domingo, 14 de julho de 2013

Kirtan Fest!



Festivais de kirtan de longa duração tomam proporções cada vez maiores pelo mundo afora. A cada dia, novos adeptos desta prática milenar buscam por eventos onde possam vivenciar o prazer ilimitado que há no cantar do maha mantra Hare Krishna.
Foi pensando em ampliar as oportunidades para os apaixonados por kirtan que o projeto Kirtan Brasil decidiu investir energia e trazer um novo conceito para este segmento. Temos o prazer e apresentar-lhes o KIRTAN FEST simplesmente kirtan!
Seguindo o modelo de eventos exitosos como o Kirtan Mela (Alemanha e India), o qual une a prática do kirtan a uma dosagem filosófica que justifica o cantar, o KIRTAN FEST será realizado de 11 a 17 de Novembro de 2013 em Nova Gokula (Pindamonhangaba - SP) e terá diariamente 12 horas de kirtan, sempre após a tradicional leitura do Srimad Bhagavatam, cujo tema central será exclusivamente focado na importância do cantar o maha mantra. Além disso, celebrações dos 40 anos da ISKCON BRASIL também terão espaço durante esta semana.
A outra novidade é que levaremos o KIRTAN FEST para Santiago do Chile (2 e 3 NOV ) e  Buenos Aires (8 e 9 NOV). Grandes nomes do kirtan yoga mundial estão previstos para participarem desta incrível turnê, tais como Amala Kirtan Das (EUA), Deva Dharma Das (India), Bhakti Lata Devi Dasi (EUA), Amala Harinam Das (Londres), Nadiya Mani (Londres), entre outros que ainda estão por confimar. Será de fato um evento imperdível!
Fique por dentro da organização deste grandioso festival, prepare-se e marque presença num evento que irá mudar sua vida!

terça-feira, 9 de julho de 2013

Joana, Relapsa e Santa de Georges Bernanos







Joana, Relapsa e Santa

de Georges Bernanos

 

Tradução: Pedro Sette-Câmara


Formato: 14 x 21cm
Número de Páginas: 48
Acabamento: Brochura


Em Joana, Relapsa e Santa, a exaltação de Joana d’Arc assume para Bernanos a figura de uma dupla meditação sobre a Igreja: Igreja de clérigos e Igreja de santos.

No caso de Joana d’Arc, a Igreja pura e simplesmente condenou uma santa. Que Igreja? Bernanos aponta o dedo para a Igreja institucional, de que faz um retrato nada lisonjeiro. No entanto, não coloca a instituição de lado; ela, apesar de sofrível, é necessária. Porém, “o menor dos garotinhos de nossas catequeses sabe que a bênção de todos os homens do clero juntos somente levará a paz às almas já dispostas a recebê-la. Rito nenhum dispensa de amar”.

Confira aqui algumas páginas 

O AUTOR
Georges Bernanos (Paris, 20 de fevereiro de 1888 — Neuilly-sur-Seine, 5 de julho de 1948) foi um escritor e jornalista francês. Bernanos participou intensamente da vida política de seu país: foi soldado de trincheira na Primeira Guerra Mundial e repórter na Guerra Civil espanhola. Em 1917, casou-se com Jeanne Talbert d’Arc, descendente em linha direta de um irmão de Joana d’Arc. Georges e Jeanne tiveram seis filhos entre 1918 e 1933: Chantal, Yves, Claude, Michel, Dominique, Jean-Loup. Passou a infância em Fressin (Pas de Calais).

Chegou ao Brasil aos cinqüenta anos de idade acompanhado da mulher, seis filhos e de um sobrinho. Primeiro foi para Itaipava, no estado do Rio de Janeiro, depois residiu em Juiz de Fora, Vassouras e Pirapora onde escreveu Les enfants humiliés e tentou a criação de gado. Numa série de artigos posicionou-se contra o armistício franco-germânico. Durante a Segunda Guerra Mundial permaneceu no Brasil, residindo entre 1938 e 1945 em Barbacena, Minas Gerais, numa casa situada no bairro Cruz das Almas que lhe foi oferecida por amigos. Nesta casa escreveu Lettre aux Anglais, Le Chemin de la Croix-des-Ames e La France contre les Robots. Esta casa hoje se transformou no "Museu George Bernanos". Ali veio a terminar a sua obra Monsieur Ouine, que publicou na França, por ocasião do seu regresso em 1946.

OUTROS LIVROS DO AUTOR
Livros publicados pela É Realizações

Um Sonho Ruim

Sob o Sol de Satã

Diário de um
Pároco de Aldeia

Nova História
de Mouchette





UM LANÇAMENTO
Editora É Realizações





Bhaktivinoda Thakura e a Importância da Sucessão Discipular


Palestra de Sua Divina Graça A.C. Bhaktivedanta Svami Prabhupada,
proferida na cidade de Londres, no dia 23 de setembro de 1969,
dia da ocasião do aniversário de Srila Bhaktivinoda Thakura
 

Então, hoje é um dia muito auspicioso, o aniversário de Thakura Bhaktivinoda. Aqui está o retrato de Thakura Sac-cid-ananda Bhaktivinoda. Ele foi um dos acharyas desta sucessão discipular a partir de Krishna. Temos uma tabela de sucessão a partir de Krishna, tabela genealógica. Existem dois tipos de tabelas genealógicas: uma seminal—pai, seu filho, seu filho, assim. Isto é tabela genealógica material. E existe uma tabela genealógica espiritual, sucessão discipular. Assim como Krishna. Krishna, o pai original, a Suprema Personalidade de Deus, Ele falou o conhecimento Védico a Brahma, o Senhor Brahma. Ele falou a Narada. Narada falou a Vyasa. Vyasa falou a Madhvacharya. Assim, nesta sucessão discipular, o Senhor Chaitanya, a partir do Senhor Chaitanya, os seis Gosvamis, e, similarmente, descendo, para baixo, Bhaktivinoda Thakura, então Gaurakisora dasa Babaji Maharaja, então o meu mestre espiritual, então a próxima geração, meus discípulos.

