os Kumaras.

Assim, segundo os ensinamentos dos Vedas, conectar-se com as diferentes formas de Vishnu, seja por ouvir, meditar, falar ou orar, ajuda na elevação de quem se relaciona com Ele. E por fazer isto, os planetas, que são também servidores de Vishnu, diminuem sua influência negativa na vida do adorador.

Se formos à Índia, encontraremos templos destinados aos nove planetas védicos. Ao entrarmos nesses templos veremos nove formas esculpidas em mármore (ou algum outro material) representando cada uma das personalidades que regem os planetas. Quando nos aproximamos ainda mais de tais Deidades, verificamos que na testa delas existe uma marca formada por duas linhas verticais (exceto na de Saturno, que tem três linhas horizontais). Esta marca de duas linhas verticais é conhecida como a marca dos devotos de Vishnu e é usada até hoje na Índia e fora dela pelos Vaishnavas, seguidores de Vishnu. Isto significa que os planetas também são Vaishnavas e por isto a Astrologia está relacionada a Vishnu.

As atividades destes avataras são descritas em vários textos védicos. A escritura que as descreve pormenorizadamente se chama Srimad-Bhagavatam. Se aconselha, portanto, ler nessa literatura as descrições dos avataras. Além de amenizar a energia negativa dos planetas, tal prática outorga elevação espiritual. Essa obra foi traduzida do sânscrito e está disponível em vários idiomas graças ao esforço e dedicação do Santo Vaishnava, Sua Divina Graça A.C. Bhaktivedanta Swami Prabhupada.

Os avataras de Vishnu com Suas diferentes formas e relacionados aos planetas são os seguintes:

Matsya Avatara - O Peixe - Ketu

Kurma Avatara - A Tartaruga - Saturno

Varaha Avatara - O Javali - Rahu

Narasimhadeva - Metade Homem, Metade Leão - Marte

Vamanadeva - O Brahmana Anão - Júpiter

Parashurama - O Brahmana Guerreiro - Vênus

Rama - O Rei Divino e Virtuoso - O Sol

Krishna - O Supremo Atrativo - A Lua

Budha - O Iluminado - Mercúrio

Por cantar os nomes de cada um dos avataras, as pessoas podem trabalhar os planetas que no seu mapa estejam afetados. Este método não traz o risco que o uso da pedra traz, uma vez que, quando a pedra é defeituosa, o resultado é o contrário ao desejado. E muitas pessoas poderão não ter condição econômica para comprar uma pedra preciosa de boa qualidade.

Por isso, até hoje se observa que, na Índia, os sacerdotes dos templos dos avataras convidam as pessoas que se aproximam a entrarem para melhorar o planeta que está afetando suas vidas. Recentemente, um amigo que na Índia visitou um local onde existia um templo de Narasimhadeva (avatara para Marte) me contou que, enquanto ele estava passando pela frente, viu que um sacerdote desse templo estava na rua e em voz alta convidava às pessoas a entrarem. Ele dizia: “Entrem no templo de Narasimhadeva. Se vocês tiverem problemas com Marte, por favor entrem no templo”.

Os mantras para cada um dos avataras são os seguintes:

Sol - Rama

Om Namo Bhagavate Ramachandraaya ou Om Ramachandraaya Namaha

Lua - Krishna

Om Namo Bhagavate Vasudevaaya ou Om Krishnaaya Namaha

Marte - Narasimha

Om Namo Bhagavate Narasimhaaya ou Om Narasimhaaya Namaha

Mercúrio - Budha

Om Namo Bhagavate Budhadevaaya ou Om Budhaaya Namaha

Júpiter - Vamanadeva

Om Namo Bhagavate Vamanadevaaya ou Om Vamanaaya Namaha

Vênus - Parashurama

Om Namo Bhagavate Parashuramaaya ou Om Parashuramaaya Namaha

Saturno - Kurma

Om Namo Bhagavate Kurmadevaaya ou Om Kurmaaya Namaha

Rahu - Varaha

Om Namo Bhagavate Varahadevaaya ou Om Varahaaya Namaha

Ketu - Matsya

Om Namo Bhagavate Matsyadevaaya ou Om Matsyai Namaha

Como estudamos, os luminares são os mais importantes corpos celestes no estudo de nosso destino e personalidade. No mundo ocidental, o signo onde o Sol está é considerado “o signo” da pessoa. Por exemplo, se o Sol estava em Touro no momento do nascimento, então é dito que a pessoa é “de touro”. Se estava em Peixes, é “pisciana”. Mediante este estudo, analisam-se os estados comportamentais das pessoas assim como suas tendências. Vimos que se o Sol ou a Lua estivessem em signos de ar, Vata estaria presente. Se estivessem em signos de fogo então Pitta predominaria, e se estivessem em signos de terra e água, Kapha estaria presente.

De forma similar, na Índia, a estrela (Nakshatra) onde estiver a Lua no momento do nascimento, permitirá entender a personalidade e inclinações profissionais de um indivíduo. Vimos que os aspectos que os diversos planetas lançam sobre o Sol e a Lua transmitem totalmente as características desses planetas, seja de forma favorável ou não.

A Lua rege a mãe; o Sol, o pai. A Lua indica como está a nossa emoção e a nossa mente. O Sol indica como está o nosso self, nossa estima, nossa confiança, vitalidade e força. Considerando a importância dos luminares, o mantra que inclui orações aos avataras do Sol e da Lua é chamado de Maha Mantra ou grande mantra da liberação. Estes avataras são o Senhor Rama e o Senhor Krishna. Encontramos que, na Índia, o mantra Hare Krishna, Hare Rama é muito difundido. Este Maha Mantra é: Hare Krishna, Hare Krishna, Krishna Krishna, Hare Hare / Hare Rama, Hare Rama, Rama Rama, Hare Hare. Cantando tal mantra com atenção, se pode sentir proteção divina e nutrição na alma.

