sábado, 8 de dezembro de 2012

SEMINÁRIO HARE KRISHNA DE FILOSOFIA E TEOLOGIA


SEMINÁRIO HARE KRISHNA DE FILOSOFIA E TEOLOGIA
TURMA ANO 13

Curso Bhakti Sastri – Literatura Clássica da Índia, gênero devocional (Bhagavad-gita, Sri Isopanisad, Upadesamrta e O Néctar da Devoção.)

Certificado de Conclusão expedido por: ISKCON BOARD OF EXAMINATIONS, Bhuvanesvara, Índia.

Uma iniciativa da:

ISKCON
Sociedade Internacional Para a Consciência de Krishna
Acharya Fundador: A. C. Bhaktivedanta Swami Prabhupada



Início: 04 de março de 2013
Encerramento: 29 de setembro de 2013

Informações:
Dhanvantari Swami
e-mail: dswami@iskcon.com.br
Fones: Oi-83- 87253467 e TIM-83-96168999

Inscrições:
Pré-matrícula: 15 de dezembro de 2012 a 15 de janeiro de 2013.
Enviar e-mail para dswami@iskcon.com.br
Entrevistas: 16 a 20 de janeiro.
A ser marcadas depois da pré-inscrição.
Matrícula: 21 a 31 de janeiro.
Vagas: 12 homens. 10 mulheres.

Requisitos Fundamentais:
1- Ser maior de 18 anos.
2- Ter concluído o curso médio.
3- Apresentar carta de recomendação de autoridade da ISKCON.
4- Conhecer o Regulamento e concordar em segui-lo.
5- Contribuir com a Taxa de Matrícula.

Taxa de Matrícula: R$ 400,00 (quatrocentos reais)

Gastos Mensais: Regime de República Estudantil, ou seja, as despesas comuns são repartidas entre os estudantes.
Gastos Pessoais: Saúde, Comunicação, Fardamento, Vestuário, Remédios, Seguros, Emergências,Viagens, Transporte, Higiene por conta do estudante.

OBS:
1- A partir do terceiro mês teremos uma semana livre para captação de recursos pessoais através da distribuição dos livros de Prabhupada.
2- Cada estudante deverá ter disponível a quantia de R$ 700,00 (setecentos reais) para os gastos dos dois primeiros meses.

Opcional:
Excursão à Índia outubro/novembro
com Purushatraya Swami (a confirmar)
e Dhanvantari Swami

Características Especiais da Turma:
1- Três módulos de 2 meses.
Março/Abril – Goura Vrindávana (inclui inauguração do Templo)
Maio/Junho – Nova Gokula
Julho/Agosto- Campina Grande
Setembro – Revisão, prática de pregação, exame internacional, encerramento.
2- Realização de vários Ratha Yatras. Propostas para Cascavel, Foz do Iguaçu, Ciudad Del Este (Paraguai) Puerto Iguazu (Argentina) Itajaí, Brusque, Blumenau, Balneário de Camboriú, Guabiruba, Paraty, Angra dos Reis, Ubatuba, Taubaté, Pindamonhangaba, Lorena, São José dos Campos, Poços de Caldas, Caruaru, Recife, Campina Grande, João Pessoa, Fortaleza...
3- Não usaremos livros, cadernos, rascunhos. Cada aluno deve ter seu equipamento eletrônico Tablet (modelo a ser divulgado) e nele instalar todo o material didático necessário.
4- Homens usarão dotis e kurtas; Mulheres usarão sáris. Ambos poderão usar os uniformes ocidentais a ser adotados.  

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Campanha Doe Amor - Maratona de Dezembro - Bhaktivedanta Book Trust

Campanha Doe Amor



No dia 1º de dezembro, dar-se inicio a grande maratona de distribuição de livros de Srila Prabhupada.



Vendo que muitos devotos não conseguem sair as ruas para distribuir livros, a BBT Brasil desenvolveu um sistema onde todos podem participar, a Campanha, “Doe Amor”.



"Todo combatente precisa de alguém que lhe forneça munição, e, quando a guerra é ganha, tanto o combatente como seu abastecedor são glorificados pela nação.
A distribuição de livros é a nossa arma, e você pode servir a essa missão munindo a BBT de livros.
Patrocine livros para que a BBT doe os mesmos para bibliotecas, instituições de caridade, hospitais, escolas e ongs. Participe e doe amor mesmo sem sair de casa."

Clique aqui para maiores informações: http://bbt.org.br/doeamor.html!


quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Desaparecimento de Srila Prabhupada - Dia 17


Desaparecimento de Srila Prabhupada - Dia 17*

No dia 17 de novembro honramos a data (pelo calendário védico lunar) em que Sua Divina Graça A.C. Bhaktivedanta Swami Prabhupada abandonou seu corpo em 1977 e voltou ao lar, voltou ao Supremo, tendo terminado sua missão aqui na Terra.
Hoje em dia somos muito afortunados, pois existe um tesouro de aulas em vídeo, áudio e livros de Srila Prabhupada na Internet em Português, disponíveis de graça! Aproveite as ilimitadas bênçãos de Srila Prabhupada na forma de suas divinas e puras instruções. Em especial, no dia 9, aproveite a energia sagrada deste dia para dar ouvidos a este elixir da imortalidade e bem-aventurança dos seus ensinamentos puros sobre a consciência de Krishna.
 
 

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

O Poder da Consciência de Deepak Chopra




 

O Poder da Consciência


de Deepak Chopra


Nº de páginas: 168


Lançada pela editora LeYa, a obra chega às livrarias .


Todos nós temos dúvidas em relação a relacionamentos, saúde, bem-estar, sucesso, carreira e realizações pessoais. Esses questionamentos aumentam ainda mais quando surge um desafio em alguma dessas áreas da vida. Mas quando enfrentamos um problema, muitas vezes é difícil enxergar uma solução com clareza, aquela famosa “luz no fim do túnel”. Será que existem mesmo essas tais respostas?

Para Deepak Chopra sim, existem, e podem ser encontradas em seu novo livro “O Poder da Consciência – respostas para os maiores desafios da vida”, lançamento de outubro da editora LeYa.

No livro, o autor enumera as áreas em que temos mais conflitos e aponta como as nossas emoções e impulsos podem mudar o rumo de nossas decisões e consequentemente alterar as nossas vidas. Apresentando questionamentos reais – baseados em cartas que Deepak recebeu de pessoas de diversos lugares do mundo ao longo dos anos – a obra mostra o quanto o ser humano anseia por respostas que podem ser encontradas dentro de nossas mentes.

Ao longo de sua carreira como médico, professor e autor best-seller, Deepak Chopra recebeu milhares de perguntas de pessoas que enfrentam todo tipo de desafio. Pessoas que não sabiam mais como prosseguir com suas vidas, como superar problemas de relacionamento e obstáculos pessoais. Para Chopra, a espiritualidade é a principal solução, e não se trata apenas de apegar-se a dogmas religiosos ou com a noção convencional de Deus. “Não há poder maior para o sucesso e crescimento pessoal do que a sua própria consciência.”

Com uma visão prática, “O Poder da Consciência” fornece as ferramentas e estratégias que permitirão a qualquer pessoa enfrentar os desafios da vida e experimentar um sentimento de satisfação plena. Confie que a solução está em sua própria consciência, esperando para ser descoberta!


Sobre o autor

Deepak Chopra é professor proeminente da filosofia oriental para o mundo ocidental. Ao longo de décadas, ele escreveu aclamadas obras que já venderam milhões de exemplares. No Brasil, seus livros O efeito sombra e A sabedoria dos cães, ambos publicados pela Lua de Papel, já venderam mais de 100.000 exempalres. Saiba mais sobre o autor em: www.deepakchopra.com (em inglês).

O poder da consciência - o novo livro de Deepak Chopra






Poder da Afinidade de Gary Zukav





Poder da Afinidade

de Gary Zukav

 


Páginas: 290

O LIVRO

O Poder da Afinidade!

Aprenda a criar um círculo altamente positivo em torno de você.

Este é um livro sobre como transformar nossos relacionamentos numa força poderosa de atração de felicidade sobre tudo o que nos cerca.

Existe um clima de insegurança no mundo. As pessoas sentem dificuldade de confiar umas nas outras, em si mesmas e estão mais vulneráveis a cometer erros de avaliação em todos os tipos de relacionamentos. No entanto, há uma forma de lidar com esses sentimentos: fortalecer os laços verdadeiros já existentes e buscar conexões fortes com aqueles que vibram sob a mesma sintonia.

Gary Zukav oferece as chaves para aqueles que desejam fazer de suas relações interpessoais verdadeiras oportunidades para o desenvolvimento espiritual. Mostra como modificar as partes negativas em nossa personalidade e expandir as positivas para estabelecer conexões realmente profundas e enriquecedoras nos relacionamentos. Isso não acontece de modo automático, mas é fruto de uma decisão. E reage em efeito dominó. Depois que disparar a primeira peça, um encadeamento de laços e afinidades irá conduzir você a um novo patamar de relacionamentos e felicidade.

Baseado no amor, na sabedoria e na alegria da convivência, este é um livro indispensável para quem deseja conquistar o poder autêntico sobre si mesmo.

O AUTOR POR ELE MESMO
Gary Zukav


"Sou um estudante da vida, sou o companheiro espiritual de Linda Francis, sou um avô e um amigo. Cresci no Kansas, formei-me em Harvard e servi no Vietname.

"Em 1979 escrevi The Dancing Wu Li Masters: An Overview of the New Physics, que ganhou o American Book Award for Science e se tornou numa bíblia para aqueles que se interessam em conhecer a física quântica mas não gostam particularmente de matemática nem de ciência. The Dancing Wu Li Masters foi o meu primeiro presente à Vida.

"Em 1989 escrevi The Seat of the Soul (O Lugar da Alma), sobre a evolução e a alma, em 1999, Soul Stories, e em 2002 Linda Francis e eu escrevemos The Heart of the Soul: Emotional Awareness. Todos estes livros têm sido bestsellers do New York Times. Ao todo, já venderam 6 milhões de exemplares e foram traduzidos em 24 línguas. O nosso último livro, The Mind of the Soul: Responsible Choice, foi publicado em Outubro de 2003.

"Linda e eu também co-fundámos a Seat of the Soul Foundation, uma organização sem fins lucrativos que me é muito querida.

"Não me importo de partilhar estas coisas sobre mim, mas a coisa mais importante que quero partilhar é que o meu percurso desde o homem zangado e sem respeito pela Vida que eu era até ao homem que sou hoje foi longa, muitas vezes difícil, alegre e extremamente gratificante. Mostrou-me que qualquer pessoa pode fazer o mesmo percurso à sua maneira."
 
PARA CONHECER MELHOR Gary Zukav

Por favor, diga-me quem você é e o que você quer. E se você pensa que estas são questões simples, tenha em mente que a maioria das pessoas vive suas vidas inteiras sem chegar a uma resposta.


Para cada ação há uma reação igual e oposta. Você recebe do mundo o que você dá ao mundo.


Se você quer ter o tipo de relação que seu coração anseia, você tem que criá-lo. Você não pode depender de outra pessoa para criá-lo para você.


O que é absurdo, e que não é, pode ser apenas uma questão de perspectiva.


Eventualmente, você chegará a entender que o amor cura tudo, e o amor é tudo que existe.

 
Gary Zukav e Linda Francis: Spiritual Partnership (O Poder da afinidade) e Authentic Power 










Um Lançamento




quarta-feira, 24 de outubro de 2012

O ORÁCULO DOS DEUSES, HERÓIS E TITÂS DA MITOLOGIA GREGA de Carisa Mellado (Autora), Michele-lee Phelan (Ilustradora)




O ORÁCULO DOS DEUSES, HERÓIS E TITÂS DA MITOLOGIA GREGA

de Carisa Mellado (Autora), Michele-lee Phelan (Ilustradora)



Tipo de Capa: Capa dura
Edição: 1ª edição - 09/2012


Número de Páginas: 128 -45 cards 



Os mitos gregos são as histórias da humanidade. Eles são o reflexo da natureza humana e os ciclos humanos e é através dessas histórias que podem vir a entender melhor a nós mesmos.
 O ORÁCULO DOS DEUSES, HERÓIS E TITÂS DA MITOLOGIA GREGA (Mythic A Oracle) traz estas histórias intemporais e símbolos para o mundo moderno, proporcionando-lhe uma ferramenta que você pode usar diariamente a suavemente guiá-lo através dos ciclos de vida em matéria de amor, a carreira de conscientização criatividade, família, espiritualidade e pessoal, o que lhe permite mover-se através de desafios da vida com maior clareza, consciência e vontade, para que você possa viver uma vida clara, focada e cumprir .
Ricamente ilustrado, o  O ORÁCULO DOS DEUSES, HERÓIS E TITÂS DA MITOLOGIA GREGA (Oracle Mythic) vai lhe dar uma visão mais detalhada sobre o que está acontecendo em sua vida, o que é necessário eo que vem a seguir. O livro apresenta uma descrição dos mitos, suas interpretações divinatórias e uma gama de opções no cartão que lhe permitirá fornecer leituras precisas a si mesmo e aos outros.
Ele proporciona uma visão mais clara do que está acontecendo na sua vida no momento e lhe dá instruções fáceis sobre como enfrentar os desafios e experiências novas com que nos deparamos todos os dias.