 

A Aquisição de Conhecimento Infalível

 

Então, existe uma sucessão discipular. E os acharyas, eles são autoridades. O nosso processo de conhecimento é muito simples. Recebemos a partir da autoridade. Não especulamos. Especulação não nos ajudará a chegar ao conhecimento verdadeiro. Assim como, quando estamos em dificuldade, em implicação legal, vamos a alguma autoridade, o advogado. Quando ficamos doentes, vamos a um médico, a autoridade. Não há utilidade (na) especulação. Suponham que estou em dificuldade com alguma implicação legal. Eu simplesmente especulo: “Ficarei livre desta maneira ou daquela maneira”. Isto não ajudará. Temos que ir ao advogado que sabe as coisas, e ele nos dá a instrução de que: “Não faça isso; então você ficará livre”. Similarmente, quando estamos doentes, se eu especulo que: “Minha doença será curada desta maneira ou daquela maneira”, não. Isto é inútil. Você vai a um médico autorizado e ele lhe dará uma boa prescrição, e você será curado. Este é o processo de conhecimento. Mas, na era moderna, as pessoas pensam que: “Sou livre, sou independente e posso criar minha própria solução”. Isto é patifaria. Isto não é bom. Então, Arjuna, quando ele estava falando com Krishna como amigo... mas, quando ele viu que não havia solução falar daquele jeito, ele se rendeu a Krishna. Ele disse, sisyas te ’ham, aham: “Eu, eu me rendo a Você como Seu discípulo”. Sisyas te ’ham sadhi mam prapannam. Prapannam significa render-se. Então, essa é a injunção Védica, que, se você quer conhecer o conhecimento ou a ciência transcendental... “Transcendental” significa além do escopo de sua percepção direta.

 

Assim, o conhecimento espiritual situa-se além do escopo de nossa especulação sensorial. Além do escopo. Assim como, quando a alma, uma centelha espiritual apenas, deixa este corpo, você não pode ver. Portanto, a classe ateísta de homens, eles especulam: “Talvez haja uma alma; talvez não haja uma alma”. Ou: “A função corpórea estava indo deste modo; agora, parou. Os glóbulos sanguíneos agora cessaram. Não mais está vermelho; está branco; portanto, a vida...”. São especulações. Isto não é conhecimento de verdade. Conhecimento de verdade você obtém a partir da autoridade, Krishna. Ele diz, tatha dehantara-praptir dhiras tatra na muhyati. Assim como a alma está passando através de diferentes estágios. Dehino ’smin yatha dehe [Bg. 2.13]. Deha, deha significa este corpo. Asmin dehe, neste corpo, há um dehi. Dehi significa aquele que é o proprietário deste corpo. Isso é a alma. Está passando pela infância, meninice, primeira infância, juventude, velhice. Todos, você pode perceber que você foi criança, você foi um bebê, você foi um garoto. Agora, você é jovem ou idoso. Então, você está lá. Então, assim como você está passando por diferentes tipos de corpos; similarmente, quando você deixa este corpo, você aceita outro corpo. Qual é a dificuldade? Tatha dehantara-praptir dhiras tatra na muhyati [Bg. 2.13]. Não há questão de se embasbacar, como a transmigração do eu, da alma, acontece. O exemplo vívido está lá. Você simplesmente necessita de um pouco de inteligência. Essa inteligência é desenvolvida através da instrução do acharya. Portanto, a injunção Védica não é adquirir conhecimento mediante especulação. Isso é inútil. Athapi te deva padambuja-dvayam janati tattvam prasada-lesanugrhita eva hi, na canya eko ’pi ciram vicinvan. Ciram vicinvan. Ciram significa que, por milhares de anos, você pode especular; você não pode compreender o que é Deus. Isso não é possível. Mas, se você recebe conhecimento a partir do devoto, ele pode liberar você. Portanto, a injunção Védica é que tad-vijnana... [corte] ...a fim de compreender tad-vijnana... Vijnana significa ciência. Se você quer conhecer a ciência transcendental, então você tem que se aproximar de um guru. Tad-vijnanartham, a fim de... Caso você esteja verdadeiramente interessado em compreender a ciência espiritual. Tad-vijnanartham (sa) gurum eva abhigacchet [MU 1.2.12]. Você tem que se aproximar do guru. Guru significa esta sucessão discipular, como eu expliquei.