Essa é a riqueza da cultura védica, que até hoje encontra filosofia e devoção em todas as suas práticas, mesmo quando se tenta melhorar a vida material ao propiciar um planeta. De uma forma ou outra, tudo o que se ensina nos Vedas aponta ao benefício espiritual e à compreensão de Deus. No Bhagavad-gita o Senhor Sri Krishna diz: “Vedais ca sarvair aham eva vedyo (através dos Vedas, Eu serei conhecido)”. E como está escrito no Svetasvatara Upanishad: “Vedaham etat purusham mahantam, por simplesmente conhecer essa Pessoa Suprema — Purusham Mahantam, mesmo na Forma de quaisquer dos avataras, transcende-se a escuridão e não se volta a nascer”.

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Correspondência Bhaktivedanta: Dr. Wilfred O. Bigelow





Das correspondências de Prabhupada selecionadas para publicação no Amigos de Krishna, lemos um capítulo da obra A Ciência da Autorrealização. Em 1972, um distinto grupo de profissionais se reuniu na cidade Windsor, no Canadá, para discutir “os problemas as­sociados às tentativas de definir o momento exato da morte”. Entre os membros do grupo, encontravam-se o Dr. Wilfred O. Bigelow, cardiologista mundialmente famoso; o senhor juiz Edson L. Haines, da Suprema Corte de Ontário; e Francis Leddy, reitor da Universidade de Windsor. O Dr. Bigelow defendia a existência da alma, e solicitou uma investigação sistemática para determinar o que é a alma e de onde ela vem. Os comentários do Dr. Bigelow e dos outros membros do grupo foram logo publicados na Montreal Gazette. Quando Srila Prabhupada leu o artigo, ele escreveu uma carta ao Dr. Bigelow, na qual apresentou conhe­cimento védico substancial acerca da ciência da alma, e sugeriu um método prático para entendê-la cientificamente. Em conti­nuação, reproduzimos o artigo e a resposta de Srila Prabhupada. Cortesia BBT Brasil.



* * *



Manchete: Cirurgião Cardiologista Quer Saber o que É a Alma



WINDSOR – Um cirurgião cardiologista do Canadá mundial­mente famoso diz acreditar que o corpo possui uma alma que parte à hora da morte e sobre a qual os teólogos deviam tentar descobrir mais.



Dr. Wilfred O. Bigelow, chefe da unidade de cirurgia cardiovas­cular do Hospital Geral de Toronto, disse que, “sendo uma pessoa que crê na existência de uma alma”, ele achava que era chegado o momento de “desvendar o mistério dessa alma e descobrir o que ela é”.



Bigelow foi membro de um júri convocado perante a Sociedade Médico-legal do Condado de Essex para discutir problemas ligados às tentativas de definir o momento exato da morte.



A questão tem se tornado vital na era dos transplantes de co­rações e outros órgãos cedidos por doadores sujeitos a morrer inevitavelmente.



A Associação Médica Canadense produziu uma definição am­plamente aceita da morte: momento em que o paciente entra em coma, não responde a estímulos de espécie alguma e as ondas cere­brais registradas em uma máquina são horizontais.



Os outros membros do júri foram o senhor juiz Edson L. Haines, da Suprema Corte de Ontário, e J. Francis Leddy, presidente da Universidade de Windsor.



Bigelow, elaborando os pontos que levantou durante a discus­são, disse em uma entrevista posterior que seus trinta e dois anos como cirurgião não lhe deixavam dúvida alguma sobre a existência da alma.



“Há determinados casos em que acontece de você estar presente no momento em que as pessoas passam do estado de vida ao da morte, e algumas transformações misteriosas acontecem”.



“Uma das mais notáveis é a repentina falta de vida ou brilho nos olhos. Eles se tornam opacos e literalmente sem vida”.



“Isto é apenas para testemunhar o que temos observado. De fato, não creio que isso possa ser bem documentado”.



Bigelow, que se tornou mundialmente renomado por seu tra­balho pioneiro na técnica cirúrgica do “congelamento profundo”, conhecida como hipotermia, e por sua cirurgia da válvula do co­ração, disse que “a investigação da alma” deveria ser feita pela teo­logia e disciplinas aliadas dentro da universidade.



Durante essa discussão, Leddy disse que, “se existe uma alma, você não verá a mesma. Você não a encontrará”.



“Se há um princípio vital ou vida, que principio é este?”. O pro­blema é que “a alma não existe em nenhuma parte específica do corpo. Ela está em toda parte e, ao mesmo tempo, não está em parte alguma do corpo”.



Seria “bom começar experimentando, mas eu não sei como o senhor poderá penetrar nessas coisas”, disse Leddy. Ele disse que a discussão o lembrava do cosmonauta soviético que regressou do espaço para informar que Deus não existia porque não O vira lá em cima.



Talvez seja assim, disse Bigelow, mas, na medicina moderna, quando se encontra algo que não pode ser explicado, “o lema é descobrir a resposta, levar o caso ao laboratório, levá-lo a algum lugar onde se possa descobrir a verdade”.



A questão central, disse Bigelow, seria: “Onde está a alma e de onde ela vem?”.



Srila Prabhupada Apresenta as Evidências Védicas



Meu caro Dr. Bigelow,



Por favor, aceite minhas saudações. Recentemente, li um artigo na Montreal Gazette, de autoria de Rae Corelli, intitulado “Cirurgião Cardiologista Quer Saber o que É a Alma”, o qual me despertou muito interesse. Seus comentários mostram uma compreensão profunda, em razão do que pensei em escrever-lhe sobre este assunto. Talvez o senhor saiba que eu sou o acarya fundador da Sociedade Internacional da Consciência de Krishna. Tenho vários templos no Canadá – Montreal, Toronto, Vancouver e Hamilton. Este movimento da consciência de Krsna destina-se especificamente a ensinar a todas as almas sua posição espiritual original.