A AUTORA


Carisa Mellado
Carisa Mellado é uma talentosa escritora australiana que dedicou mais de uma década da sua vida estudando muitos aspectos do campo da Mente, do Corpo e do Espírito, e também trabalhou durante muitos anos como uma bem-sucedida taróloga profissional. Ela tem um grande interesse pela psicologia e pelas tradições espirituais do mundo todo, e é especialista em Mitologia. Carisa também é musicista e compositora. Além de ter seus próprios projetos musicais, foi convidada a participar da composição de muitas trilhas musicais e CDs de meditação. 







 

UM LANÇAMENTO





Confrontos Decisivo de Kerry Patterson, Joseph Grenny, Ron McMillan e Al Switzler




Confrontos Decisivo

de Kerry Patterson, Joseph Grenny, Ron McMillan e Al Switzler


Número de páginas: 296




" FERRAMENTAS PRÁTICAS E DIRETAS PARA A RESOLUÇÃO DE QUESTÕES DIFÍCEIS

Por trás dos problemas que atormentam rotineiramente famílias, equipes e empresas, estão pessoas que não conseguem, ou não querem, lidar com promessas não cumpridas, regras violadas ou comportamentos inadequados.

Resultado de 20 anos de pesquisas envolvendo 25 mil entrevistados e 20 mil horas de observação, as pesquisas dos autores de Confrontos decisivos - Solucione problemas difíceis e melhore definitivamente seu desempenho nos relacionamentos pessoais e no trabalho, mostram que a falta de solução desses confrontos não é apenas irritante e desgastante, mas também custa muito caro, piorando o desempenho das organizações e sendo responsável pela maioria dos problemas interpessoais.

Quando você aprende a lidar com seus próprios confrontos decisivos, um novo horizonte de oportunidades se abre." 



O que você faz quando outras pessoas não fazem seu trabalho como deveriam? E quando alguém deixa de cumprir uma promessa? Como você conversa com alguém insubordinado? Você tem coragem de dizer a um superior que ele está errado? É certo dizer para as pessoas aquilo que você pensa? Ficar calado é uma boa opção numa discussão?

Essas e outras perguntas são respondidas em “Confrontos Decisivos” dos renomados consultores Kerry Patterson, Joseph Grenny, Ron McMillan e Al Switzler – autores do livro “Conversas Decisivas”, publicado em 2010 pela Lua de Papel. Esta nova obra – lançamento de setembro da editora LeYa – explica qual deve ser a postura de um líder, seja na empresa, na escola ou na família, e como enfrentar situações de confronto com sensatez e eficácia.

Confrontar significa atribuir responsabilidades a alguém, sem intermediários. Quando os confrontos são tratados de modo correto, as duas partes conversam de forma aberta, honesta, franca e respeitosa. Desse modo: os problemas são solucionados e os relacionamentos melhoram.

Geralmente os confrontos estão ligados às decepções - promessas não cumpridas, violações de conduta e regras, divergência de ideias, insubordinação e desrespeito – e podem acarretar nas mais diversas reações, desde a indiferença e o silêncio até a violência verbal e física. Para saber como identificar um confronto crucial e argumentar da melhor maneira possível é preciso primeiro identificar qual é o verdadeiro problema.

“Confrontos decisivos” é fruto de mais de 20 anos de pesquisas em diferentes empresas e famílias, que demonstraram que a falta de solução desses confrontos não é apenas irritante e desgastante, mas também custa muito caro, piorando o desempenho das organizações e sendo responsável pela maioria dos problemas interpessoais – entre eles o divórcio.

Com dicas práticas, testes e relatos reais de mais de 25 mil entrevistados, “Confrontos Decisivos” mostra passo a passo como conduzir um debate sem medo de expressar suas opiniões e evitando ofender o seu ouvinte. Quando você aprende a lidar com os problemas de frente, o sucesso é sua recompensa.

A CRITICA
“As ideias revolucionárias deste livro demonstram como os momentos de crise são, de fato, oportunidades para mudanças radicais.” – Stephen R. Covey, autor de Os 7 hábitos de pessoas altamente eficazes

“Este livro é valioso: permite aplicação prática imediata. Leia-o, sublinhe-o, aprenda a partir dele. É uma preciosidade.” – Mike Murray, ex-vice-presidente de recursos humanos da Microsoft

“Confrontos cruciais expõe não só a necessidade de responsabilização, como também passos práticos para se obter isso. Além de ‘soluções’ conceituais, o livro fornece técnicas e abordagens simples que qualquer pessoa pode utilizar.” – Paul McKinnon, vice-presidente sênior de recursos humanos da Dell, Inc.

OS AUTORES


Kerry Patterson prestou consultorias para centenas de grandes empresas usando seu premiado programa de treinamento e desenvolvimento organizacional.

Joseph Grenny tem vinte anos de experiência orientando líderes corporativos e governamentais de todo o mundo na arte da comunicação.

Ron McMillan é palestrante e consultor renomado. Fundou e foi vice-presidente de pesquisa e desenvolvimento do Covey Leadership Center.

Al Switzler pertence ao corpo docente do Executive Development Center, da Universidade de Michigan.

Os quatro escreveram em parceria o best-seller Crucial Conversations: Tools for Talking When the Stakes Are High (2002). Também criaram a VitalSmarts e treinaram mais de 500 mil pessoas em todo o mundo. Eles vivem na região metropolitana de Salt Lake City.




LANÇAMENTO DA











Prabhupada Conversa sobre Platão










O fundador do Movimento Hare Krsna discute divisões sociais e educação, bem como o objetivo destes.
Discípulo: Em A República, a principal obra de Platão sobre teoria política, Platão escreveu que a sociedade pode gozar de prosperidade e harmonia unicamente caso ordene as pessoas em categorias ou classes de trabalho de acordo com suas habilidades naturais. Ele considerava que as pessoas deveriam encontrar suas habilidades naturais e usar essas habilidades em sua máxima capacidade – como administradores, militares ou artesãos. E o mais importante, o chefe de Estado não deveria ser um homem medíocre ou médio, senão que a sociedade deveria ser liderada por um homem muito sábio e bom – um “rei filósofo” – ou um grupo de homens muito sábios e bons.
Srila Prabhupada: Esta ideia parece ser tirada do Bhagavad-gita, onde Krsna diz que a sociedade ideal possui quatro divisões: brahmanas, ksatriyas, vaisyas e sudras. Essas divisões acontecem pela influência dos modos da natureza. Todos, tanto na sociedade humana como na sociedade animal, são influenciados pelos modos da natureza material [sattva-guna, rajo-guna e tamo-guna, ou bondade, paixão e ignorância]. Classificando cientificamente os homens de acordo com essas qualidades, a sociedade pode se tornar perfeita. Caso, entretanto, coloquemos um homem no modo da ignorância no posto de filósofo, ou coloquemos um filósofo para trabalhar como um trabalhador comum, grande caos resultará.
No Bhagavad-gita, Krsna diz que os brahmanas – os homens mais inteligentes, que estão interessados em conhecimento transcendental e filosofia – deveriam receber os postos mais elevados, e, sob suas instruções, os ksatriyas deveriam trabalhar. Os administradores devem certificar-se de que há lei e ordem e que todos estão cumprindo seu dever. A próxima seção é a classe produtiva, os vaisyas, que se ocupam em agricultura e proteção às vacas. E, finalmente, há os sudras, os trabalhadores comuns que ajudam as outras seções. Isto é a civilização védica: pessoas vivendo de maneira simples com base na agricultura e na proteção às vacas. Se você tem leite, grãos, frutas e legumes o suficiente, você pode viver muito bem.
O Srimad-Bhagavatam compara as quatro divisões da sociedade às diferentes partes do corpo – a cabeça, os braços, a barriga e as pernas. Assim como todas as partes do corpo cooperam para manter o corpo bem; no Estado ideal, todas as seções da sociedade cooperam sob a liderança dos brahmanas. Comparativamente, a cabeça é a parte mais importante do corpo, uma vez que fornece direções às outras partes. De modo semelhante, o Estado ideal funciona sob as diretrizes dos brahmanas, que não estão pessoalmente interessados em assuntos políticos ou administrativos em virtude de terem um dever mais elevado. No momento presente, este movimento da consciência de Krsna está treinando brahmanas. Se os administradores aceitarem o nosso aconselhamento e conduzirem o Estado de maneira consciente de Krsna, haverá uma sociedade ideal ao longo do mundo.
Discípulo: Como a sociedade moderna difere da sociedade védica ideal?
Srila Prabhupada: Agora, há uma industrialização em larga escala, que significa a exploração de uma pessoa por parte de outra. Semelhante indústria era desconhecida na civilização védica – era desnecessária. Ademais, a civilização moderna adotou a matança de animais para alimentação, o que é incivilizado – não é sequer humano.
Na civilização védica, quando uma pessoa era inapta para reger, ela era deposta. Por exemplo, o rei Vena mostrou-se um rei inapto. Ele estava interessado simplesmente em caçar. É claro que os ksatriyas eram autorizados a caçar, mas não caprichosamente. Eles não são autorizados a matar muitas aves e bestas desnecessariamente, como o rei Vena estava fazendo e como fazem as pessoas hoje. Naquele tempo, os inteligentes brahmanas objetaram e imediatamente o mataram com uma maldição. Antigamente, os brahmanas tinham tanto poder que podiam matar simplesmente amaldiçoando; armas não eram necessárias.
Atualmente, a sociedade é como um corpo morto, porque falta a cabeça do corpo social. A cabeça é muito importante, e o nosso movimento da consciência de Krsna está tentando criar alguns brahmanas que formarão a cabeça da sociedade. Os administradores, então, serão capazes de reger muito bem sob as instruções dos filósofos e teólogos, isto é, sob as instruções das pessoas conscientes de Deus. Um brahmana consciente de Deus jamais aconselha a abertura de matadouros. Agora, todavia, os muitos patifes a conduzirem o governo autorizam o abate de animais. Quando Maharaja Pariksit viu um homem degradado tentando matar uma vaca, ele imediatamente desembainhou sua espada e disse: “Quem és tu? Por que estás tentando matar esta vaca?”. Ele era verdadeiramente rei. Hoje em dia, homens desqualificados assumem o posto presidencial. E, embora eles talvez se façam passar por muito religiosos, são simplesmente patifes. Por quê? Porque, debaixo de seus narizes, milhares de vacas estão sendo mortas enquanto recebem bons salários. Qualquer líder que seja em algo religioso deve renunciar seu posto em protesto caso o abate de vacas prossiga pelo seu governo. Dado que as pessoas não sabem que esses administradores são patifes, elas estão sofrendo. E as pessoas também são patifes porque estão votando nesses patifes maiores. A visão de Platão é que o governo deve ser ideal, e isto é o ideal: os filósofos santos devem ficar no topo do Estado; segundo o aconselhamento deles, os políticos devem governar; sob a proteção dos políticos, a classe produtiva deve proteger as vacas e providenciar as necessidades da vida; e a classe trabalhadora deve auxiliar. Esta é a divisão científica da sociedade advogada por Krsna no Bhagavad-gita (4.13), catur-varnyam maya srstam guna-karma-vibhagasah: “De acordo com os três modos da natureza material e o trabalho atribuído a eles, as quatro divisões da sociedade humana foram criadas por Mim”.