 

Guru e Chefe de Família

 

Então, Bhaktivinoda Thakura é um guru ideal. Ele não foi sannyasi; ele era grhastha, chefe de família, vivendo com a família, esposa, filhos. Ainda assim, ele era guru. Então, qualquer um pode se tornar guru. Não que o sannyasi pode se tornar guru. O chefe de família também pode se tornar guru, contanto que ele saiba a ciência. Chaitanya Mahaprabhu, quando Ele estava conversando com Ramananda Raya... Chaitanya Mahaprabhu foi sannyasi, com o nascimento elevadíssimo em uma família brahmana, um estudioso muito erudito. Então, Ele estava conversando com Ramananda Raya, um grhastha, governador de Madras. E Ele estava perguntando, e Ramananda Raya estava respondendo. Isto significa que ele estava fazendo o papel de guru, e Chaitanya Mahaprabhu estava fazendo o papel de discípulo. Então, ele estava hesitando, Ramananda Raya. Ele pensou consigo mesmo: “Eu sou grhastha; eu sequer sou brahmana. Além disso, estou lidando com assuntos materiais. Sou governador, opiniões políticas. E Chaitanya Mahaprabhu é sannyasi, nascido de uma família brahmana de alta classe. Deste modo, não fica bem eu instruí-lO”. Assim, ele estava hesitando. Chaitanya Mahaprabhu disse: “Oh, por que você está hesitando?”. Ele disse:

 

kiba vipra, kiba sudra, nyasi kene naya

yei krsna-tattva-vetta, sei ‘guru’ haya

 [Cc. Madhya 8.128]

 

Ele disse: “Não hesite. Quer o indivíduo se torne brahmana, quer se torne um sudra...”. Kiba vipra, kiba sudra. Vipra significa brahmana, e sudra. Sudra é o ser humano de quarta classe. Brahmana é a primeira classe. Então, kiba vipra, kiba sudra. Ele pode ser um ser humano de primeira classe ou o ser humano da classe mais baixa, ou ele pode se tornar um sannyasi ou um grhastha. Isto não importa. Qualquer um que saiba a ciência de Krishna, ele pode se tornar guru. Este é o veredito. Porque a ciência espiritual não pertence à plataforma corpórea. Situa-se na plataforma espiritual. É excelente. Assim como, quando você vai a um advogado ou a um engenheiro ou a um médico. Você não pergunta se ele é brahmana ou sudra. Você apenas tem que saber se ele é advogado. Isto é tudo. Se ele é verdadeiramente um médico. Se ele sabe a ciência médica, ele pode ser brahmana, ele pode ser sudra, ele poder ser sannyasi, ele pode ser chefe de família. Isto não importa. Seu negócio é com o médico, com o advogado. Similarmente, seu negócio é compreender Krishna. Então, qualquer um que conheça Krishna perfeitamente, você tem que ir lá. Tad-vijnanartham sa gurum evabhigacchet [MU 1.2.12]. É... A injunção Védica não é que você tem que se aproximar de um sannyasi ou um grhastha ou um indiano ou americano. Não. Gurum. E guru significa aquele que sabe a ciência de Krishna.

 

Então, este Bhaktivinoda Thakura era grhastha, um oficial muito respeitável, magistrado. E ele era tão elevado que ele vinha de seu escritório, geralmente, às cinco horas, então ele jantava e imediatamente ia para a cama. Imediatamente. Digamos, sete horas da noite, ele vai para a cama; e acorda às doze horas. Então, suponham que ele vai para a cama às sete horas da noite e acorda às doze horas da noite; é sono suficiente, cinco horas. Não se deve dormir mais do que cinco ou seis horas. Minimizem tanto quanto possível. Os Gosvamis costumavam dormir não mais do que uma hora e meia, ou duas horas. Dormir não é algo muito importante. Mesmo grandes políticos, eles costumavam dormir por duas horas. Então, especialmente na linha espiritual, eles devem minimizar tanto quanto possível os atos de comer, dormir, ter relação sexual e defender-se. Minimizem. Gradualmente, chega a zero. Raghunatha dasa Gosvami, ele estava comendo apenas um pouquinho de manteiga em dias alternados, não diariamente. Assim, este Bhaktivinoda Thakura, regularmente ele estava vindo de seu escritório, e, após jantar, imediatamente ele ia para a cama, e acordava às doze horas, e ele costumava escrever livros. Ele escreveu, ele deixou cerca de cem livros. E ele escavou o local de nascimento do Senhor Chaitanya, organizou como desenvolver esse local de nascimento, Mayapur. Ele tinha muitíssimos afazeres. Ele costumava ir pregar sobre a filosofia de Chaitanya. Ele costumava vender livros para países estrangeiros. Em 1896, ele tentou vender Life and Precepts of Chaitanya na Universidade MacGill, em Montreal. Assim, ele era ocupado, acharya. Então, o indivíduo tem que ajustar as coisas. Não que: “Porque sou grhastha, chefe de família, não posso tornar-me pregador. É o afazer...”. (aparte:) Traga-me água. “É afazer do sannyasi ou do brahmacari”. Não. É o afazer de todos. O mundo inteiro está sofrendo por falta de conhecimento. A presente civilização é civilização animal. Eles não sabem nada senão comer, dormir, fazer sexo e se defender. Isto é tudo. Isto é civilização animal. O animal não conhece algo além destes quatro princípios de vida: comer, dormir, fazer sexo e se defender. Isto é tudo. Não. A vida humana destina-se a algo a mais: “O que eu sou? O que é Deus? Qual é a minha relação com Deus? O que é este mundo material? Por que estou aqui? Onde tenho que ir depois?”. Muitíssimas coisas o indivíduo tem que aprender. Athato brahma jijnasa. Esta vida humana. Não esse comer e dormir e ter vida sexual e morrer algum dia como gatos e cães. Portanto, existe a necessidade de acharyas, instrutores, para propagar o conhecimento espiritual, a consciência de Krishna. Bhaktivinoda Thakura foi... Embora ele fosse grhastha, chefe de família, um oficial do governo, magistrado, mas ele era acharya. Assim, a partir de sua conduta, a partir de sua vida, devemos aprender como o indivíduo pode se tornar pregador em qualquer estágio da vida. Não importa o que ele é.