Indubitavelmente, a alma está presente no coração da entidade viva, e é a fonte de todas as energias para a manutenção do corpo. A energia da alma se espalha por todo o corpo, e isso se chama consciência. Uma vez que essa consciência espalha a energia da alma por todo o corpo, podemos sentir dores e prazeres em qual­quer parte do corpo. A alma é individual, e transmigra de um corpo a outro, assim como uma pessoa transmigra da primeira infância à segunda infância, da segunda infância à adolescência, da adoles­cência à juventude, e, depois, à velhice avançada. Então, a mudança chamada morte ocorre quando mudamos para um novo corpo, assim como trocamos uma roupa velha por outra nova. Isto se chama transmigração da alma.



Quando a alma quer desfrutar deste mundo material, esquecida de seu verdadeiro lar no mundo espiritual, ela aceita esta vida de árdua luta pela sobrevivência. Esta vida artificial de repetidos nas­cimento, morte, velhice e doença pode ser parada quando sua consciência é encaixada na consciência suprema de Deus. Esse é o princípio básico de nosso movimento da consciência de Krsna.



No que diz respeito ao transplante de coração, não há possibilidade de sucesso a menos que a alma esteja presente no coração, de modo que a pre­sença da alma tem de ser aceita. No intercurso sexual, se não há alma, não há concepção, nem gravidez. Os anticoncepcionais deterioram o ventre para que este não seja mais um bom lugar para a alma. Isso vai de encontro à lei de Deus. Pela ordem de Deus, a alma é enviada a um ventre em particular, mas, através desses métodos anticoncepcionais, aquele ventre é-lhe negado e ela tem de ser co­locada em outro ventre. Isso é desobediência ao Supremo. Tomemos como exemplo um homem que vive em um apartamento parti­cular. Se a situação ali é tão conturbada que ele não pode sequer entrar no apartamento, então ele está em grande desvantagem. Isso é interferência ilegal e é passível de punição.



A aceitação da “investigação da alma” marcaria certamente um avanço da ciência, mas o avanço da ciência não será capaz de encontrar a alma. A presença da alma pode simplesmente ser aceita com base em um entendimento circunstancial. O senhor encontrará na literatura védica que a dimensão da alma é de uma décima milésima parte do tamanho de um ponto. O cientista material não pode medir as dimensões de um ponto. Portanto, não é possível que o cientista material apreenda a alma. Podemos simplesmente aceitar a existência da alma baseando-nos na autoridade. O que os maio­res cientistas tentam descobrir, nós já ensinamos há muito tempo.



Tão logo se entenda a existência da alma, pode-se imediatamente entender a existência de Deus. A diferença entre Deus e a alma é que Deus é uma alma muito grande, e a entidade viva é uma alma muito pequena, mas, qualitativamente, eles são iguais. Portanto, Deus é onipenetrante e a entidade viva é localizada, mas a natu­reza e a qualidade são as mesmas.



A questão central, diz o senhor, é: “Onde está a alma e de onde ela vem?”. Isso não é difícil de entender. Já discutimos que a alma re­side no coração da entidade viva e que ela se refugia em outro corpo após a morte. Originalmente, a alma vem de Deus. Assim como uma centelha vem do fogo, e, ao cair, parece extinguir-se, a centelha-alma originalmente vem do mundo espiritual para o mundo material. No mundo material, ela cai sob três condições di­ferentes, que são chamadas os modos da natureza. Quando uma centelha de fogo cai sobre a grama seca, a qualidade ígnea conti­nua; quando cai no solo, ela não pode revelar sua manifestação ígnea a menos que o solo esteja em situação favorável; e, quando cai na água, ela se extingue. Sendo assim, encontramos três tipos de condições de vida. Uma entidade viva está completamente esquecida de sua natureza espiritual; outra está quase esquecida porém ainda possui um instinto da natureza espiritual; e a outra está completamente em busca da perfeição espiritual. Há um método genuíno para a centelha espiritual alcançar a perfeição espiritual, e, se ela é devidamente orientada, é facilmente encaminhada de volta ao lar, de volta ao Supremo, de onde ela caiu originalmente.



Será uma grande contribuição para a sociedade humana se esta informação autorizada da literatura védica for apresentada ao mundo moderno com base no entendimento científico moderno. O fato já existe. Resta ser apresentado para o entendimento geral.



Atenciosamente,

A.C. Bhaktivedanta Swami

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

ALMANAQUE DO PENSAMENTO 2012 - O Mais Completo Guia Astrológico



ALMANAQUE DO PENSAMENTO 2012 - O Mais Completo Guia Astrológico
Autor(es): Pensamento, Editora

Páginas: 232


Um bestseller renovado a cada ano, e que talvez nem precise mais de maiores apresentações.

Lançado em agosto de 1912, o Almanaque do Pensamento comemora nesta edição de 2012 o seu centenário. A sua história se confunde com a própria história da astrologia no Brasil. Sem ele e outras obras sobre o tema publicadas no Brasil pela Editora Pensamento , a história da astrologia em nosso país seria outra, bem diferente da que temos na atualidade. Para comemorar estes 100 anos de mudanças e transformações, após uma vida de pioneirismo e de superações, esta edição é especial, com muito mais páginas e um brinde colorido composto de cartas de sabedoria para ajudá-lo a percorrer em paz o ano de 2012. Além de trazer o mais completo horóscopo para o seu dia a dia publicado no Brasil, o Almanaque do Pensamento 2012 tem muito mais matérias de interesse relacionadas a assuntos que despertam muito interesse , tais como: os santos do dia, previsões segundo a numerologia, previsão do tempo, melhores dias para as atividades de agricultura e pecuária, mitos sobre os lobisomens, os signos lunares, o que é na realidade o previsto Apocalipse 2012 e outros temas e curiosidades que farão do Almanaque do Pensamento 2012 o seu companheiro de todos os dias.