Discípulo: Platão também observou divisões sociais. Ele, contudo, defendeu três divisões. Uma classe consistia nos guardiões, homens de sabedoria que governavam a sociedade. Outra classe consistia nos guerreiros, que eram corajosos e que protegiam o resto da sociedade. E a terceira classe consistia nos artesãos, que realizavam seus serviços de maneira obediente e trabalhavam apenas para satisfazerem seus desejos.
Srila Prabhupada: Sim, a sociedade humana possui essa divisão tríplice também. O homem de primeira classe está no modo da bondade, o homem de segunda classe está no modo da paixão, e o homem de terceira classe está no modo da ignorância.
Discípulo: O entendimento da ordem social por parte de Platão baseava-se em sua observação de que o homem possui uma divisão tríplice de inteligência, coragem e desejo. Ele disse que a alma possui essas três qualidades.
Srila Prabhupada: Isso é um equívoco. A alma não possui nenhuma qualidade material. A alma é pura, mas, por causa de seu contato com as diferentes qualidades da natureza material, ela está “vestida” em vários corpos. Este movimento da consciência de Krsna visa remover essa veste material. A nossa primeira instrução é: “Você não é este corpo”. Parece que, em seu entendimento prático, Platão identificou a alma com a veste corpórea, e isso não demonstra uma inteligência muito boa.
Discípulo: Platão acreditava que a posição do homem é marginal – entre a matéria e o espírito –, razão pela qual enfatizava o desenvolvimento do corpo. Ele ensinava que todos deveriam ser educados desde a infância, e que parte dessa educação deveria ser a ginástica, para manter o corpo em forma.
Srila Prabhupada: Isso significa que, na prática, Platão identificou muito fortemente o eu como o corpo. Qual era a ideia que Platão tinha de educação?
Discípulo: Despertar o estudante para sua posição natural: quaisquer que sejam suas habilidades ou talentos naturais.
Srila Prabhupada: E o que é essa posição natural?
Discípulo: A posição da bondade moral. Em outras palavras, Platão julgava que todos deveriam ser educados para trabalhar da maneira que melhor se adequasse ao despertar de sua bondade moral natural.
Srila Prabhupada: Mas bondade moral não é o bastante, porque mera moralidade não satisfará a alma. É preciso ir além da moralidade – ir à consciência de Krsna. Neste mundo, é claro, a moralidade é tida como o princípio mais elevado, mas existe outra plataforma, que se chama plataforma transcendental, ou plataforma vasudeva. A perfeição mais elevada do homem está em tal plataforma, o que é confirmado no Srimad-Bhagavatam. Porém, como os filósofos não têm informação da plataforma vasudeva, consideram o modo material da bondade como sendo a perfeição mais elevada e a meta da moralidade. Neste mundo, entretanto, mesmo a bondade moral é afetada pelos modos inferiores da ignorância e da paixão. Não é possível encontrar bondade pura, suddha-sattva, neste mundo material, porque a bondade pura é a plataforma transcendental. Para chegar à plataforma de bondade pura, que é a ideal, a pessoa tem que se submeter a austeridades, tapasa brahmacaryena samena ca damena ca. A pessoa tem que praticar o celibato e controlar a mente e os sentidos. Se o indivíduo possui dinheiro, ele deve distribuí-lo em caridade. Ademais, ele também deve ser muito limpo. O indivíduo, deste modo, pode elevar-se à plataforma da bondade pura.
Para se chegar à plataforma da bondade pura, existe outro processo, o qual é a consciência de Krsna. Se o sujeito se torna consciente de Krsna, todas as boas qualidades automaticamente se desenvolvem nele. Automaticamente ele conduz uma vida de celibato, controla sua mente e seus sentidos, e possui uma disposição caridosa. Nesta era de Kali, inexiste a possibilidade das pessoas serem treinadas a se ocupar em austeridade. Antigamente, um brahmacari se submetia a austero treinamento. Muito embora ele pudesse ser de uma família real ou erudita, o brahmacari se humildava e servia o mestre espiritual como um criado servil. Ele imediatamente fazia o que quer que o mestre espiritual ordenasse. O brahmacari mendigava de porta em porta e levava as esmolas para o mestre espiritual, não exigindo nada para si. O que quer que ele ganhasse, ele dava ao mestre espiritual, porque o mestre espiritual não arruinava o dinheiro gastando-o na gratificação sensorial – ele usava-o para Krsna. Isso é austeridade. O brahmacari também observava celibato, e, porque ele seguia as direções do mestre espiritual, sua mente e seus sentidos eram controlados.
Hoje, no entanto, essa austeridade é muito difícil de ser seguida, em virtude do que Sri Caitanya Mahaprabhu forneceu o processo de adoção direta da consciência de Krsna. Nesse caso, a pessoa precisa simplesmente cantar Hare Krsna, Hare Krsna, Krsna Krsna, Hare Hare/ Hare Rama, Hare Rama, Rama Rama, Hare Hare e seguir os princípios reguladores dados pelo mestre espiritual. O sujeito, então, imediatamente ascende à plataforma da bondade pura.

Discípulo: Platão considerava que o Estado deveria treinar os cidadãos para serem virtuosos. Seu sistema de educação era o seguinte: Pelos três primeiros anos de vida, a criança deveria brincar e fortalecer o seu corpo. Dos três aos seis anos, a criança deveria aprender histórias religiosas. Dos sete aos dez, ela deveria aprender ginástica; dos dez aos treze, ler e escrever; dos quatorze aos dezesseis, poesia e música; dos dezesseis aos dezoito, matemática. Então, dos dezoito aos vinte, o indivíduo se submetia ao treinamento militar. Dos vinte aos vinte e cinco anos, aqueles que fossem científicos e filosóficos deveriam permanecer na escola e continuar aprendendo, e os guerreiros deveriam se ocupar em exercícios militares.
Srila Prabhupada: Esse programa educacional é para todos os homens ou há diferentes tipos de educação para diferentes homens?
Discípulo: Não, isto é para todos.
Srila Prabhupada: Isso não é muito bom. Se um garoto é inteligente e inclinado a filosofia e teologia, por que ele deveria ser forçado a se submeter a treinamentos militares?
Discípulo: Bem, Platão disse que todos devem se submeter a dois anos de treinamento militar.
Srila Prabhupada: Mas por que alguém deveria desperdiçar dois anos de sua vida? Ninguém deve desperdiçar sequer dois dias. Isto é disparate – ideias imperfeitas.
Discípulo: Platão disse que esse tipo de educação revela a que categoria uma pessoa pertence. Ele tinha sim a ideia correta de que o indivíduo pertence a uma classe em particular de acordo com sua qualificação.
Srila Prabhupada: Sim, isso nós também dizemos, mas discordamos que todos devam passar pelo mesmo treinamento. O mestre espiritual deve avaliar a tendência ou disposição do aluno no começo de sua educação. Ele deve ser capaz de ver se o garoto se adequa ao treinamento militar, à administração ou à filosofia e, então, ele deve treinar o garoto completamente de acordo com sua tendência particular. Se alguém é naturalmente inclinado ao estudo filosófico, por que ele deveria desperdiçar seu tempo no exército? E se alguém é naturalmente inclinado ao treinamento militar, por que ele deveria perder seu tempo com outras coisas? Arjuna pertencia a uma família ksatriya. Ele e seus irmãos jamais foram treinados como filósofos. Dronacarya era mestre e professor deles e, embora fosse brahmana, ensinou-lhes dhanurveda, não brahma-vidya. Brahma-vidya é filosofia teísta. Ninguém deve ser treinado em tudo; isso é perda de tempo. Se alguém é inclinado à produção, negócios ou agricultura, deve ser treinado nessas esferas. Se alguém é filosófico, deve ser treinado como filósofo. Se alguém é militarista, deve ser treinado como um guerreiro. E se alguém possui habilidades ordinárias, deve ser treinado como sudra, ou trabalhador. Isso é declarado por Narada Muni no Srimad-Bhagavatam: yasya yal-laksanam proktam. As quatro classes da sociedade são reconhecidas por seus sintomas e qualificações. Narada Muni também diz que a pessoa deve ser selecionada para treinamento de acordo com suas qualificações. Mesmo se nasce em uma família brahmana, o indivíduo deve ser considerado sudra caso suas qualificações sejam de sudra. E, se alguém nasce em uma família sudra, ele deve ser aceito como brahmana caso seus sintomas sejam bramânicos. O mestre espiritual deve ser perito o bastante para reconhecer as tendências do estudante e imediatamente o treinar nessa linha. Isso é educação perfeita.
Discípulo: Platão acreditava que a tendência natural do estudante não viria à tona a menos que ele praticasse tudo.
Srila Prabhupada: Não, isso é errôneo, porque a alma é contínua, e, portanto, todos têm alguma tendência de seu nascimento anterior. Acredito que Platão não tenha compreendido essa continuidade da alma de corpo a corpo. Segundo a cultura védica, imediatamente após o nascimento de um garoto, os astrólogos calculavam a que categoria ele pertencia. A astrologia pode ajudar caso haja um astrólogo de primeira classe. Semelhante astrólogo pode dizer de que linha o garoto está vindo e como ele deve ser treinado. O método educacional de Platão era imperfeito porque era baseado em especulação.
Discípulo: Platão observou que uma combinação particular dos três modos da natureza está agindo em cada indivíduo.
Srila Prabhupada: Por que, então, ele diz que todos devem ser treinados da mesma maneira?
Discípulo: Porque ele alegava que as habilidades naturais da pessoa não se manifestarão a não ser que ela receba a chance de experimentar tudo. Ele observou que algumas pessoas ouvem primeiramente à sua inteligência, e ele disse que eles são governados pela cabeça. Ele observou que algumas pessoas têm uma disposição agressiva, e ele disse que esses tipos corajosos são governados pelo coração – pela paixão. E ele viu que algumas pessoas, que são inferiores, querem apenas satisfazer suas apetências. Ele disse que essas pessoas são animalescas, e ele acreditava que eram governadas pelo fígado.
Srila Prabhupada: Isso não é uma descrição perfeita. Todos possuem um fígado, um coração e todos os membros corpóreos. Se a pessoa está no modo da bondade, da paixão ou da ignorância depende de seu treinamento e das qualidades que adquiriu durante sua vida anterior. Segundo o processo védico, o indivíduo, no nascimento, recebe imediatamente uma classificação. Sintomas psicológicos e físicos são considerados, e, em geral, apura-se a partir do nascimento que a criança tem uma tendência particular. Essa tendência, no entanto, pode mudar de acordo com as circunstâncias, e, se a pessoa não preenche o papel designado a si, ela pode ser transferida para outra classe. Alguém talvez tenha recebido treinamento bramânico em uma vida anterior, e ele talvez exiba sintomas bramânicos nesta vida, mas o indivíduo não deve pensar que, porque nasceu em uma família brahmana, ele automaticamente é brahmana. A pessoa pode ter nascido em uma família brahmana e ser sudra. Não é uma questão de nascimento, mas de qualificação.
Discípulo: Platão também acreditava que a pessoa tem que se qualificar para o seu posto. O sistema de governo dele era bastante democrático. Ele julgava que todos deveriam receber a chance de ocupar os diferentes postos.
Srila Prabhupada: Na verdade, nós somos os mais democráticos, porque nós estamos dando a todos a chance de se tornarem brahmanas de primeira classe. O movimento da consciência de Krsna está dando mesmo ao membro mais baixo da sociedade a chance de se tornar um brahmana tornando-se consciente de Krsna. Candalo ’pi dvija-srestho hari-bhakti-parayanah: Embora talvez nascido em uma família de candalas, tão logo o sujeito se torna consciente de Deus, consciente de Krsna, ele pode se elevar à posição mais elevada. Krsna diz que todos podem voltar ao lar, voltar ao Supremo. Samo ’ham sarva-bhutesu: “Sou igual para com todos. Todos podem vir a Mim. Não há impedimento”.
Discípulo: Qual é o propósito das ordens sociais e do governo estatal?
Srila Prabhupada: O propósito último é tornar todos conscientes de Krsna. Essa é a perfeição da vida, e toda a estrutura social deve ser moldada com essa meta em vista. É claro que nem todos podem se tornar inteiramente conscientes de Krsna em uma vida, assim como nem todos os alunos em uma universidade podem obter o título de doutor em uma tentativa. A ideia de perfeição, entretanto, é passar na prova do doutorado, e, portanto, os cursos de doutorado devem ser mantidos. Similarmente, uma instituição como este movimento da consciência de Krsna deve ser mantido a fim de que ao menos algumas pessoas possam alcançar a meta última e a fim de que todos possam se aproximar da meta última: a consciência de Krsna.
Discípulo: A meta do governo estatal, portanto, é ajudar que todos se tornem conscientes de Krsna?
Srila Prabhupada: Sim, a consciência de Krsna é a meta mais elevada. Portanto, todos devem ajudar este movimento e tirar proveito dele. Independente de seu trabalho, todos podem vir ao templo. As instruções são para todos, e a prasada é distribuída a todos. Portanto, não há dificuldade. Todos podem contribuir para este movimento da consciência de Krsna. Os brahmanas podem contribuir com sua inteligência, os ksatriyas com sua caridade, os vaisyas com seus grãos, leite, frutas e flores, e os sudras com seu serviço corpóreo. Mediante esse esforço coletivo, todos podem alcançar a mesma meta: a consciência de Krsna, a perfeição da vida.