 

O Falso Vishnu é Punido

 

Houve um incidente muito interessante. Na época em que ele era magistrado em Jagannatha Puri... O sistema é... o templo de Jagannatha é um estabelecimento muito grande. No tempo, cinquenta e seis vezes por dia, oferece-se bhoga. E vocês encontrarão, no templo, sempre pelo menos de quinhentas a mil pessoas reunidas. E elas vêem de fora, e a prasada está pronta. Se você vai e solicita no templo de Jagannatha que: “Somos cem homens de fora. Queremos prasada”, sim, imediatamente disponibilizada. Então, é um templo enorme. Isto é um templo, mas existem muitos outros milhares de templos na Índia onde se distribui prasada. Agora, isso é minimizado por nosso atual governo. Eles julgam que é uma despesa desnecessária. Eles estão minimizando. Mas não (é) uma despesa desnecessária. Eles não compreendem. Antigamente, na Índia, não havia necessidade de hotel. Qualquer um vai a qualquer lugar, mesmo em uma vila, ele vai a um templo—a prasada está pronta. Não existe a necessidade de ir a um hotel. Você paga ou não paga. Se você disser que: “Eu quero um pouco de prasada”, “Sim, pegue”. Este ainda é o sistema. Existe o templo Nathadvara no Rajastão. Você paga duas annas apenas. Duas annas significa um centavo. Você obtém suntuosa prasada para dois homens, tudo excelente prasada, ainda. Assim, distribuição de prasada no templo é uma prática de longa data. Então, Bhaktivinoda Thakura... O templo de Jagannatha é gerenciado por um corpo, e é o costume que o magistrado local do distrito, que ele se torne o presidente, ou administrador. Assim, Bhaktivinoda Thakura era o administrador nesse sentido, porque ele era o magistrado. O comitê administrativo estava sendo presidido por ele. Então, houve uma queixa. Na Orissa, este templo de Jagannatha está situado na Orissa. Utkala. Utkala, este estado, pertencia originalmente a Dhruva Maharaja. O nome de seu filho era Utkala, Maharaja Utkala. De qualquer modo, neste Utkala, havia um pseudo-yogi. Ele se declarava como... Assim como vocês encontrarão hoje também, que há muitíssimos patifes declarando que: “Sou encarnação de Deus”. E eles sabem alguns poderes místicos, fazem alguma prestidigitação, e os tolos os aceitam: “Oh, ele é Deus”. Assim, apareceu lá um desse tipo de pseudo-Deus, Vishnu, em uma vila da Orissa. E ele estava dançando a dança da rasa, e os tolos estavam enviando suas filhas e esposa para dançarem com ele. Vêem? Havia muitas. Não apenas isso. As pessoas são tão tolas que elas não sabem... Elas querem ser enganadas, e esses enganadores vêm. Ele declarava que: “Sou Deus. Sou Vishnu”. Então, havia homens sãos também. Eles objetavam: “Que disparate é esse? Esse homem está dançando com damas e cavalheiros, er, moças”. Assim, eles propuseram uma demanda em juízo. Naquele tempo, era o regime britânico. Eles se queixaram com o governador ou comissário, oficial elevadíssimo. O comissário sabia que Bhaktivinoda Thakura... o nome dele era Kedaranatha Datta. Datta. Kedaranatha Datta, seu nome de chefe de família. Assim, o comissário da repartição, ele sabia que Kedaranatha Datta é um homem religioso, e ele é o magistrado empossado. Então, ele entregou o caso para inquérito: “O que é esta queixa? Por favor, faça o inquérito e tome as medidas necessárias”. Assim, ele era um devoto puro, e ele compreendeu que: “Esse patife é um farsante, enganando as pessoas. Tenho que fazer o inquérito”. Então, ele foi à vila em vestes simples com alguns condestáveis, policiais condestáveis. Eles também estavam em vestes simples. E, tão logo ele aproximou-se daquele yogi patife, ele disse: “Oh, você é Kedaranatha Datta. Então, muito bom. Você é... Tornarei você o rei da Índia. Por favor, não tente importunar-me”. Porque ele saiba que: “Ele veio fazer a sindicância das acusações sobre a minha rasa-lila”. Assim, Bhaktivinoda Thakura, antes de tudo, disse: “Senhor, você é um grande yogi. Por que você está na vila? Por que você não vai para Jagannatha Puri? Há o templo e o Senhor Jagannatha está lá. É melhor você ir lá para ver o Senhor e ser feliz. Por que você está nesta vila?”. “Oh, Jagannatha? Ah, aquilo é feito de madeira. Eu sou pessoalmente o Senhor Supremo. Aquilo é feito de madeira”. Oh, então Bhaktivinoda Thakura—ele era devoto—ele tornou-se fogo. (risos) Ele estava insultando. Arcye sila-dhir gurusu nara-matih. De acordo com o sastra, se alguém considera... Assim como há uma Deidade aqui. Se alguém pensa: “Oh, é feita de pedra...” É pedra aos olhos do não-devoto, mas é pessoalmente a Suprema Personalidade de Deus para os devotos. Ele requer os olhos para ver. Assim, o devoto vê de um diferente ângulo de visão. Assim como Chaitanya Mahaprabhu, quando Ele entrou no templo de Jagannatha, imediatamente Ele desmaiou: “Oh, aqui está o Meu Senhor”. E o não-devoto está vendo: “É madeira, é um amontoado de madeira”. Portanto, para o não-devoto, Ele permanece, Ele permanece sempre como madeira, mas, ao devoto, Ele fala. Esta é a diferença. Premanjana-cchurita-bhakti-vilocanena [Bs. 5.38]. Se Deus é tudo, por que madeira, através da madeira e da pedra, Deus não pode Se manifestar? Se Deus é tudo? De acordo com a filosofia Mayavada... Isto é fato. Deus, o onipotente. Ele pode expressar-Se mesmo através de madeira e pedra. Isto é a onipotência de Deus. Isto se chama onipotência. Não que Deus é incapaz de expressar-Se através da madeira ou da pedra. Como, então, Ele é onipotente? Onipotente significa que Sua potência pode ser expressa através de qualquer coisa. Porque qualquer coisa, tudo é expansão da energia de Deus. Parasya brahmanah saktis tathedam akhilam jagat. O mundo inteiro é manifestação de diferentes energias de Deus. Portanto... Assim como, através da energia de eletricidade; a central elétrica, embora muitíssimo longe deste lugar, estava expressando. Há eletricidade. Através deste vidro, através destes fios, o poder pode ser expresso. Existe um processo.