UM LANÇAMENTO


quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Roupas Engomadas - Da obra Sri Chaitanya-Bhagavata, de Srila Vrindavana dasa Thakura


A obra integral da qual este excerto foi retirado encontra-se disponível para venda clicando aqui. Excerto cortesia da BBT Brasil pela ocasião do Odana-sasthi, dia 30 de novembro.





Pundarika Vidyanidhi e as
Roupas Engomadas de Jagannatha



Da obra Sri Chaitanya-Bhagavata,

de Srila Vrindavana dasa Thakura,

Antya-khanda, Capítulo 10 (excerto)



Aceitando Yamesvara por residência, Pundarika Vidyanidhi vivia à beira mar próximo do Senhor Chaitanya. Dado viver em Jagannatha Puri, regularmente ele via o Senhor Jagannatha. Imensamente amado por Svarupa Damodara era Pundarika Vidyanidhi. Os dois amigos sempre iam juntos ver o Senhor Jagannatha, e alegremente desfrutavam do néctar das narrações acerca do Senhor Krishna.

Foi chegada então a data em que se observa o festival Odana-sasthi, quando o Senhor Jagannatha recebe novas vestes. Nesse dia em que ao Senhor Jagannatha os devotos ofereciam de acordo com seu próprio desejo novas vestes engomadas, foram o Senhor Chaitanya e os demais devotos ver o festival e as oferendas. Excelente e grandioso era o som musical produzido pelas mrdangas, muharis, búzios, dundubhis, kahalas, dakas, dagadas e kadas. Incontáveis e variadas vestes foram oferecidas nesse dia. Houve então um festival do sexto dia (sasthi) até o fim do mês de Magha. Acompanhando o festival desde a oferenda das vestes até o fim da noite, o Senhor Chaitanya e Seus devotos afogavam-se em amor extático.

Conquanto o Senhor Chaitanya fosse tanto o adorador quanto o objeto de adoração, ninguém seria capaz de compreender isto sem Sua misericórdia. Manifesto na forma de madeira do Senhor Jagannatha, o Senhor encontrava-Se sentado sobre Seu trono. Manifesto na forma de um sannyasi, o Senhor adorava a Si mesmo.

Muitas vestes de seda foram oferecidas – vestes brancas, amarelas, azuis e de muitas outras cores, vestes esplêndidas, vestes adornadas com ouro e pérolas. Depois que as vestes foram oferecidas, fez-se uma oferenda de ornamentos florais, dentre os quais havia braceletes de flores, coroas de flores, guirlandas de flores. Com incenso, lamparinas e todas as dezesseis categorias de oferenda agora aromatizadas com perfumes florais, foi ao Senhor Jagannatha oferecido aratik. Muitas categorias de alimento também foram a Ele oferecidas. Após assistir ao festival com Seus associados, o Senhor Chaitanya retornou muito contente para Sua casa. Uma vez em casa, o Senhor desejou boa-noite aos Seus associados e então alegremente Se recolheu para o Seu quarto.



Roupas Engomadas



Depois que todos já haviam partido, Pundarika Vidyanidhi e Svarupa Damodara permaneceram no local do evento. Os dois conversavam com toda a sinceridade de seus corações. Sem qualquer dissimulação, eles tudo diziam. No coração de Pundarika Vidyanidhi, uma dúvida referente ao estado engomado das novas roupas oferecidas ao Senhor Jagannatha nasceu. A Svarupa Damodara ele perguntou: “Por que as novas vestes oferecidas ao Senhor são oferecidas com goma? Por que neste lugar, ignorando os srutis e smrtis e sem sequer lavarem-nas primeiramente, as pessoas oferecem roupas engomadas para o Senhor?”. “Escute a explicação”, Svarupa Damodara respondeu. “Não há falha alguma no costume daqui. Talvez nem sempre aqueles que conhecem o sruti e o smrti observem este festival; se o Senhor Supremo, no entanto, não desejasse esse festival, por que Ele não proibiria o rei de observá-lo?

“Certo”, disse Pundarika Vidyanidhi. “O Senhor Supremo pode fazer o que Ele bem deseje, mas como poderiam Seus servos imitá-lO e assim fazer o que bem desejam? Por que deveriam os sacerdotes, decoradores, servos e mensageiros do Senhor Jagannatha oferecer vestes impuras, engomadas e sem terem sido lavadas? Sendo o Senhor Jagannatha a Suprema Personalidade de Deus, Ele pode fazer o que bem entenda, mas isso quer dizer que todos podem fazer o que bem entendam? Quando alguém toca uma veste engomada e sem ter sido lavada, a pessoa tem de lavar imediatamente sua mão. Por que uma pessoa inteligente não seguiria essa regra? Todavia, sem levarem isso em consideração, os representantes do rei decoram a cabeça do Rei Supremo com vestes engomadas e não lavadas”.

Svarupa Damodara então disse: “Escute, ó meu irmão. Acredito não haver nada de errado com o festival odana-sasthi. A Suprema Personalidade de Deus descendeu a este mundo como o Senhor Jagannatha. Ele não precisa pensar em regras e proibições. Pundarika Vidyanidhi disse: “Ó meu irmão, escute, por favor, minhas palavras. Certamente o Senhor Jagannatha é a Suprema Personalidade de Deus. Porque Ele é definitivamente a Suprema Personalidade de Deus vivendo em Jagannatha Puri, caso ignore qualquer regra ou proibição, não está Ele sujeito à repreensão alguma. Visto que Ele é definitivamente a Suprema Personalidade de Deus advinda a este mundo, Ele certamente pode negligenciar todas as práticas ordinárias”.