Discípulo: Em uma alegoria muito famosa em A República, Platão descreve representantes da humanidade presos em uma caverna escura e capazes de ver apenas sombras projetadas pela luz de uma fogueira. Uma pessoa se liberta e vê o mundo externo, e essa pessoa retorna para a caverna para dizer às pessoas lá que elas estão vivendo na escuridão. Os residentes da caverna, porém, consideram-no louco.
Srila Prabhupada: Essa história é como a nossa história do Dr. Sapo. Ele jamais havia saído de seu poço escuro, logo ele pensava: “Aqui está tudo”. Quando ele foi informado acerca da existência do vasto oceano Atlântico, ele não pôde conceber um corpo d’água tão extenso.
Similarmente, aqueles que estão no poço escuro deste mundo material não podem conceber a luz exterior, no mundo espiritual. Mas esse mundo é um fato. Suponha que alguém tenha caído em um poço e esteja gritando: “Caí neste poço! Por favor, salvem-me!”. Então, um homem de fora do poço solta uma corda e diz: “Apenas pegue esta corda e eu trarei você para fora!”. Mas não, o homem caído não tem fé no homem de fora e não pega a corda. Similarmente, estamos dizendo a todos no mundo material: “Vocês estão sofrendo. Apenas adotem esta consciência de Krsna e todos os seus sofrimentos serão aliviados”. Infelizmente, as pessoas se recusam a segurar a corda, ou elas sequer admitem que estão sofrendo.
No entanto, aquele que for afortunado segurará a corda da consciência de Krsna, após o que o mestre espiritual o ajudará a sair deste escuro mundo de sofrimento e o levará ao feliz e iluminado mundo da consciência de Krsna.
Leia no Blog a conversa Srila Prabhupada Conversa sobre Carl Jung. (clique aqui)

Do Blog Volta ao Supremo da BBT Brasil. Leia outros artigos em www.voltaaosupremobr.wordpress.com.

sábado, 6 de outubro de 2012

SONS DA ÍNDIA TOUR BRASIL 2012








Um dos maiores percucionistas do sudeste da Índia pela primeira vez no Brasil. Deva Dharma é dono de um talento musical de arrancar aplausos e sua voz nos transporta para um universo repleto de espiritualidade e devoção pelo que faz.

ACOMPANHE O CIRCUITO do SONS DA ÍNDIA no BRASIL

GUARULHOS SP
DIA 18 OUT as 20h
ANFITEATRO PEDRO DIAS GONÇALVES
RUA JOÃO GONÇALVES, 439 CENTRO 
* Troque seu ingresso por alimento não perecível
Ligue para: 2408 3725 STUDIO MARIA LOKA (Posto de Arrecadação) e saiba quais alimentos doar

SÃO PAULO SP
DIA 19 OUT as 20h
CENTRO CULTURAL DA ÍNDIA
ALAMEDA SARUTAIA, 380 JARDINS
ENTRADA FRANCA (limite de 100 lugares)

PINDAMONHANGABA SP
DIA 20 OUT as 20h
CENTRO CULTURAL ACHARYADEVA
RUA FRANCISCO PIORINO, 107 CENTRO
INGRESSOS a R$20 reais
Ponto de venda (LANCHONETE JAY PRASADA no SHOPPING do centro)
INFORMAÇÕES - 

SAO JOSÉ DOS CAMPOS
dia 25 OUT as 19:30h
ESPAÇO de CULTURA INDIANA
Rua General Osório, 48 Vila Ema
INGRESSOS a R$25
INGRESSOS DISPONIVEIS no RESTAURANTE KRSNA (FONE: 12 3911 3784)

CURITIBA
dia 23 OUT as 21h
GANDIVA YOGA ASHRAM
Rua Barão de Guaraúna, 673, Juvevê
INGRESSOS a R$25 reais
INGRESSOS DISPONÍVEIS no LOCAL
Fone 41 3039-1519

RIO DE JANEIRO
dia 26 OUT as 19:30h
CENTRO CULTURAL GOVINDA
Rua Rodrigo Silva, 6 3º and Centro
INGRESSOS A R$30 reais
RESERVE JÁ O SEU!
Fone: 3549 9108

BELO HORIZONTE
01 NOV as 20h
CONSERVATÓRIO da UFMG
INGRESSOS a R$30 (inteira) e R$15 (meia)
Posto de venda - Templo Hare Krishna de BH
Informações - 31 8482 0392 

RECIFE
dia 09 NOV as 19:30h
AUDITÓRIO J da UNICAP (Rua da Soledade)
INGRESSOS a R$30 (inteira) e R$15 (meia)
INGRESSOS ANTECIPADOS  no RESTAURANTE GOVINDA (Fone: 3221 4202)
INFORMACÕES: 81 9696 0182 ou  81 9755 3279
 
REALIZAÇÃO
ASSOCIACAO FESTIVAL DA INDIA
 
Informações: Vaikuntha Murti Das, 11 99863 6551, vaikmurti@hotmail.com


terça-feira, 2 de outubro de 2012

A Busca pela Bem-Aventurança Eterna



A Busca pela Bem-Aventurança Eterna

Bhakti-tirtha Swami



A superação de conceitos niilistas e monistas até a teologia das cinco disposições de serviço devocional.



            Um ponto chave enfatizado em escrituras de diferentes caminhos é o desenvolvimento de nossa relação com Deus. Infelizmente, as pessoas frequentemente têm informação limitada sobre o objeto de seu amor – o que Deus gosta e não gosta, Suas atividades, Sua morada – e como se conectar com o Senhor. Existe disponível muita e detalhada informação sobre esses tópicos, e nós iremos compartilhar um pouco dela nesta discussão. Fique bem atento; serão expostas certas coisas que irão emergir posteriormente em sua consciência, nos momentos em que forem mais necessárias.



Quatro Caminhos Universais



            Como nos conectamos com a meta suprema? Que caminho nos levará de volta ao lar? Para começar, todos os caminhos caem em quatro categorias filosóficas: materialismo, niilismo, impersonalismo e personalismo. É importante manter em mente essas quatro escolas de pensamento conforme examinamos o que está dentro do universo material, o que está fora do universo material, e o que está no reino espiritual.



            A filosofia do materialismo é basicamente uma filosofia ateísta. O materialismo sustenta que um ser humano não passa de uma entidade física sem alma. A existência é simplesmente uma questão de estar em diferentes ambientes, que produzem uma personalidade correspondente. A vida é vista como uma questão de simplesmente comer, dormir, procriar e se defender, ou, como declarado por Charles Darwin, sobrevivência dos mais aptos. Essa filosofia produz um egoísmo grosseiro, e se baseia em exploração e manipulação, em vez de uma vida em harmonia com a natureza. Esta é a filosofia ateísta que as forças de opressão adotam e tentam propagar ao redor do mundo.



            Em segundo, há a filosofia do niilismo. De acordo com esta filosofia, o envolvimento material produz ansiedade, relacionamentos materiais trazem dor, e buscas materiais causam estresse, frustração e depressão. Esta ideia está profundamente conectada com a filosofia do budismo, na qual a meta é tentar alcançar o nirvana: liberdade do ego, liberdade de um foco no mundo material e liberdade do bombardeio de interferências sensuais. Esta filosofia nos diz o que a realidade não é, mas tem pouca informação sobre o que a realidade é.



            A terceira filosofia é a do impersonalismo. O impersonalismo nos retira da região material e nos põe na consciência cósmica, ou samadhi. Nesta consciência, as pessoas experimentam a universalidade de toda a criação e sentem certa unidade com Deus, pensando que elas mesmas são Deus. O foco é em se fundir na energia de Deus e se tornar uno com a luz de Deus. A filosofia do impersonalismo tenta abranger todos os elementos materiais básicos, mas explica apenas uma dimensão da Divindade, sendo, portanto, incompleta. Ela mostra como somos unos com Deus, mas negligencia totalmente a explicação de como somos diferentes de Deus, e isto é essencial. É esta diferença que experimentamos, e que prevalece como fundamental para o desenvolvimento espiritual. Se somos diferentes de Deus, então podemos desenvolver uma atitude de serviço a Ele. Do contrário, o serviço amoroso se torna um tanto impossível.



            A filosofia do personalismo reconhece que o materialismo traz dor e confusão, mas que uma pessoa deve superar essas dificuldades e tornar-se livre do bombardeio sensual. A filosofia do personalismo inclui aspectos do materialismo, do niilismo e do impersonalismo. Mas ela vai além. Ela reconhece que há certas atividades que não são materiais.



            Consideremos uma analogia. Um homem tem uma cavidade que está lhe causando dor de dente. Ele não consegue nem mesmo apreciar o cheiro da comida sem que seu dente doa. O materialismo é como um dente dolorido; ele causa muita dor e sofrimento. O homem tenta superar a dor mentalmente e também toma medicação, a qual interrompe a dor por um tempo. Este nível é como o niilismo: apesar de ele estar livre da dor causada pelo dente, seu estado é, na melhor das hipóteses, de neutralidade. Conforme o homem se foca em desfrutar o aroma da comida, ele está num nível parecido com o impersonalismo; ele pode desfrutar da energia da comida. Uma vez que o homem muda de ideia e vai ao dentista e fica curado da dor de dente, não apenas ele pode cheirar a comida, mas pode, de fato, desfrutar de comê-la. Este nível é análogo ao personalismo. A eliminação da causa que gerava seu sofrimento permite a ele ter um relacionamento direto com a comida. Às vezes, quando nos encontramos em uma situação ruim, pensamos que “positivo” significa a eliminação do negativo. No entanto, acabar com nossa situação material negativa é apenas o início. O estágio seguinte é encontrar alguma ocupação espiritual positiva para substituir a atividade material.



Personalismo versus Impersonalismo



            Concepções pessoais automaticamente contêm a compreensão impersonalista e vão além dela. O Senhor Supremo, sendo absoluto, pode existir pessoal e impessoalmente ao mesmo tempo. Existem três energias básicas do Divino: a energia externa, que mantém o universo material; a energia marginal, que é feita das entidades vivas; e a energia interna, que mantém o mundo espiritual. Devido ao nosso condicionamento, tendemos a ver o espiritual como o oposto do material. Para nós, material significa forma, logo espiritual deve significar amorfo. Material significa ativo, logo espiritual significa destituído de atividade. De maneira a alcançarmos uma verdadeira compreensão das atividades no mundo espiritual, devemos deixar essas ideias erradas de lado. Através do amor e da devoção, podemos ultrapassar a abordagem impessoal de Deus após muitas e muitas vidas nesta consciência cósmica. Nós, então, finalmente obtemos uma oportunidade de entrar em contato com as atividades extraordinárias do mundo espiritual.



            O mundo espiritual é nosso habitat natural. Os grandes professores estão constantemente nos falando sobre uma existência além desta que percebemos. Eles estão ansiosos para nos mostrar os meios para recuperarmos este precioso estado que perdemos. Por muitas vidas, a alma tem vagado dentro e fora de muitos ambientes e situações, inconscientemente desesperada por associação espiritual.



            Quando proferimos a oração “Pai nosso que estais no céu, santificado seja o Vosso nome, vem a nós o vosso reino, seja feita a Vossa vontade, assim na Terra como no céu”, compreendemos que o mundo material é um reflexo do mundo espiritual. O mundo material é, na verdade, um reflexo pervertido da realidade. No mundo material, temos muitos tipos de interações, mas elas são limitadas, dolorosas e, finalmente, frustrantes. No reino espiritual, nosso relacionamento é com o Senhor, e nossas atividades são sempre novas. Cada segundo no mundo espiritual torna-se um momento de prazer superior.