 

Assim, Bhaktivinoda Thakura ficou muito... Porque o devoto não pode tolerar blasfêmias contra outro devoto ou Deus. Então, tão logo ele disse que: “Por que eu deveria ir a Jagannatha Puri para ver o Jagannatha de madeira? Eu sou pessoalmente Vishnu”, Bhaktivinoda Thakura imediatamente ordenou a seus condestáveis: “Prendam-no. Prendam esse patife”. Assim, ele foi preso. E, enquanto estava preso... Ele tinha alguns poderes místicos ióguicos. Todos os condestáveis, Bhaktivinoda Thakura e os membros familiares dele foram vitimados por febre alta, 40,5 graus. Então, quando ele voltou, sua esposa ficou muito perturbada, que: “Você prendeu Vishnu, e todos nós morreremos. Estamos agora com febre alta”. Bhaktivinoda Thakura respondeu: “Sim, morramos todos, mas esse patife tem que ser punido”. Esta é a visão de um devoto puro. Então, ele foi colocado sob custódia. E foi estabelecida uma data para o seu julgamento, e, todos esses dias, especialmente o próprio Bhaktivinoda Thakura e sua família, eles estavam sofrendo de febre alta. Talvez aquele yogi estivesse planejando matar toda a família. Mas estava prosseguindo como febre. Então, no dia do julgamento, Bhaktivinoda Thakura, Kedaranatha Datta, quando ele chegou ao tribunal, o homem estava presente, o assim chamado yogi, e ele tinha cabelos enormes. Então, Bhaktivinoda Thakura ordenou que: “Tragam um barbeiro e cortem o cabelo dele”. Então, nenhum barbeiro ousou. Os barbeiros pensavam: “Oh, ele é o Senhor Vishnu. Caso eu ofenda, assim como ele está sofrendo de febre, eu também morrerei”. Assim, Bhaktivinoda Thakura ordenou que: “Dê-me a tesoura. Eu cortarei”. Assim, ele cortou seus cabelos e ordenou que ele fosse colocado na prisão por seis meses, e, na prisão, essa “encarnação” de Vishnu conseguiu obter um pouco de veneno e morreu.

 

Deus e as Escrituras São Acessíveis Através do Acharya

 