Após esta conversa, os dois amigos caminharam juntos. Eles riam repetidamente e também sorriam. De mãos dadas, os dois amigos riam da ideia de que os servos do Senhor Jagannatha pudessem possuir alguma falha. Eles conheciam o poder e as glórias dos servos do Senhor, e também sabiam o quanto Krishna ama Seus servos. Algumas vezes, o Senhor Krishna confunde Seu servo. Em seguida, com Seu coração cheio de misericórdia, Ele desfaz todo o confundimento. Foi o Senhor quem pessoalmente confundiu Pundarika Vidyanidhi. Por favor, ouçam agora como o Senhor misericordiosamente o livrou desse estado de confusão.



Jagannatha Entra no Sonho de Seu Devoto



Os dois amigos deixaram o local onde estavam e com grande felicidade observaram seus deveres para com o Senhor Krishna. Após comerem, retornaram eles ao local onde Se encontrava o Senhor Chaitanya, local este onde então dormiram.

O Senhor Chaitanya tudo sabe. Manifestando-Se na forma do Senhor Jagannatha, no sonho de Pundarika Vidyanidhi Ele entrou. Pundarika Vidyanidhi viu o Senhor Jagannatha entrar em seu sonho. Depois de fitar Pundarika Vidyanidhi com grande ira, o Senhor Jagannatha esbofeteou seu rosto. Ambos os irmãos Jagannatha e Balarama violentamente bateram com a palma de Suas mãos contra as bochechas de Pundarika. Sentindo a dor dos golpes, Pundarika Vidyanidhi exclamou: “Krishna! Salve-me!”. Ele implorava caído aos pés do Senhor: “Por favor, perdoe minha ofensa!”.

“Ó Senhor, que ofensa cometi para que Você me bata?”, perguntou Pundarika Vidyanidhi. “Sua ofensa não conhece limites”, respondeu o Senhor. “Não obstante sua moradia aqui, você nada sabe acerca da natureza elevada de Meus devotos e de Minha pessoa. Por que você permanece aqui? Isso irá arruinar seu status com as castas superiores. Para preservar esse status, seria melhor se você voltasse para sua casa. Você pensou haver algo de errado com Meu festival. Muito embora você Me trate como o Senhor Supremo, você critica Meus servos tendo identificado como um erro a oferenda a Mim de vestes engomadas e não lavadas”.

No sonho, aterrorizado estava o coração de Pundarika Vidyanidhi. Abraçando os graciosos pés do Senhor contra o seu coração, chorava ele. “Senhor, bondosamente perdoe as ofensas deste pecador”, ele disse. “Eu sou um ofensor. Ó Senhor, eu Lhe digo que sou de fato um ofensor. Senhor, punindo esta boca que se ocupou em motejar Seus servos, é Você muito bom comigo. Amanhece agora um auspicioso dia para mim, agora que com Suas graciosas mãos esbofeteou minhas bochechas e também minha boca”.

O Senhor Jagannatha então disse: “Porquanto você é Meu servo, bondoso com você Eu fui. Por esta razão, Eu o puni”. Em tal sonho, um olhar repleto de afeição lançaram sobre Pundarika Vidyanidhi os Senhores Jagannatha e Balarama. Por fim, os dois irmãos voltaram para o templo. Depois de assim sonhar, Pundarika Vidyanidhi acordou. Ao ver em suas bochechas as marcas dos tapas que recebera dos Senhores, Pundarika sorriu. “Isto é auspicioso. Isto é muitíssimo auspicioso”, ele disse contemplando as marcas deixadas pelos golpes do Senhor Jagannatha. “Eu cometi uma ofensa e o Senhor me puniu. Sou muito afortunado por ter sido punido pelo Senhor apenas de modo tão leve”.



O Glorioso e Afortunado Pundarika Vidyanidhi



Vejam! Vejam as glórias de Pundarika Vidyanidhi! A misericórdia do Senhor Supremo para com Seu servo é colossal. Mesmo enquanto educava Seu próprio filho Pradyumna, o Senhor nunca o puniu de tal maneira. Tampouco o Senhor alguma vez puniu Sita, Rukmini, Satyabhama, algum de Seus outros associados pessoais ou algum dos incontáveis semideuses e semideusas dessa maneira. Não é frequente o Senhor aparecer diretamente na presença de alguém em sonho e misericordiosamente puni-lo por uma ofensa cometida. Um devoto punido em sonho é muito afortunado. Quando desperto, sua ofensa não mais existe. Se em sonho ele recebe a benevolente punição do Senhor, o devoto obtém tudo o que é bom neste mundo. Neste mundo, ninguém pode ser mais afortunado do que tal devoto. O Senhor, contudo, jamais fala em sonho aos não-devotos.

Ponderem, por favor, sobre isso. Os yavanas talvez cometam muitos atos blasfematórios e violentos. Embora talvez sonhem com seus atos de blasfêmia e violência, o Senhor Supremo nunca os pune em seus sonhos. Porque a todo instante os yavanas ofendem os brahmanas santos, eles sofrem neste mundo e no próximo. Todavia, o Senhor Supremo não pune em sonho os pecadores não-devotos. Se o Senhor Supremo aparece perante alguém em sonho, esse alguém é muito afortunado. Esta é a minha opinião. Todos deveriam atentar para quão grande foi a misericórdia dada pelo Senhor Supremo a Pundarika Vidyanidhi na forma da punição pessoal em sonho.