Há duas divisões principais no reino espiritual. Há o brahmajyoti, o qual às vezes é referido como a luz ou a refulgência, e há os planetas espirituais, onde as diferentes manifestações do Senhor e de Seus devotos residem. Está presente ali o aspecto pessoal de Deus. Alguns de vocês continuam buscando unidade, a luz impessoal, e a oportunidade de se fundirem com o Supremo. Este desejo se deve a certa contaminação material. É a primeira fase que experimentamos conforme começamos a nos conectar com a consciência superior. Conforme experimentamos a unidade cósmica, podemos ficar tão intoxicados e felizes que concluímos falsamente que não existe nada superior. Este é o nosso primeiro grande erro. Essas experiências são prazerosas, mas também são limitadas. Além da consciência cósmica está a oportunidade de intercâmbio pessoal com o Senhor.

            “Liberação” é um termo frequentemente utilizado nas escolas de pensamento impersonalista – liberação do mundo material para tornar-se uno com Deus, ou até mesmo tornar-se Deus. Novamente, nossa meta deve estar além da liberação. Nós devemos ser liberados incontáveis vezes antes de termos uma chance de realmente entrar no reino de Deus. Devemos viajar por muitas vidas e pagar impostos enormes – buscar austeridades, religiosidade e espiritualidade de diversos tipos – para irmos além da plataforma da liberação.



            Há uma fase intermediária de desenvolvimento na qual somos capazes de nos associarmos com uma forma individual de Deus, localizada na região do coração de cada ser vivo; este aspecto de Deus é conhecido como o paramatma. Esta é uma “unidade” superior, que é mais localizada e mais pessoal, um estágio que grandes iogues aspiram alcançar através de suas práticas ióguicas. Nós podemos então avançar espiritualmente em direção à associação suprema última com o Senhor Supremo no mundo espiritual.



            Voltando à analogia da dor de dente, uma vez que o cheiro da comida permeia o nariz de uma pessoa, o desejo de comer a comida irá, cedo ou tarde, tornar-se a meta mais desejada. Essa pessoa irá então tentar obter a comida e desfrutar dela de todas as maneiras possíveis. Similarmente, o impersonalismo eventualmente levará ao personalismo. A questão é: pegaremos a rota longa e lenta do desfrute dos sentidos ou a rota direta e rápida da rendição à vontade do Senhor? A segunda opção concede prazer eterno.



Cinco Tipos de Relacionamento com Deus





            Conforme mencionado, o mundo espiritual é pleno de atividades centradas nos intercâmbios amorosos com o Senhor. Existência significa atuar e interagir. A expressão última de toda essa atuação e interação é o amor. Amor envolve serviço. Amor não significa simplesmente conhecimento sobre alguém, tampouco culmina apenas em salvação. Novamente, amor significa serviço. Todas as atividades no mundo espiritual se baseiam em serviço ao Senhor. Escrituras antigas nos dizem que existem outros intercâmbios que podemos ter com Deus além dEle como nosso pai e nós como Seus filhos. Os Vedas detalham as atividades no reino de Deus e falam de cinco relacionamentos, ou rasas, que podemos ter com o Supremo.



            Podemos utilizar a analogia de um inválido deitado na cama. O relacionamento entre a cama na qual o inválido está deitado e o inválido em si seria considerado a primeira rasa, a rasa de neutralidade. Um empregado traz a refeição da pessoa. Este empregado está servindo na segunda rasa, a rasa de servidão, onde há certo intercâmbio, mas em um nível muito formal. Então o amigo da pessoa entra para fazer uma visita; esta é a terceira rasa, no humor de amizade, e envolve mais calor e intercâmbio pessoal. Então, a mãe da pessoa entra para conferir a situação, representando a rasa de maternidade ou paternidade, que carrega consigo um conjunto de emoções completamente diferentes e mais íntimas. Finalmente, o cônjuge da pessoa volta para casa e serve a pessoa na rasa conjugal, ou no humor íntimo de um amante. Conforme nos movemos do humor de neutralidade ao humor conjugal, a intimidade expressada entre o doador e o recipiente aumenta, assim como a natureza confidencial do intercâmbio.



            Outra analogia é a do juiz. A maioria das pessoas vê um juiz com respeito, reverência e temor. O colega de um juiz, que também é um juiz, vê o juiz como um amigo. Os dois compartilham mutuamente certo amor e respeito em um intercâmbio de amizade. Quando o juiz vai para casa, ele troca seu papel de juiz pelo de esposo e pai. Ele ajuda sua esposa a lavar os pratos e brinca de “upa cavalinho” no chão com seus netos, em um humor muito amoroso. A intimidade do amor impulsiona o relacionamento para além das barreiras da formalidade. Ele vai além do egoísmo e produz um intenso dar e receber de natureza mais pessoal.



            O reino espiritual é um plano de intimidade, de compartilhamento profundo, e de ausência de egoísmo. Assim como vivenciamos relacionamentos aqui; uma vez de volta ao plano espiritual, nossos relacionamentos serão similares, mas serão focados em Deus. No mundo material, somos todos constantemente movidos pela luxúria, a qual está literalmente forçando nossas ações e cobrindo grande parte de nossas atividades com cobiça. No reino espiritual, por estarmos em contato com a Personalidade Suprema, todas as nossas ações continuam sendo dirigidas, mas elas estão sendo inspiradas pelo amor. Há um gigantesco amor incondicional, tão poderoso que somos mergulhados nele, realizando-nos plenamente como almas espirituais puras.



            O relacionamento de amor intenso entre uma mãe, um pai e uma criança que vemos na Terra é possível somente porque existe no mundo espiritual, no plano da perfeição. O relacionamento material é um reflexo do espiritual. No mundo espiritual, nós agimos como pai, mãe ou amigo de Deus. Nós também podemos ter um relacionamento conjugal com o Senhor, no humor de marido e mulher. Todos esses relacionamentos são possíveis. Cada um de nós tem um relacionamento próprio específico. Uma vez de volta ao lar, este nosso relacionamento será plenamente manifesto. Este tipo de interação pessoal produz uma incrível e quase inconcebível sensação de êxtase, que aumenta conforme prestamos serviço ao Senhor Supremo e Seus associados. Quanto mais servimos Deus, mais Ele nos serve, nos encorajando a servir mais. Dessa forma, a reciprocidade sublime continua. Esta informação é muitíssimo confidencial. Para aqueles que não são comprometidos com um estilo de vida espiritual, descrições deste estado mais elevado são reveladas o mínimo possível. Conforme o desejo de uma pessoa por conhecer a verdade absoluta aumenta, mais conhecimento é revelado.



            Serviço é o êxtase mais elevado. O serviço pode se estender a um ponto no qual a pessoa considera que as sensações de êxtase estão interferindo em seu serviço. Este sintoma ocorre no mais elevado dos relacionamentos amorosos. A experiência de bem-aventurança no mundo espiritual é tão intensa que falar é como cantar, e andar é como dançar. Cada objeto no reino espiritual é vivo e possui personalidade. Há árvores que satisfazem qualquer desejo que você possa ter. Seus desejos, é claro, estão centrados no prazer de Deus; seus desejos não são apenas seus, mas também são dEle. E isto lhe dá ainda mais prazer. No reino espiritual, não existe morte, não existe doença, não existe velhice; essas ocorrências são todas parte deste mundo temporário de dor e limitações.



            Podemos subir aos reinos celestiais muitas e muitas vezes, e desfrutar deles por milhares de anos, e ainda assim cairemos inevitavelmente. Podemos progredir até o ponto da liberação centenas e milhares de vezes, mas, até desenvolvermos liberdade da inveja e obtermos ajuda dos embaixadores do reino espiritual, não existe possibilidade de progresso tangível. O reino espiritual não pode ser alcançado por mérito próprio. No entanto, uma pessoa pode ter suficiente mérito e um desejo forte o suficiente para atrair um dos ajudantes necessários para guiá-la até o verdadeiro reino de Deus.



            Contato com um agente do Senhor do plano transcendental é uma experiência deveras incomum, visto que a maioria das almas simplesmente se enreda mais ainda nas ações e reações da vida material. Para ter uma oportunidade de quebrar o ciclo, é necessário um enorme volume de créditos piedosos adquiridos anteriormente em vidas passadas. O que de fato ocorre quando alguém consegue encontrar-se com um agente transcendental, ou mestre espiritual? Neste momento de grande fortuna, a pessoa recebe a oportunidade de compreender como escapar desta existência material e vivenciar as atividades do mundo espiritual. Nós devemos avidamente ouvir e seguir as instruções de tais agentes do Senhor dotados de poder.



A Satisfação no Intercâmbio Pessoal



            Nossos desejos nos trazem o que é necessário para o nosso crescimento. Tudo o que vivenciamos se baseia em nossos desejos, e nossos desejos se baseiam nos tipos de associação que mantemos e no tipo de vibrações que absorvemos. Se nos cercarmos de pessoas e atividades de vibrações superiores, a verdade naturalmente fará seu efeito. Este efeito irá variar de acordo com o grau de inveja que tivermos em nosso coração. Nós podemos ter intercâmbios pessoais com Deus, mesmo neste corpo. Quando isto acontece, o corpo físico não consegue suportar as experiências adequadamente. Existe toda uma ciência do êxtase que uma pessoa experimenta quando o amor por Deus de fato desperta. Por exemplo, há momentos em que se perde a consciência externa. Há momentos em que o corpo começa a sentir tamanha felicidade e amor em contato com o Reservatório do Amor que os membros começam a se retrair, como os de uma tartaruga.



            Uma pessoa que está começando a ter tais experiências, e está começando a ter uma consciência do passado, presente e futuro, e de outras dimensões, não revela tais sintomas, mas os mantém em segredo. As experiências são como “um barato” permanente e muito intenso, mas que é difícil de se compartilhar. Mesmo a experiência de entrar em contato com a energia universal é insignificante em comparação com a associação com o mundo espiritual em si. A experiência da unidade de consciência cósmica é como dor comparada à experiência das atividades transcendentais no plano espiritual. Poder-se-ia dizer que é como procurar por cacos de vidro em uma mina de diamantes.    



            Agora essas experiências podem soar muito incomuns. Isto acontece porque elas são incomuns. Elas estão vindo de outros planos. Apesar de poderem soar muito estranhas, há uma certa verdade que muitos reconhecem. Certa parte de nosso ser conhece intuitivamente essas verdades, e ouvi-las agora evoca certas emoções. Aqueles entre vocês que encontraram o conceito de se fundir com Deus e não se sentiram confortáveis com sua meta última de perda de identidade agora sabem o motivo. Este conceito é artificial. Todos nós temos identidade, moldada à imagem de Deus, e estamos consciente ou inconscientemente lutando para alcançar a perfeição desta identidade.



            Em experiências espirituais muito avançadas de diferentes tradições, encontramos referências à “noiva de Deus” ou a intercâmbios pessoais com o Senhor. Em tempos antigos, houve aqueles envolvidos na cristandade mística que falaram sobre ouvir Deus. Eles não estavam imaginando. Porque estavam livres de todos os obstáculos, eles conseguiam ser naturais. É natural conseguir se comunicar com o Pai. Toda esta discussão é simplesmente para ajudar-nos a obter uma maior compreensão de que existem níveis mais profundos que podemos buscar. Certas sementes foram plantadas para ajudá-los a gradualmente revitalizar sua consciência adormecida.





Este artigo é um excerto da obra Guerreiro Espiritual I: Desvelando Verdades Espirituais em Fenômenos Psíquicos
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A Associação Alcione envia-lhe gratuitamente o livro “Hercólubus ou Planeta Vermelho” a qualquer lugar do mundo.






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Existem questões da mecânica celeste desconhecidas para a Ciencia atual. Uma delas é a relacionada com a aproximação de Hercólubus, planeta assim chamado pela sabedoria antiga e cuja aproximação ao nosso Sistema Solar não só é um fato próximo e que todo mundo verá, mas que também vai trazer como consequência grandes convulsões em todas as partes do nosso planeta.



Como no vai-vém da nossa vida tudo retorna ao seu principio ou ao seu fim, já ocorreu que na sua anterior aproximação, Hercólubus trouxe o fim à civilização Atlante. Estes fatos, bem conhecidos por todos aqueles que no curso da história tiveram sua Conciencia Desperta, ficaram devidamente narrados através de todos os “Diluvios Universáis” de diferentes religiões e culturas.