Assim, este é um dos incidentes. Há muitos incidentes. Ele era um homem muito forte. Ele puniu nos tirthas muitos pandas que exploravam os visitantes. Assim, essa é a posição do devoto. A despeito de se tornar um magistrado responsável, um chefe de família; ainda assim, ele era acharya. Então, temos que seguir os acharyas. Se estamos realmente, se estamos realmente interessados na ciência espiritual, então temos que seguir a instrução Védica, tad-vijnanartham sa gurum evabhigacchet [MU 1.2.12]. Temos que nos aproximar. Você não pode ter conhecimento espiritual simplesmente através de especulação. Impossível. Mera perda de tempo. Srama eva hi kevalam. Você tem que ir a... No Bhagavad-gita, portanto, recomenda-se, acaryopasanam.  Acarya-upasana. Não apenas adorar o Senhor, mas também o acharya. Chaitanya Mahaprabhu disse, guru-krsna-krpaya paya bhakti-lata-bija [Cc. Madhya 19.151]. Guru, acharya, e Krishna. O indivíduo deve buscar pelo favor de ambos. Não que: “Eu agora estou buscando pelo favor de Krishna. Qual é a utilidade do guru ou do acharya?”. Não. Você não pode passar por cima do acharya e ir a Krishna. Isso não é possível. Krishna não aceitará você. Assim como, se você quer ver um grande homem, você deve ir através de seu secretário, através de sua organização, porteiro; similarmente, o nosso processo é acaryopasanam, ir através do acharya. Esta é a injunção dos Vedas. Tarko ’pratisthah. Se você quer entrar no mundo espiritual, você não o pode fazer simplesmente através de argumentos. Porque não há limite para argumentar. Eu apresento o meu argumento de uma maneira. Outro homem, que é melhor argumentador, ele apresenta seu argumento de uma maneira diferente. Então, se vocês simplesmente prosseguem argumentando, não é possível. Tarko ’pratisthah. Isso jamais ajudará vocês. Argumento. Srutayo vibhinnah. Se vocês pensarem que: “Lerei as escrituras e compreenderei Deus”, não, isso não é possível. Srutayo vibhinnah. As escrituras também são diferentes. Porque as escrituras são feitas de acordo com o tempo, as circunstâncias, as pessoas. Assim como a Bíblia. A Bíblia o senhor Jesus Cristo pregou no deserto, Jerusalém. Ou onde é isso? Pessoas que não eram muito avançadas. Portanto, sua primeira instrução é: “Não matarás”. Isto significa que eles eram muitíssimo engajados em assuntos de matar; do contrário, por que há essa instrução? E, na verdade, de fato aconteceu que eles mataram Jesus Cristo. Então, essa sociedade não era uma sociedade muito iluminada. Assim, uma escritura para uma sociedade que não é muito esclarecida e uma escritura para uma sociedade que é muito esclarecida têm que ser diferentes. Assim como um dicionário. Para o colegial, um dicionário de bolso. E, para o universitário, internacional, um grande dicionário. Ambos são dicionários. Mas o pequeno dicionário de bolso não é igual ao grande dicionário. Porque é feito diferentemente para diferentes classes de homens. Então, as escrituras são feitas de acordo com diferentes classes de homens. Há três classes de homens: primeira classe, segunda classe e terceira classe. O homem de terceira classe não pode compreender a filosofia e as injunções escriturais do homem de primeira classe. Isso não é possível. Matemática avançada não é algo compreensível aos pequenos colegiais que estão simplesmente tentando compreender “Dois mais dois igual a quatro”. Mas “Dois mais dois igual a quatro” é igualmente bom para os estudantes de matemática avançada. Mas, ainda assim, matemática avançada e matemática primária são diferentes. Portanto, é dito, srutayo vibhinnah: as escrituras são diferentes. Então, se você simplesmente tenta compreender o que é Deus lendo as escrituras, você não consegue. Você tem que se aproximar de um guru. Assim como um livro médico. Ele pode estar disponível no mercado. Se você compra um livro médico e estuda e você se torna médico, isso não é possível. Você tem que ouvir o livro médico com um médico na faculdade, faculdade médica. Então você se qualificará. E, se você diz: “Senhor, já li todos os livros médicos. Reconheça-me como médico”, não, não acontecerá.

 

Então, srutayo vibhinnah. As escrituras são diferentes. Argumentos, isso não ajuda. Um homem talvez argumente melhor do que eu. Então, filosofia. Filosofia, é dito, nasau munir yasya matam na bhinnam. Um filósofo é diferente de outro filósofo. Agora mesmo, hoje, Syamasundara comprou um livro sobre diferentes filosofias. De modo que vocês também não podem determinar o que é verdade. Portanto, o sastra diz, dharmasya tattvam nihitam guhayam. A verdade é muito confidencial. Então, se você quer saber essa verdade, mahajano yena gatah sa panthah, você tem que seguir os grandes acharyas. Você, então, compreenderá. Portanto, acharya-upasana é essencial. Acarya-upasana é muito essencial. Em todos os sastras Védicos, a injunção é essa. Tad-vijnanartham sa gurum evabhigacchet, srotriyam brahma-nistham [MU 1.2.12]. Tasmad gurum prapadyeta jijnasuh sreya uttamam [SB 11.3.21]. Qualquer um que é interessado em compreender verdades superiores, ele deve se render ao guru. Tasmad gurum prapadyeta, jijnasuh sreya uttamam. Aquele que é indagador, que agora está indagando sobre a temática transcendental. Tad viddhi pranipatena pariprasnena sevaya [Bg. 4.34]. Assim, todos os sastras dizem, no nosso sastra Vaisnava também, Rupa Gosvami diz, adau gurv-asrayam: “Bem no começo, você tem que se refugiar em um guru fidedigno”.

 

A Importância de Adorar o Acharya

 