Com a alvorada, Pundarika Vidyanidhi acordou. Em suas bochechas, ele viu as marcas de onde as duas mãos do Senhor O haviam estapeado. Diariamente, ele visitava Svarupa Damodara, e juntos os dois iam ver o Senhor Jagannatha. Como o fazia rotineiramente, Pundarika Vidyanidhi visitou neste dia Svarupa Damodara. Algo a lhe dizer ele tinha. Svarupa Damodara disse: “Por que, nesta manhã, você não deixou seu sono para ir ver o Senhor Jagannatha?”. Pundarika Vidyanidhi disse: “Meu caro irmão, aqui vim porque tenho algo a dizer”. Svarupa Damodara então notou as proeminentes marcas nas bochechas de Pundarika Vidyanidhi, o que o levou a perguntar acerca da origem delas.

Sorrindo, o impoluto Pundarika Vidyanidhi disse: “Ouça, meu irmão. Ontem, certa dúvida experimentei. Eu critiquei a oferenda de vestes engomadas e não lavadas ao Senhor. Esta é a razão para eu ter sido golpeado nas bochechas e trazer estas marcas que você agora vê. O Senhor Jagannatha e também o Senhor Balarama foram ao meu sonho e então me estapearam. Parecia que Eles não iriam parar. Enquanto diziam ‘Você criticou a oferenda de vestes feita a Nós’, Eles ambos deferiam tapas contra as minhas bochechas. Com os anéis de Seus dedos, Eles me golpeavam, mas não sou capaz de dizer mais. O constrangimento não me permite seguir com minha descrição. Apenas digo que hoje minhas bochechas se tornaram gloriosas.

Nada mais era Pundarika Vidyanidhi capaz de dizer. Ó meus irmãos, em seus corações, saibam, por favor, que muito afortunado ele era. Ouvindo sobre o grande amor do Senhor Jagannatha para com Pundarika Vidyanidhi, o santo Svarupa Damodara afogava-se em bem-aventurança. Uma vez que um verdadeiro amigo fica feliz diante da boa fortuna de seu amigo, os dois riam em grande júbilo. “Escute, meu irmão”, disse Svarupa Damodara. “Eu jamais ouvira acerca de uma punição tão magnífica como essa. Eu jamais ouvira dizer que o Senhor Supremo apareceria perante uma pessoa em sonho para pessoalmente puni-la”.

Assim afogavam-se em bem-aventurança os dois amigos. Dia e noite desfrutando do néctar dos tópicos referentes ao Senhor Krishna, nada eles sabiam acerca do mundo externo. Tal era a grande glória de Pundarika Vidyanidhi.

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Lançamento - Lindas mensagens de Meimei



Lindas mensagens de Meimei

de Meimei - Irma de Castro

Médium : Miltes Carvalho Bonna
Formato : 13x18
Páginas : 120


As páginas deste livro assemelham-se a pétalas de rosas. Qual suave perfume, a essência de suas mensagens nos envolve e inspira a refletir sobre nosso dia a dia. Apaixonada pela vida e iluminada pela razão, Meimei, “o amor perfeito” em idioma chinês, renova esperanças em nosso coração e nos presenteia com um lindo buquê de mensagens que devemos partilhar com todos aqueles a quem amamos.






A AUTORA
Irma de Castro - Meimei 1922-1946
Irma de Castro Rocha, este encantador espírito, ficou conhecida na família espírita como Meimei.

Trata-se de carinhosa expressão familiar adotada pelo casal Arnaldo Rocha(1) e Irma de Castro Rocha, a partir da leitura que fizeram do livro Momentos em Pequim, do filósofo chinês Lyn Yutang. Ao final do livro, no glossário, encontram o significado da palavra Meimei – \"a noiva bem amada\". Este apelido ficara em segredo entre o casal. Depois de desencarnada, Irma passa a tratar o seu ex-consorte por \"Meu Meimei\". Irma de Castro Rocha não foi espírita na acepção da palavra, pois foi criada na Religião Católica. Ela o era, porém, pela prática de alguns princípios da Doutrina Codificada por Allan Kardec, tais como caridade, benevolência, mediunidade (apesar de empírica), além de uma conduta moral ilibada.

Nasceu na cidade de Mateus Leme, Minas Gerais, a 22 de outubro de 1922 e desencarnou em Belo Horizonte, em 1º de outubro de 1946. Filha de Adolfo Castro e Mariana Castro, teve quatro irmãos: Carmem, Ruth, Danilo e Alaíde. Aos dois anos de idade sua família transferiu-se para Itaúna – MG. Aos cinco anos ficou órfã de pai. Desde cedo se sobressaiu entre os irmãos por ser uma criança diferente, de beleza e inteligência notáveis. Cursou até o segundo ano normal, sendo destacada aluna.

A infância de Meimei foi a de uma criança pobre. Era extremamente modesta e de espírito elevado. Pura e simples. Adorava crianças e tinha um forte desejo – o de ser mãe, não concretizado porque o casamento durou apenas dois anos e houve o agravamento da moléstia de que era portadora: nefrite crônica, acompanhada de pressão alta e necrose nos rins.

Irma de Castro, na flor de seus 17 anos, tornou-se uma bela morena clara, alta, cabelos negros, ondulados e compridos, grandes olhos negros bastante expressivos e vivazes. Foi nessa época que se tornou grande amiga de Arnaldo Rocha, que viria a ser o seu esposo.

Casaram-se na igreja de São José, matriz de Belo Horizonte. Na saída da igreja, o casal e os convidados viveram uma cena inesquecível. Depararam-se com um mendigo, arrastando-se pelo chão, de forma chocante, sujo, maltrapilho e malcheiroso. Meimei, inesperadamente, volta-se para o andarilho e, sensibilizada pela sua condição, inclina-se, entrega-lhe o buquê, beijando-lhe a testa. Os olhos da noiva ficaram marejados de lágrimas...