Ao largo dos tempos, diversos escritores falaram de tal fenómeno cósmico. Um deles, V.M. Rabolú, foi uma dessas pessoas que disfrutaram de uma Conciência Desperta que lhe permitiu investigar sobre a aproximação de tal astro. Da sua obra titulada “Hercólubus ou Planeta Vermelho”, transcrevemos os siguintes parágrafos:



“Quando Hercólubus se aproximar mais da Terra, que se ponha ao lado do Sol, começarão as epidemias mortíferas a expandirem-se por todo o planeta, e os médicos ou ciência oficial não conhecerão que classe de doenças são e com o que se curam; ficarão rendidos, com as mãos ao alto, face às epidemias.

Chegará o momento da tragédia, da obscuridade: tremores, terremotos, maremotos; os seres humanos desequilibrar-se-ão mentalmente por não poderem comer nem dormir; e, vendo o perigo, ao precipício lançar-se-ão em massa, totalmente loucos.

O que afirmo neste livro é uma profecia a muito curto prazo, porque me consta o final do planeta, conheço-o. Não estou assustando mas prevenindo, porque tenho angústia por esta pobre Humanidade, já que os fatos não se fazem esperar e não há tempo a perder em coisas ilusórias.”



O V.M. Rabolú ensina no seu livro o método para a eliminação dos defectos psicológicos e das técnicas do desdobramento astral como únicas fórmulas existentes para escapar do cataclismo que virá. Ele conclui dizendo:



“Amável leitor: estou falando muito claro para que entenda a necessidade que há de lançar-se a trabalhar seriamente, porque se estiver trabalhando tira-se-á do perigo. Isto não é para que formem teorias nem discussões, mas sim para que experimentem o verdadeiro ensinamento que lhes estou dando neste livro, pois não há mais ao que apelar..”

sábado, 22 de setembro de 2012

A RECONEXÃO de Dr. Eric Pearl


A RECONEXÃO

de Dr. Eric Pearl

 


Páginas: 288


O LIVRO

Prepare-se, talvez você tenha que rever tudo o que viu até agora sobre cura convencional. O novo espectro abrangente de frequências de cura descrito pelo autor  transcende completamente a "cura energética" e suas muitas técnicas e leva você a se abrir para níveis de cura muito além dos acessíveis a todos. Este livro conta a jornada do Dr. Eric Pearl, desde a descoberta dos seus poderes extraordinários de cura até a merecida reputação que adquiriu servindo de instrumento para revelar esse processo ao mundo. E o mais importante: a obra mostra como você pode ativar em si mesmo a capacidade de transmitir essas novas frequências de cura e usá-las em seu próprio benefício e das pessoas à sua volta.

LEIA AQUI O PRIMEIRO CAPITULO
 


O AUTOR

Eric Pearl

Um curador reconhecido internacionalmente, Eric Pearl, foi convidado em inúmeros programas de televisão nos Estados Unidos, assim como em muitos outros países. Discursou, por convite, perante a ONU – Organização das Nações Unidas, fez uma apresentação que encheu o estádio de Madison Square Garden, foi entrevistado por várias publicações, incluindo o The New York Times e, mais recentemente, apareceu no filme/documentário The Living Matrix (A Matriz Viva).

Como médico quiroprático, o Eric teve uma clínica de muito sucesso durante 12 anos, até ao dia em que os seus pacientes começaram a dizer que sentiam as suas mãos sobre eles – apesar de ele não ter tocado neles fisicamente. Em pouco tempo os seus pacientes começaram a falar de curas milagrosas que tinham recebido para problemas como câncer, doenças relacionadas com a sida/aids, epilepsia, fadiga crônica, esclerose múltipla, osteoartrite e artrite reumatóide, problemas físicos congênitos, paralisia cerebral e outros problemas graves. Tudo isto ocorria enquanto o Eric simplesmente mantinha as suas mãos no ar, próximas dos pacientes – e assim é até aos dias de hoje.

As curas dos seus pacientes foram documentadas em seis livros até à data, incluindo o bestseller de Eric: A Reconexão®: Curar Outros, Curar a si (The Reconnection®: Heal Others, Heal Yourself), traduzido em mais de 36 idiomas!

A partir de Los Angeles, Eric e a Cura Reconectiva® provocaram um grande interesse por parte de médicos e investigadores de renome, de hospitais e universidades em todo o mundo. Estes incluem o Jackson Memorial Hospital, UCLA (Universidade da Califórnia Los Angeles), Cedars-Sinai Medical Center, o Hospital de Vermont, a Universidade do Minnesota, a Escola de Medicina de Miami e a Universidade do Arizona – onde o Eric deu uma palestra a pedido do Dr. Andrew Weil. Novos programas de investigação em desenvolvimento no presente em várias instituições, sob a tutela de cientistas de renome como o Dr. Gary Schwartz, PhD., o Dr. William Tiller, PhD., entre outros.

O Eric viaja extensivamente por todo o mundo ao longo de todo o ano, levando Luz e Informação da Cura Reconectiva® ao planeta. Ele ensina-lhe como ativar e utilizar este novo e abrangente espectro de frequências curativas que nos permite transcender completamente a “energia curativa”, assim como as “técnicas” e ter acesso a um nível de cura muito além de tudo a que se conseguiu ter acesso até agora! Até à data, ele ensinou a Cura Reconectiva para mais de 60 mil pessoas, em mais de 60 países, dando origem a toda uma geração de curadores em todo o mundo.






História da Reconexao®
A partir de Los Angeles, Eric Pearl tem suscitado um grande interesse de médicos de renome e investigadores em todo o mundo, incluindo um dos hospitais mais bem cotados nos Estados Unidos, um Instituto do Trauma, um Centro de Trauma Espinal e uma Universidade de Medicina.

Antes do aparecimento súbito das suas capacidades menos tradicionais de cura, o Dr. Eric estava à frente de uma clínica de quiroprática/quiropraxia de sucesso durante 12 anos. Em Agosto de 1993 descobriu que tinha sido abençoado com um dom fora do comum. Após 12 anos de exercer quiropraxia, tornou-se subitamente um veículo de cura de outro tipo: um condutor através do qual a energia da cura flui.

Apesar de Eric estar demasiado ocupado para gerenciar a clínica, muitos são os que testemunham, nos seus seminários e sessões privadas, a cura de doenças, como tumores malignos, doenças relacionadas com a SIDA/AIDS, Fadiga Crônica, malformações congênitas e deformações ósseas.

Durante as décadas de 80 e 90, Eric Pearl, com o diploma de Doutor de Quiroprática pelo Colégio de Quiroprática de Cleveland, Los Angeles, estava à frente de um dos maiores centros de quiroprática de Los Angeles. Muitas vezes apelidado de “Quiroprático das Estrelas”, ele adquiriu o status de médico de enorme sucesso. Tendo aprendido com verdadeiros mestres como o Dr. Virgil Chrane e o Dr. Carl Cleveland, o Dr. Eric Pearl, além das técnicas de quiroprática convencionais, incorporou também técnicas puras e originais já perdidas da quiroprática.

Tanto num meio informal como em clínicas, os pacientes (e médicos!) testemunharam resultados das curas que ocorrem quando o Eric simplesmente mantém as suas mãos próximas a eles.

Porquê eu?

Se eu estivesse sentado numa nuvem procurando, no planeta, a pessoa certa para oferecer um dos presentes mais raros e procurados no Universo, não sei se teria vasculhado para além do etéreo, apontado o meu dedo através das vastas multidões – entre os pastores, os donos de lojas, os moralistas e os certinhos – e apontado: “Ele! Esse é o único. Dê a ele. ”

Agora, talvez não tenha acontecido exatamente assim, mas é isso que se sente. Exceto quando não acontece. Quero dizer, exceto quando alguém aparece com uma explicação inteiramente diferente e plausível. “Oh, não”, exclamará alguém bem intencionado, e incrédulo da minha falta de compreensão de como funciona o Universo – “é claro que já fizeste isto em vidas passadas.” Aquilo que eu quero saber é isto: como é que esta gente sabe tanto das minhas vidas passadas, quando eu próprio ainda mal compreendo esta?

Quero dizer, vamos ser realistas. Passei 12 anos construíndo uma das maiores, se não mesmo a maior, clínica de quiroprática em Los Angeles. Tinha 3 casas, um Mercedes, dois cães e dois gatos. Tudo pareceria perfeito se eu não tivesse esbanjado o meu dinheiro, e o álcool, o suficiente para dar cabo de um relacionamento de seis anos, uma situação que me deixou literalmente incapaz de colocar um pé à frente do outro durante 3 dias. O Prozac contribuiu para esta situação. E bastante.

Seis meses mais tarde estou passeando em Venice Beach, Califórnia, com a minha assistente, que insiste que eu faça uma leitura de cartas com alguém que está na praia. “Eu não quero que uma pessoa na praia adivinhe o meu futuro,” respondo com absoluta determinação. Se ela fosse assim tão boa com cartas as pessoas iriam até ela; ela não estaria carregando uma mesinha pela praia, uma toalha, cadeiras e toda a parafernália para um passeio de praia cheia de gente para revelar a turistas crentes a sua versão do futuro para cada um deles, e esperando ser paga pelo privilégio.

“Eu conheci-a numa festa e disse-lhe que viríamos aqui. Agora me sentiria mal se não fizéssemos uma leitura” respondeu minha assistente sem pestanejar, adicionando que a mulher fazia leituras de 10 e 20 dólares. Bastou-me olhar uma vez para a minha assistente para saber que continuar a protestar não surtiria qualquer resultado. “Está bem”, resmunguei, tirando uma nota de 10 dólares, sabendo que era metade do dinheiro que tinha para pagar o almoço. Caminhei respeitosamente até à mulher, sentei-me na cadeira, dei-lhe 10 dólares e fiquei a pensar na fome que tinha naquele momento.

Em troca do meu dinheiro, recebi uma leitura de eventos atuais sem qualquer relevância e fui apelidado de “Bubelah” por aquela ‘cigana judia’. Ela continuou, afirmando: “Há um trabalho especial que eu faço através de linhas axiatonais. Reconecta as tuas linhas dos meridianos às redes do planeta que, por sua vez, nos conectam às estrelas e a outros planetas.” Ela disse-me que era capaz de fazer isto e que, eu como curador, precisaria que me fosse feito. Acrescentou que eu poderia ler sobre o assunto num livro intitulado O Livro da Sabedoria: As Chaves de Enoch. Soou-me particularmente apelativo e, por isso, fiz-lhe a pergunta: “Quanto custa?” Ela respondeu: “Trezentos e trinta e três dólares.” Ao que eu respondi: “Obrigado, mas não, obrigado.”

Este é o tipo de situação que se vê nos noticiários. Era capaz de ouvir os murmúrios dos jornalistas: “Cigana judia em Venice Beach ganha 333 dólares de um quiroprático crente…” E imaginar a minha fotografia com a palavra “Palerma” e na legenda “… e convence médico a pagar-lhe mais 150 dólares por mês para o resto da vida para acender velas que o protejam.” Sinto-me humilhado só de pensar no assunto. Assim, eu e a minha assistente nos afastamos e passamos a nos dedicar a encontrar uma maneira criativa de desfrutar de um almoço para dois por 10 dólares.

Poderia pensar que a história termina aqui, mas a mente trabalha de maneiras misteriosas. Não conseguia tirar a idéia da cabeça. Quando dei por mim estava usando os últimos minutos do intervalo do almoço para ir à livraria Bodhi Tree, na tentativa de ler rapidamente o capítulo 3.1.7. do Livro da Sabedoria: As Chaves de Enoch. Este capítulo fala das tais linhas axiatonais. A maior lição daquele dia é que se havia livro que não poderia ser lido rapidamente era aquele. Mas li o suficiente. E isto iria me perseguir até eu ceder. Atirei-me à caixa dos biscoitos.

O trabalho é feito em dois dias, em dias separados. No primeiro dia, dei-lhe o meu dinheiro, deitei-me numa maca e dediquei-me a ouvir a minha mente a murmurar: “Isto é a coisa mais estúpida que alguma vez fiz.” Não posso acreditar que dei $333 a uma perfeita estranha para que ela pudesse desenhar linhas no meu corpo com as pontas dos dedos. Enquanto estava para ali deitado pensando em todas as coisas boas onde poderia ter gasto esse dinheiro, fui atingido pela voz repentina da minha intuição: “Bem, já lhe deste o dinheiro. O melhor é parar com essa conversa negativa e te abrir para receber o que quer que seja que haja para receber”. Fiquei então muito quieto, pronto e receptivo. Não senti nada. Absolutamente nada. Mas, pelo visto, eu era a única pessoa na sala que sabia isso. Como tinha pago as duas sessões, regressaria no Domingo para a segunda parte. Contudo, uma coisa estranhíssima aconteceu nessa noite. Cerca de uma hora depois de me ter deitado, a luminária próximo da cama – uma luminária que tinha há mais de 10 anos – acendeu e eu acordei com a sensação bastante realista de que havia pessoas em minha casa. Vasculhei a casa com o meu doberman, uma faca de cortar carne, e uma lata de spray de pimenta, mas não encontrei ninguém. Voltei para a cama com o sentimento estranho de que não estava só, que eu estava sendo observado.