Assim, este aniversário de Bhaktivinoda Thakura, devemos venerar, devemos adorar, porque, na era moderna, ele reintroduziu a sucessão discipular. De Chaitanya Mahaprabhu... Quinhentos anos atrás, Chaitanya Mahaprabhu ensinou esta filosofia, mas, dentro de duzentos anos... Porque este mundo material é feito de tal modo que, qualquer coisa que você introduza; no devido curso do tempo, isso se deteriorará. Você faz uma ótima casa, mas, após cem anos, duzentos anos, ou, atualmente, mesmo após cinquenta anos, ela se torna dilapidada. Essa é a lei da natureza, kala. O tempo destruirá tudo. Agora, o império britânico, tal grande e vasto império, agora está acabado. O kala, o tempo, acabará com tudo. Isso é material. Qualquer coisa material tem nascimento, tem crescimento, tem alguma opulência, então mingua, então acaba. Este o caminho da (natureza) material... Então, estamos interessados na temática espiritual. Portanto, o processo é adau gurv-asrayam. O indivíduo tem que aceitar um mestre espiritual fidedigno. Este é o nosso processo. Sem aceitar um mestre espiritual fidedigno, não podemos fazer nenhum progresso. Não é possível. Assim, Bhaktivinoda Thakura acontece de ser acharya, um dos acharyas. E ele deixou muitos livros. Chaitanya-siksamrta, Jaiva Dharma. São livros muito importantes. Eles são em bengali, em sânscrito. E muitas canções. Ele preparou muitos livros de canção. A canção ei nam gaya gauracand madhura svare, ela é uma canção de Bhaktivinoda Thakura. Assim, estamos tentando apresentar os livros de Bhaktivinoda Thakura também em tradução inglesa. Gradualmente, vocês obterão. Assim, a nossa adoração, a nossa adoração a Bhaktivinoda Thakura hoje (é feita de modo) que ele possa abençoar-nos a progredirmos pacificamente na consciência de Krishna. Acarya-upasana, simplesmente pelas bênçãos dos acharyas, podemos progredir muito rapidamente. Vedesu durlabham adurlabham atma-bhaktau [Bs. 5.33]. Caso nós... Yasya prasadad bhagavat-prasadah... Cantamos todos os dias. Pela misericórdia do mestre espiritual, acharya, nós imediatamente obtemos as bênçãos do Senhor. Imediatamente. Yasya prasadat. Yasya significa “cuja”; prasadat, “bênção”. Pela bênção do mestre espiritual. Yasya prasadad bhagavat-prasadah. Se o mestre espiritual, acharya, está satisfeito, então você deve entender que Krishna também está satisfeito. Você deve saber através (disso). Não é muito difícil. Assim como você está trabalhando em um escritório. Se o seu superior imediato, patrão, está satisfeito, isto significa que o proprietário da firma, ele também está satisfeito. Embora você não veja. Isto é fato. Seu patrão imediato, se ele está satisfeito. Então, similarmente, nós, o nosso negócio, esta linha espiritual, é guru-krsna-krpa. Temos, primeiramente, que receber a misericordiosa bênção do acharya, e então Krishna ficará satisfeito e Ele também dará Suas bênçãos. Existe uma versão no Srimad-Bhagavatam, mad-bhakta pujyabhyadhika. Ele diz, Krishna diz, que: “Se alguém Me adora diretamente, e se alguém Me adora através do acharya, é um devoto melhor aquele que está vindo a Mim através do acharya”. Mad-bhakta pujyabhyadhika.

 

O Guru Fidedigno e o Falso Guru

 

Então, esta nossa filosofia Vaisnava, processo, é ir através do acharya. Servo do servo do servo. Devemos tentar nos tornar servo do servo. Gopi-bhartuh pada-kamalayor dasa-dasanudasah. Dasa-dasanudasah. Não devemos nos aproximar da Suprema Personalidade de Deus diretamente. Isso não é bom. Isso não será... Na injunção Védica também, é dito, yasya deve para bhaktir yatha deve tatha gurau [SU 6.23]. Se alguém tem indesviável fé na Suprema Personalidade de Deus, yatha deve, e similar fé no guru... É claro que temos que fazer o guru fidedigno. Então é sucessão discipular. E isso também não é muito difícil de selecionar, quem é o guru fidedigno. Guru fidedigno significa que ele se apresenta como servo de Deus. Ele não se mostra falsamente que: “Sou Deus”. Isto é fidedigno. Não é difícil encontrar fidedigno. Mas este é o teste. Se alguém diz que: “Sou guru”, er, “sou Deus”, então ele não pode ser guru. Porque ele não tem conhecimento. Como ele é Deus? Mas ele pode enganar algumas pessoas. Isso é algo diferente. Você pode enganar todas as pessoas por algum tempo e algumas pessoas o tempo todo, mas não todas as pessoas o tempo todo. Isso não é possível. Assim, esses tipos de guru, que se mostram que: “Sou Deus”, ele é falso guru. O guru fidedigno dirá que: “Sou servo do servo do servo de Krishna”, ou Deus. Servo de. Esse é o negócio do guru. Ele serve Krishna como Krishna deseja; esse é o seu negócio. Isso também não é muito difícil. Krishna diz, Krishna deseja, sarva-dharman parityajya mam ekam saranam vraja [Bg. 18.66], que: “Abandone todas as outras ocupações; simplesmente se renda a Mim, e Eu lhe darei proteção”. Krishna diz. Então, o afazer do que guru é isto: “Você, simplesmente se renda a Krishna”. Qual é a dificuldade? Simplesmente repita a mesma coisa. Não por si mesmo, mas por Krishna. Ele é guru fidedigno.

 

Assim, este nosso movimento da consciência de Krishna é muito fidedigno porque dizemos a mesma coisa que Krishna diz. Não fazemos nenhuma adição, alteração. Não como grandes estudiosos, como: “Não é a Krishna...”. Krishna diz, man-mana bhava mad-bhakto mad-yaji mam namaskuru [Bg. 18.65], e o estudioso interpreta: “Não é a Krishna”. Vejam só a tolice. Krishna diz diretamente: “A Mim”. Ele diz: “Não a Krishna”. Desencaminhando. Semelhante guru desencaminhador não ajudará vocês. Então, portanto, encontrar um guru fidedigno significa que ele não muda as palavras de Krishna. Essa é a posição dele. Ele coloca tudo como é, e ele compreende meticulosamente a ciência.