Arnaldo Rocha afirma que toda criança que passava por Meimei recebia o cumprimento: \"Deus te abençoe\". Havia um filho imaginário. Acontecia vez por outra de Arnaldo chegar do trabalho, sentar-se ao lado de Meimei e ouvir dela a seguinte frase: \"Meu bem, você está sentado em cima de meu principezinho\". Meimei tinha a mediunidade muito aflorada, o que, para seu marido, à época, tratava-se de disfunção psíquica. Estes pontos na vida de Meimei retratam os compromissos adquiridos em existência anterior, na corte de Felipe II, ao lado do marido Fernando Álvares de Toledo – o Duque de Alba (Arnaldo Rocha). Nessa época seu nome teria sido Maria Henríquez.

Apesar do pouco tempo de casados, o casal foi muito feliz. Ela tinha muito ciúme do seu \"cigano\". Arnaldo Rocha explica que esse cuidado por parte dela era devido ao passado complicado do marido. Chico Xavier explicara que Meimei vinha auxiliando Arnaldo Rocha na caminhada evolutiva há muitos séculos, por isso a sua acuidade em adocicar os momentos mais difíceis e alegrar ainda mais os instantes de ventura.

Na noite da sua desencarnação, Arnaldo Rocha acorda, por volta de duas horas da madrugada, com sua princesa rasgando a camisola e vomitando sangue, devido a um edema agudo de pulmão. O marido sai desesperado em busca de médico, pois não tinham telefone. Ao voltar, encontra-a morta.

A amizade entre o casal, projetando juras de eterno amor, teve início por volta do século VIII a.C. Um general do império Assírio e Babilônico, de nome Beb Alib, ficou conhecendo Mabi, bela princesa, salvando-a da perseguição de um leão faminto. Foi Meimei quem relatou a história, confirmada depois por Chico Xavier e traduzida inconscientemente pelo escritor e ex-presidente da União Espírita Mineira, Camilo Rodrigues Chaves, no livro Semíramis, romance histórico publicado pela editora LAKE, de São Paulo.

Essas reminiscências de Meimei eram tão comuns que, além desse fato contido no livro citado, há, também, uma referência à personagem Blandina (Meimei), no livro Ave, Cristo! Aconteceu da seguinte forma: Chico passou um determinado capítulo do livro para Arnaldo Rocha avaliar. À medida que lia, lágrimas escorriam por suas faces, aos borbotões. Ao final da leitura, Arnaldo disse para Chico: \"Já conheço esse trecho!\" Chico arrematou: \"Meimei lhe contou, né?\" Nesse romance de Emmanuel, Blandina teria sido filha de Taciano Varro (Arnaldo Rocha), definindo a necessidade do reencontro de corações com vista à evolução espiritual.

Através da mediunidade de Chico Xavier, muitas outras informações chegaram ao coração de Arnaldo sobre a trajetória espiritual de Meimei. À guisa de aprendizado, Arnaldo foi anotando essas informações e trabalhando, em foro de imortalidade, aspectos de seu burilamento.

Meimei tinha a mediunidade clarividente, conversava com os espíritos e relembrava cenas do passado. Era comum ver Meimei, por exemplo, lendo um livro e, de repente, ficar com o olhar perdido no tempo. Nesses instantes, Arnaldo olhava de soslaio e pensava: \"Está delirando\". Algumas vezes ela afirmava: \"Naldinho, vejo cenas, e nós estamos dentro delas; aconteceu em determinada época na cidade...\". Arnaldo, à época materialista, não sabendo como lidar com esses assuntos, cortava o diálogo, afirmando: \"Deixa isso de lado, pois quem
morre deixa de existir\".

Em seus últimos dias terrenos, nos momentos de ternura entre o casal apaixonado, apesar do sofrimento decorrente da doença, Meimei tratava Arnaldo como \"Sr. Duque\" e pedia que ele a chamasse de \"minha Pilarzinha\". Achando curioso o pedido, Arnaldo perguntou o motivo e recebeu uma resposta que, para ele, era mais uma de suas fantasias: \"Naldinho, esse era o modo de tratamento de um casal que viveu na Espanha no século XVI. O esposo chamava-se Duque de Alba e a sua esposa, Maria Henríquez\". Embevecido com a mente criativa na arte de teatralizar da querida esposa, entrava na brincadeira deixando de lado as excessivas perquirições.

Apresentamos esse ângulo da vida de Meimei para suscitar reflexões acerca do progresso espiritual por ela engendrado em suas diversas reencarnações – das quais citamos apenas algumas –, e que conduziram nossa querida amiga Meimei ao belo trabalho realizado em prol da divulgação da Doutrina Espírita, no Mundo Espiritual, aproveitando as vinculações afetivas com aqueles corações que permaneceram no plano terreno.

Em seus derradeiros dias de vida terrena, Meimei começou a ter visões. Ela falava da avó Mariana, que vinha visitá-la e que em breve iria levá-la para viajar pela Alba dos céus. Depois de muitos anos veio a confirmação através de Chico Xavier. Arnaldo recebe do médium amigo, em primeira mão, o livro Entre a Terra e o Céu, ditado por André Luiz, no qual encontra uma trabalhadora do Mundo Espiritual – Blandina – vivendo no Lar da Bênção, junto com sua Vovó Mariana, cuidando de crianças. Em determinado trecho, Blandina revela um pouco da sua vida terrena junto ao consorte amado.