Para todos os efeitos, o segundo dia começou da mesma maneira que o primeiro. Contudo, muito rapidamente me apercebi que seria tudo, menos igual ao primeiro. As minhas pernas não queriam ficar quietas. Tinham aquele comportamento de “perna louca” que pode eventualmente acontecer durante a noite, num acaso singular. Em pouco tempo, essa sensação invadia o resto do meu corpo, ao mesmo tempo que tinha uns arrepios insuportáveis. Era difícil estar quieto na maca. Embora quisesse largar aquelas sensações, não tive coragem de me levantar. Porquê? Porque tinha pago 333 dólares e iria obter o que quer que fosse que o meu dinheiro estivesse a pagar. Só por isso. Em breve estava terminado. Era um dia de Agosto de intenso calor e estávamos num apartamento sem ar condicionado. Eu estava cheio de frio, quase ao ponto de congelar, os meus dentes a bater. A mulher me deu uma manta onde me enrosquei durante uns cinco minutos até que o meu corpo regressou à temperatura normal.

Agora sentia-me diferente. Não compreendia o que tinha acontecido, nem poderia tentar explicar, mas contudo era uma pessoa diferente de há quatro dias atrás. Deixei-me escorregar para dentro do meu carro, que parecia saber o caminho de regresso para casa.

Não me recordo do resto do dia. Nem seria capaz de lhe dizer se o resto do dia aconteceu. Só posso dizer que no dia seguinte estava no meu local de trabalho. E aqui começa a odisséia.

Era habitual deixar os meus pacientes deitados na maca com os olhos fechados 30 a 60 segundos depois de efetuar os ajustes quiropráticos no corpo para que relaxassem. Nessa segunda-feira, sete dos meus pacientes, alguns deles eram acompanhados há cerca de 12 anos, e outro que acabara de conhecer perguntaram-me se eu tinha andado ao redor da maca enquanto eles estavam deitados. Alguns perguntaram se alguém tinha entrado na sala porque tinham sentido a presença de várias pessoas em volta da maca. Três deles disseram que a sensação era de pessoas a correr em volta da maca, e dois deles afirmaram, um pouco envergonhados, que parecia que as pessoas tinham voado por cima da maca.

Eu era quiroprático há 12 anos e nunca antes alguém tinha dito estas coisas. Agora tinha sete pessoas a dizer a mesma coisa num só dia. Alguma coisa estava acontecendo. Além do que os meus pacientes me diziam, os meus funcionários faziam-me considerações estranhas: “Você parece tão diferente! A sua voz está estranha! O que lhe aconteceu durante o fim-de-semana?” Definitivamente não seria eu a contar para eles. “Oh, nada”, respondia, perguntando-me o que é que exatamente tinha acontecido durante o fim-de-semana.

Os meus pacientes me diziam que conseguiam sentir as minhas mãos nos seu corpo antes de eu lhes tocar. Eles conseguiam sentir as minhas mãos a centímetros e mesmo alguns metros de distância. Logo começou a tornar-se um jogo para adivinhar com exatidão onde eu iria colocar as minhas mãos. Mas depressa, se tornou mais que um jogo, à medida que as pessoas começaram a receber curas. Inicialmente as curas eram coisas pequenas: dores, mal-estar e coisas assim. Os pacientes chegavam para receber um tratamento quiroprático, eu fazia os alinhamentos, dizia-lhes para fecharem os olhos e permanecerem deitados até eu lhes pedir para os abrir novamente. Enquanto permaneciam com os olhos fechados, eu passava as minhas mãos por cima deles por alguns momentos. Quando se levantavam e as dores desapareciam, perguntavam-me o que lhes tinha feito. “Nada. E não diga isto a ninguém”, tornou-se a minha resposta padrão. Esta diretiva foi tão eficaz como a abordagem da Nancy Reagan às drogas: “Simplesmente diga não”.

Em pouco tempo as pessoas começaram a aparecer de todos os lados para receber estas curas e eu não fazia a mínima idéia do que estava acontecendo. É verdade que eu tentava encontrar uma explicação junto da mulher que me tinha reconectado através das linhas axiatonais. “Deve ser algo que já estava em ti. Talvez esteja relacionado com a experiência de quase-morte da sua mãe durante o seu nascimento,” dizia ela, adicionando: “Eu não sei de ninguém que tenha tido esta resposta. É fascinante.”

Fascinante. E, aparentemente, fascinante significava que eu estava por minha conta.

No início de Outubro, tive manifestações. Eu tinha as minhas mãos por cima de um joelho incomodativo de uma mulher, devido a uma doença óssea na infância. Quando afastei as minhas mãos, o seu joelho estava melhor. As minhas mãos estavam cobertas de pústulas, pequenas pústulas que duraram não mais que três ou quatro horas. Isto aconteceu mais de uma vez. Sempre que surgiam pústulas, as pessoas dos outros escritórios corriam para ver. (Eu deveria ter cobrado para assistirem ao espectáculo!) Foi então que aconteceu. As palmas das mãos começaram a sangrar. Não estou a brincar. Não eram jorros como nos filmes antigos ou no jornal 24 horas, mais era como se me tivesse picado num alfinete. Mas não deixava de ser sangue. “É uma iniciação!” Fui informado pelas pessoas à minha volta. Iniciação a quê? Perguntava eu. E, mais uma vez, como é que eles sabem? Como é que eu não sabia? E quem é que saberia de verdade?

A missão surge…

O início da busca.

Novembro me encontra no escritório de um médium de renome mundial.

Sem fôlego, perdido, e 30 minutos atrasado (como sempre) entro correndo, me atiro para cima de uma cadeira e faço de conta que não vejo o seu “olhar sinistro”. Sabem do que estou falando, aquele olhar cheio de mestria de pessoas que sofrem de constipação crônica; o tipo de olhar que nos faz recordar cada sermão do passado sobre nunca chegar atrasado e, em simultâneo, questionar o nosso valor como seres humanos baseado unicamente na aparente enormidade deste único defeito. Tive a certeza de que nos seus dias de folga ele devia andar peticionando para que o Ministério da Educação permitisse novamente o uso da palavra “besta” dentro das salas de aula. Esta leitura estava perdida, tinha a certeza.

Ele colocou as cartas, como se se tratasse de um contrato negocial, com muito cuidado para não mostrar nem uma gota de calor humano ou compaixão. Olhou para as cartas, depois olhou-me diretamente nos olhos com uma expressão meio divertida, ou de admoestação, e perguntou-me: “O que é que você faz?” Bem, eu não sei o que vocês pensam, mas a 100 dólares a hora, eu estava a pensar: “Tu é que és o médium. Tu quem tem que me dizer.” Controlei-me para não verbalizar os meus pensamentos. “Sou quiroprático,” disse secamente, tendo o cuidado de não dar muita informação que pudesse ajudar a colorir a leitura. (Eu nem sequer lhe tinha dito o meu nome quando marquei a sessão.) “Não, não é. É muito mais do que isso” disse ele. “Algo surge a partir das suas mãos e as pessoas recebem curas. Você irá aparecer na televisão” continuou ele, “e as pessoas virão de todas as partes do país à sua procura.” Isto era a última coisa que eu esperava ouvir deste homem. Depois ele disse-me que eu iria escrever livros. “Deixe-me dizer-lhe uma coisa” disparei eu, com um sorriso conhecedor: “se há algo de que tenho a certeza é que jamais irei escrever livros.”

Os livros e eu nunca nos demos bem. Até esta altura deveria ter lido uns dois livros, e um deles era para colorir. Mas a vida iria trazer mais mudanças. Médiuns, curadores, e outros do gênero me encontraram. De todo o país chegavam, para me informar que lhes tinha sido dito nas suas meditações para trabalharem em mim – e recusar qualquer compensação monetária. A minha relação com o álcool esmoreceu um pouco: um copo e meio de vinho ao jantar, ocasionalmente. Ninguém estava mais surpreso do que eu.

Porém, o mais estranho estava ainda para acontecer: a minha dependência da televisão foi interrompida subitamente. Foi substituída, se me atrevo a dizer, por livros. Não conseguia ler o suficiente: Filosofia Oriental, vida após a morte, informação canalizada, e até experiências com óvnis. Eu li, vi e ouvi tudo em todos os lugares.

À noite deitava-me para adormecer e as minhas pernas começavam a vibrar. As minhas mãos pareciam estar continuamente ligadas à corrente. Os ossos do meu crânio também vibravam e ouvia um zumbido nos meus ouvidos. Mais tarde, comecei a ouvir tonalidades, e, numa ocasião, aquilo que me parecia ser as vozes de um coro.

E assim foi. Perdi a minha sanidade. Agora tinha a certeza. Toda a pessoa sabe que quando se perde a sanidade começa-se a ouvir vozes. As minhas vozes cantavam. Em coro. Não era um som repetitivo, uma vocalização suave de fundo, ou um pequeno grupo de vozes. Não, eu ouvia um coro completo.

E que dizer dos meus pacientes? Eles viam cores: azuis, verdes, violetas, dourados e brancos belos e exóticos. E embora fossem capazes de reconhecer estas cores, eles diziam-me que nunca antes as tinham visto. A sua beleza ia para além daquilo que conhecíamos. Foi-me dito por pacientes que trabalham em televisão e cinema que não só estas cores não existem na terra, mas mesmo utilizando todos os recursos e tecnologias que temos hoje, não seria possível reproduzí-las.

E, sim, os pacientes viam anjos. Os anjos são algo popular de experienciar, por isso de início não prestei muita atenção às histórias de anjos até as pessoas começarem a descrever as mesmas histórias: os mesmos anjos, as mesmas mensagens, os mesmos nomes. E não estamos a falar de nomes habituais nos anjos, como Miguel ou Ariel, nem estamos a falar de Moisés ou Buda, embora muitas pessoas digam que vêem Jesus. Estamos a falar de nomes como Parsillia e George. O George aparece a crianças e adultos que ficam nervosos na presença de anjos. O George aparece primeiro como um papagaio multicolorido. E só depois, tal como me é explicado com regularidade, deixa de ser um papagaio e torna-se apenas no seu amigo. O George tem aparecido muito a pessoas em períodos de grande stress.

A primeira pessoa a ver o George foi uma menina de 11 anos chamada Jamie. Ela e a mãe vieram de New Jersey porque ela tinha uma escoliose bastante acentuada, que desfigurava o corpo desta inteligente e bonita menina. Quando a Jamie terminou a sessão dela, me informou e à sua mãe: “Acabei de ver um pequeno papagaio de muitas cores. E ele disse-me que se chamava George. Mas depois deixou de ser um papagaio. E nem sequer era uma forma de vida.” “Forma de vida“: esta foi uma expressão usada por uma criança de 11 anos. “E depois ele tornou-se meu amigo.”

Nos dois ou três meses seguintes foram vários os pacientes que viram o George, sendo que nenhum deles sabia da existência do George, porque, como com todos os anjos, eu guardo os nomes e descrições confidenciais de forma a não influenciar as experiências dos outros. (Mesmo ao escrever isto alterei os nomes do George e da Parsillia para proteger os que são puramente inocentes.)

A coluna da Jamie estava quase, embora não totalmente, corrigida pela terceira sessão, após a qual regressou a New Jersey. Falei com ela algumas vezes depois disso. Ela parece estar bem. E, de vez em quando, ainda tem novidades do George.

A Parsillia, por outro lado, surge com mensagens específicas. Primeiro, ela deixa as pessoas saber que irão se curar. Depois disso, ela informa que, se for curado, deverá ir à televisão e “espalhar a notícia”. Suponho que ela poderia ser chamada do nosso Anjo de Relações Públicas.