Arnaldo Rocha narra um fato muito importante no redirecionamento de sua vida. No romance \"Ave, Cristo!\", que se desenvolve na antiga Gália
Lugdunense, encontra-se um diálogo entre os personagens Taciano Varro (Arnaldo Rocha) e Lívia (Chico Xavier), no qual as notas do Evangelho sublimam as aspirações humanas. Lívia consola Taciano, afirmando que \"no futuro encontrar-nos-emos em Blandina\". Essa profecia realizou-se mais ou menos 1600 anos depois, na Avenida Santos Dumont, em Belo Horizonte, no encontro \"casual\" entre Arnaldo Rocha e Chico Xavier, após o qual Arnaldo Rocha, materialista convicto, deixa cair as escamas que lhe toldavam a visão espiritual.

Graças à amizade fraterna entre Arnaldo Rocha e Francisco Cândido Xavier, reconstituída pelo encontro \"acidental\" na Av. Santos Dumont, a história de amor entre Meimei e Arnaldo manteve-se como farol a iluminar a vida dele, agora em bases do Evangelho, que é o roteiro revelador do Amor Eterno.

Depois daquele encontro, que marcou o cumprimento da profecia de Lívia e Taciano Varro, Arnaldo, o jovem incauto e materialista, recebeu consolo para suas dores; presentes do céu foram materializados para dirimir sua solidão; pelas evidências do sobrenatural, incentivos nasceram para o estudo da Doutrina Espírita, surgindo, por conseqüência, novos amigos que indicaram ao jovem viúvo um caminho
diferente das conquistas na Terra.

Passando a viajar permanentemente a Pedro Leopoldo, berço da simplicidade da família Xavier, recebeu de Meimei, sua querida esposa, as mais belas missivas através da psicografia e da clarividência de Chico Xavier.

Faltam-nos palavras para expressar nossa ternura e respeito ao espírito Meimei que, por mais de seis décadas, tem inspirado os espíritas a seguir o Caminho, e a Verdade e a Vida Eterna.

Ao finalizar este singelo preito de gratidão a Irma de Castro Rocha, a doce Meimei das criancinhas, lembramos o pensamento do Benfeitor Emmanuel, que sintetiza a amizade dos trabalhadores do Espiritismo Evangélico em todo o Brasil com o Espírito Meimei: um verdadeiro \"sol que ilumina os tristes na senda da dor. Meimei, amor...\".

1 - Arnaldo Rocha, ex-consorte de Meimei, é trabalhador e conselheiro da União Espírita Mineira desde 1946. Amigo inseparável de Chico Xavier. Organizador dos livros Instruções Psicofônicas e Vozes do Grande Além, FEB. Co-autor do livro \"Chico, Diálogos e Recordações\", UEM.

Carlos Alberto Braga Costa

Fonte: O Espírita Mineiro, nº 295

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Lançamento - Sândalo de Sergito de Souza Cavalcanti



Sândalo
de Sergito de Souza Cavalcanti


Formato : 14x21
Páginas : 240


A árvore do sândalo (Santalum album) é originário da Índia e outras partes da Ásia e, atualmente, é plantada em outros lugares do mundo, em especial na América. A sua madeira é conhecida por seu entalhe para esculturas e porque dela se obtém óleos voláteis que são usados em perfumaria. O sândalo originário da Índia é a que produz a melhor madeira e os melhores óleos aromatizantes.

As espécies que são cultivadas no resto do mundo não são tão próximas a espécie hindu, porém também recebem o nome de sândalos e sua madeira é também aromática.
Arbusto de sândalo do Havai.

Na Índia, o sândalo é uma árvore sagrada, e o governo a tem declarado como propriedade nacional para preservá-la da depredação ao qual tem sido exposta. Só é permitido o seu corte quando o exemplar possuir mais de trinta anos, momento em que naturalmente começa a morrer. Um tronco do sândalo demora 25 anos para adquirir uma espessura de 6 cm.

É esse Sandalo, o sagrado que inpira o livro de Sergito de Souza Cavalcanti. Inspirado pelo sândalo – na Índia uma árvore sagrada, da qual se extraem óleos aromáticos e madeira para a produção de incenso –, Sergito de Souza Cavalcanti nos oferece lições de espiritualidade, cuja essência reconforta e perfuma a alma. “Seja como o sândalo, que perfuma o machado que o fere.” Foi nesta recomendação, atribuída a Buda, que o autor encontrou e desenvolveu, neste livro, excelentes referências ao amor e à esperança, capazes de dissolver a tensão, as perdas, os sofrimentos e as desilusões. Se você pretende rastrear a felicidade, basta seguir, agora mesmo, a agradável e inconfundível flagrância de Sândalo.


O Autor Sergito de Souza Cavalcanti
Nasceu na cidade de Malacacheta, Estado de Minas Gerais, é casado com Maria Natividade Cavalcanti e pai de três filhos: Scheila, André e Pedro Sérgio. Considera a família o seu maior patrimônio, “uma dádiva de Deus”. Orador inspirado, expressa, na tribuna, a crença que abraçou em 1970, época em que começou a frequentar o Grupo Espírita Irmã Sheila, na cidade de Belo Horizonte (MG). Sentindo os benefícios que a assistência espiritual lhe proporcionava, motivou-se a divulgar o Espiritismo. Aprofundou-se no estudo das Obras Básicas de Allan Kardec, detendo-se com especial atenção em O Evangelho segundo o Espiritismo e nos livros psicografados por Francisco Cândido Xavier. Presidente do Conselho de Representação da Assembléia do Grupo Espírita de Fraternidade Albino Teixeira (Gefrater), sediado em Belo Horizonte, também é conselheiro do Grupo Fraternidade Eterna, da cidade de Inhaúma (MG) –, entidades nas quais atua na área de ensino e assistência espiritual. Fundou a Fraternidad Espírita José Grosso, na cidade de Córdoba, na Espanha.

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