A primeira pessoa a ver a Parsillia foi uma mulher do Oregom chamada Michele. Michele tinha-me visto durante uma entrevista no canal da NBC numa das minhas primeiras aparições em frente das câmaras. Nesta altura ela pesava cerca de 45 kg. Sofria de Síndrome de Fadiga Crônica e Fibromialgia. Não tinha apetite e até ao engolir tinha dores. Não era capaz de se levantar de uma cadeira e ir até o banheiro sem ajuda. Para tornar as dores toleráveis, tinha de ser transportada da cama e colocada debaixo do chuveiro com água quente umas quatro vezes ao longo da noite. Se ela pegasse seus filhos e dirigisse durante uma hora até casa da mãe, tinha de ficar lá, acamada, durante três dias, até ser capaz de dirigir de regresso a sua casa. Inevitavelmente não tinha emprego. E o seu filho de seis anos tinha de preparar o jantar para o irmão de três anos: sanduíches de manteiga de amendoim.

Michele, como a maioria dos meus pacientes, nunca tinha visto antes um anjo nem ouvido vozes. Demorou três dias até conseguir perceber o nome do anjo. Parsillia disse-lhe que ela iria ficar curada e que deveria espalhar através da televisão. Aproximadamente um ano depois ela era convidada, ao meu lado, num programa televisivo. Ela esbanjava sorrisos – e também algumas lágrimas. O peso dela é agora normal, com uma compleição saudável, tem um trabalho a tempo integral e faz exercício físico com frequência. Ah! E cozinha para toda a família todas as noites. Acabaram-se as sanduíches de manteiga de amendoim.

Outro visitante que os pacientes vêem é um homem de cabelos brancos, bigode branco e bata branca. Outras vezes ele aparece com um robe e a cabeça tapada.

Debbie, uma mãe de três filhos da Califórnia do Sul, foi a primeira a ver este anjo (cujo nome desconhecemos). Ela tinha sido diagnosticada em Março de 1995 com câncer do pâncreas terminal, o mesmo câncer que tirou a vida ao ator Michael Landon. Foi-lhe dito que talvez tivesse dois meses de vida. As suas experiências incluíram ser elevada para fora do seu corpo, viajar através de um túnel, ver faíscas de azul turquesa e, por fim, ser envolvida por luz branca. Debbie teve a experiência do homem de cabelos brancos das duas maneiras. Da primeira vez, encontrou-o de robe e cabeça tapada. Ele tocou-lhe no pulso, enviando uma descarga de energia por todo o seu corpo. Depois disto, ele fez uma vénia e afastou-se, deixando-a na presença de uma luz muito brilhante e invulgarmente acolhedora. Os seus olhos se encheram de lágrimas. A seguir, ela deu por si num túnel a viajar através da galáxia, a sentir “coisas” a abandonar o corpo dela através dos pés e da cabeça.

Na segunda ou terceira sessão de Debbie, o tumor previamente inoperável encontrava-se 80% menor. Aproximadamente oito meses mais tarde, e os médicos dela consideraram que ela seria capaz de aguentar a intervenção cirúrgica para remover os 20% restantes do tumor. Mesmo antes da data da operação, ela regressou para mais uma sessão. Um dia e meio depois, ela foi para o hospital em expectativa. Depois de alguns testes, contudo, foi mandada para casa. Sem cirurgia. Aparentemente, no dia e meio depois da nossa sessão, o tumor dela tinha desaparecido completamente. Não restava nada a não ser tecido cicatrizado.

Como a parte, a Debbie regressou para outra sessão em Novembro. Durante esta sessão ela sentiu gotas de água a cair no lado direito da cara. A seguir, o homem de cabelos brancos e bigode reapareceu, desta vez usando a sua longa bata branca, que esvoaçava atrás dele. E depois ele simplesmente esvoaçou.

Com frequência, os pacientes vêem também um círculo de médicos com batas brancas, a verificar e guiar as curas. Podem ser vistos a conversar no círculo, e contudo não se consegue ouvir o que dizem. Ou uma jovem índia americana que coloca uma pulseira de cabedal com ornamentos quadrangulares brilhantes sobre a testa do paciente. Com alguma frequência também vêem um índio americano, ainda jovem, que permanece em pé na sala. (Ainda não temos a certeza se é um chefe ou um xamã.) Outro visitante é um anjo muito bonito e alto, muitas vezes descrito como medindo cerca de dois metros e meio de altura, com enormes asas de penas brancas. Dizem-me que ele se mantém atrás de mim com os seus braços à volta da minha cintura, a espreitar por cima do meu ombro direito, guiando em silêncio as minhas mãos. Muitos destes anjos parecem ter os seus perfumes específicos: flores, incenso, e ervas – em particular alecrim.

Depois veio Jered. Jered tinha quatro anos quando a sua mãe o trouxe até mim. Com uma armação metálica à volta dos joelhos que já não estava surtindo qualquer efeito, os seus olhos olhavam simultaneamente em direções opostas e, contudo, não focavam nada. Não saiam quaisquer palavras da sua boca. E, no silêncio, existia apenas o fluir constante de saliva. A luz do Jered tinha sido reduzida a uma expressão vazia que mostrava apenas resquícios do ser belo que no passado tinha existido.

O Jered estava perdendo a cobertura de mielina no cérebro. Sofria uma média de cinquenta ataques epilépticos por dia. A medicação tinha sido capaz de reduzir o número de ataques para cerca de 16 por dia. Enquanto ele permanecia sem qualquer movimento na maca, a mãe dele explicou-me que no último ano ela apenas observou, impotente, a sua deterioração rápida. Na altura da primeira visita, ela tinha consigo não a criança que conhecera outrora mas aquilo a que se poderia descrever apenas como uma “ameba”.

Durante a primeira sessão do Jered, sempre que a minha mão se aproximava do lado esquerdo do cérebro, ele sentia a sua presença e tentava agarrá-la. “Olhe, ele sabe onde está a sua mão. Ele quer agarrá-la. Ele nunca fez isto” dizia a mãe dele com uma surpresa cheia de esperança. “É aí que a barra de mielina está a desaparecer” acrescentou ela. O Jered tornou-se tão ativo que, no final da primeira sessão, a mãe teve de se sentar ao lado dele na maca, segurando-lhe carinhosamente as mãos, entoando canções para crianças daquele jeito que só uma mãe sabe cantar, como a tradicional “Twinkle, Twinkle little star” (“Brilha, brilha estrelinha”). No dia da primeira sessão do Jered, os ataques violentos de epilepsia pararam. Completamente.

Na segunda sessão do Jered, ele tentou agarrar as maçanetas das portas e começou a girá-las. A sua visão tinha melhorado e era agora capaz de focar objectos. À saída da minha clínica, ele apontou para um arranjo de flores na recepção: “Flores”, disse ele a sorrir. Todos ficaram com as lágrimas nos olhos.

Nessa noite o Jered foi apanhado a recitar as letras do alfabeto com uma apresentadora de televisão na Roda da Fortuna. E antes de ir dormir, esta criança que antes não dizia uma palavra, olhou para a sua mãe e disse: “Mãezinha, canta-me uma canção”. Cinco semanas mais tarde, o Jered estava de novo na escola. No recreio. A segurar e jogar bolas.

Será que o Jered viu um anjo? Ele nunca o afirmou, mas eu sei que ele o viu. Este anjo conduziu-o durante uma hora até à minha clínica e outra hora de regresso a casa, sentou-se ao seu lado na maca e com muito amor cantou-lhe: “Brilha, brilha estrelinha” como só um anjo seria capaz de cantar.

Acabei por ter de me voltar para o meu interior para descobrir a maioria das minhas respostas. As minhas duas maiores preocupações eram: primeiro, que eu nunca conseguia prever a resposta dos pacientes e, logo, não podia prometer nada a ninguém, e, segundo, que eu iria ter altos e baixos nas energias que duravam entre três dias a três semanas.

Sempre fui o tipo de pessoa que gosta de manter as rédeas e que consegue sempre o que quer que seja que decida fazer. Enquanto outros mantinham a atitude de esperar para ver, eu preferia dominar, manipular e controlar os resultados de qualquer situação. Obstáculos que pareciam intransponíveis para outros tornavam-se invisíveis para mim, de maneira que seguia em frente e conseguia resultados. A expressão mais galante que se poderia dizer de alguém como eu seria: “se é para ser feito, será.” Se eu quero que algo aconteça, eu farei com que aconteça, e que nenhum tipo indeciso e fatalista se meta à minha frente. Imaginem então a minha surpresa quando caiu sobre mim a constatação de que para estas curas acontecerem de maneira célere, eu tinha de me afastar e desistir de comandar, ficar na segunda fila e deixar que um poder maior fosse o guia. Quem é que está a dizer isto? Pensava eu. Não posso ser eu.

Mas era a verdade. Não só a energia sabia onde ir, e o que fazer, sem qualquer instrução da minha parte como quanto mais eu afastava a minha atenção do resultado mais poderosa era a resposta. As curas mais extraordinárias aconteceram enquanto eu pensava na lista das compras. A audácia!

Recebe, não dês.

Quem disse isto? Perguntava eu, vasculhando os cantos mais escuros da minha mente como se conseguisse ver alguma coisa aí. Sou a pessoa errada para este tipo de conselho. O meu ego estava ainda a recuperar deste “sai da frente e deixa que um poder maior seja o guia.” Como posso realizar estas curas nas pessoas se eu não as posso controlar?

Recebe, não dês.

Eu ouvi da primeira vez. Agora responde à minha pergunta, retorqui mentalmente.

Silêncio.

(O silêncio consegue mesmo mexer comigo por vezes.)

Entrei na sala para ver a paciente seguinte. Na esperança de não estar a prestar um mau serviço, e grato por ela não poder ler a minha mente e descobrir a hesitação e incerteza que lá tinha, comecei por abrir as mãos, próximo dos pés dela. Eu recebia da paciente através das minhas mãos. Eu recebia dos céus através da minha cabeça. Era amoroso, exigia humildade e gerava confusão. Sentia-me desfasado. E depois vi a paciente a começar a responder. E senti que estava tudo bem.

Nessa altura, abracei por completo o conceito que tinha andado a fermentar em mim, mas que ainda não compreendia na totalidade: eu não sou o curador, só Deus é que cura, e, por algum motivo, fosse eu um catalisador ou um vaso condutor, um amplificador ou intensificador, escolha você a palavra que mais lhe seja apropriada, eu sou convidado a estar presente na sala.

A sessão chegou ao fim. A paciente tinha visto as mesmas cores espectaculares e ouvido os tons exóticos que outros pacientes vêem e ouvem. Também ela tinha visto dois anjos frequentemente descritos por outros pacientes como estando presentes durante o processo de cura. O seu problema, uma mistura de Síndrome de Fadiga Crônica, fibromialgia e colite, desapareceria depois desta sessão. Apesar de não colocar a sua vida em risco, tinha perseguido a sua vida nos últimos oito anos. Ela levantou-se da maca e disse: “Obrigado!”

Eu respondi: “Não me agradeça. Eu não fiz isso.” E ela respondeu: “Claro que fez,” não entendi. “Nada teria acontecido se não tivesse colocado as suas mãos sobre mim.”

Pensei que talvez aquela pessoa sentada numa nuvem não tivesse feito asneira no fim de contas. Talvez eu tenha sido eleito para este dom porque não uso um robe e turbante, porque não penduro tapeçarias nem queimo incenso, porque não ando descalço a comer tigelas de porcarias com dois pauzinhos. Talvez porque sou acessível e falo com um vocabulário simples. Ou talvez seja porque eu tenho uma capacidade de encontrar formas loucas de explicar as coisas que ainda eu mesmo não compreendo muito bem.

“É assim”, expliquei-lhe, procurando uma analogia simples e compreensível para uma garota cujo conceito de sincronicidade espiritual era de que Melrose Place era ao mesmo tempo o nome da rua em Los Angeles onde a minha clínica se encontrava e também o nome de uma série de televisão… “É como se tivesse acabado de comer um maravilhoso batido de chocolate… e agora está agradecendo à colher pela qual o bebeu.”

Ela riu-se.

Acho que ambos compreendemos.

O Eric Pearl tem aparecido em programas da televisão norteamericana, como os shows da Leeza Show, Sally Jessy Raphael, The Other Side e muitos outros. As curas dos seus pacientes foram documentadas em seis livros até à data: Hot Chocolate for the Mystical Soul; Chicken Soup for the Alternatively Healed Soul; More Hot Chocolate for the Mystical Soul; Hot Chocolate for the Mystical Teenage Soul; Are You Ready for a Miracle with Angels? E o livro do próprio Eric: A Reconexão: Curar outros, curar a si.

Saiba mais
http://www.facebook.com/pages/Dr-Eric-Pearl-A-Reconex%C3%A3o-no-Brasil/138250376270118



http://thereconnection.com.br




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UM LANÇAMENTO