 

Os Conhecimentos de Primeira, Segunda e Terceira Classe

 

Jijnasuh sreya uttamam. Guru, qual é o sintoma do guru? Tasmad gurum prapadyeta jijnasuh sreya uttamam [SB 11.3.21]. Aqueles que desejam compreender o conhecimento científico superior, uttamam. Uttama significa superior. Uttama, madhyama, adhama. Existem três palavras. Primeira classe, segunda classe, terceira classe. Assim, o conhecimento espiritual é uttamam. Qualquer um que é indagador e desejoso de compreender o conhecimento de primeira classe, ele precisa ir a um guru. Aqueles que estão interessados no conhecimento de terceira classe, eles não necessitam de nenhum guru. O conhecimento de terceira classe significa conhecimento animal: como comer, como dormir. Como fazer arranjo para comer, como fazer arranjo para dormir, isso é conhecimento de terceira classe. Porque os animais também se empenham por esse tipo de conhecimento, como comer, como dormir. Portanto, esse tipo de conhecimento é conhecimento de terceira classe. E conhecimento de segunda classe é: “O que sou?”. Athato brahma jijnasa. O Vedanta. Isso é conhecimento de segunda classe. E conhecimento de primeira classe, quando ele de fato compreender o que ele é, ele é servo eterno de Krishna, e ocupa-se no serviço ao Senhor, isso é conhecimento de primeira classe. E, portanto, tão logo ele chega à plataforma do conhecimento de primeira classe, ele se torna feliz.

 

brahma-bhutah prasannatma

na socati na kanksati

samah sarvesu bhutesu

mad-bhaktim labhate param

 [Bg. 18.54]

 

Então, após ser liberto do conceito material de vida pelas bênçãos de Krishna e do guru, o indivíduo chega à plataforma do conhecimento de primeira classe, no qual ele se ocupa diretamente no serviço ao Senhor. Isso é conhecimento de primeira classe. Conhecimento de primeira classe significa além da liberação. Conhecimento de segunda classe é esforçar-se pela liberação. Conhecimento de terceira classe significa em condicionamento, como animal. Os animais, eles são atados pelo tipo particular de corpo e não há, quero dizer, possibilidade de se tornarem liberados. Isso é vida animal. Mas a vida humana é melhor do que a vida animal porque ele, se ele quiser, ele pode se libertar deste condicionamento do corpo material. Essa é a facilidade. Ele pode pessoalmente compreender o que ele é. Ele pode compreender o que é Deus. Ele pode compreender a relação entre Deus e ele mesmo. Ele pode compreender o que é este mundo material. Porque há milhares de livros de conhecimento. Peguemos o Bhagavad-gita. Tudo está lá. E se destina ao ser humano, não aos gatos e cães. Cães e gatos não podem compreender, mas o ser humano pode compreender.

 

Palavras de Encerramento

 

Assim, este nosso movimento da consciência de Krishna destina-se a esclarecer às pessoas como utilizar sua excelente vida, a forma humana de vida, utilizá-la apropriadamente. Utilizá-la apropriadamente significa reviver nossa dormente consciência de Krishna. A consciência de Krishna, ou consciência de Deus, já está lá. Ela se desenvolve na forma humana de vida. Mas está encoberta agora, por causa de nossa associação com este mundo material por ilimitados anos. Estamos vindo através de diferentes espécies de vida. Milhões e milhões de anos se passaram. Suponham que eu fui uma árvore algumas vezes. Eu fiquei de pé por dez mil anos em um lugar. Passamos. Isto é fato. Isto é evolução. Agora, temos a oportunidade de luz. Se você não utilizar este momento oportuno e novamente voltar ao ciclo do processo evolutivo, jalaja nava-laksani sthavara... Assim, é uma grande ciência. Infelizmente, não existe a oportunidade das pessoas estudarem esta ciência na escola, faculdades ou universidades. Eles estão simplesmente ensinando às pessoas que: “Trabalhem duro e gratifiquem seus sentidos”. Isto é tudo. Portanto, uma seção, a seção jovem, eles ficaram desgostosos. Eles se recusaram a cooperar com esta sociedade em razão desta educação desapontadora. E isto crescerá. Porque essa sorte de educação não pode conceder paz ou prosperidade às pessoas. Os problemas estão crescendo. Portanto, o nosso pedido é que, se você quer diminuir ou terminar completamente todos os problemas da vida, adote a consciência de Krishna no processo da sucessão discipular e você será completamente feliz.

Muito obrigado.

 
 

quarta-feira, 3 de julho de 2013

América Latina Vende Mais de 1 Milhão de Livros de Prabhupada







A combinação de valorização dos distribuidores de livros, boa gestão, criatividade e a característica piedosa do povo latino amplia as vendas na América Latina para 1 milhão de livros.



Depois de afundar nas últimas duas décadas, a distribuição dos livros de Srila Prabhupada nadou de volta para a superfície em muitas partes do mundo. Na América do Norte, por exemplo, as vendas da Bhaktivedanta Book Trust (BBT) cresceram 23% em 2011, e mais 28,6% em 2012.



Algo pouco falado, no entanto, é o crescente sucesso na América Latina – o sonho de um distribuir de livros devido à sua população extremamente piedosa.



Em 2012, a divisão da BBT que publica livros em espanhol e português vendeu mais de um milhão de livros pela primeira vez em décadas.



É um momento empolgante para se estar no ramo de livros com temática espiritual na América Latina. É claro que o percurso até onde estamos foi em algo similar a uma montanha-russa.



Depois de um começo vigoroso durante a vida de Srila Prabhupada, fundador da ISKCON, a BBT na América Latina se tornou cada vez mais forte, prosperando mesmo em uma época em que outras partes do mundo encontravam dificuldades. No final dos anos 80 e começo dos anos 90, os devotos no Brasil, sozinhos, estavam distribuindo quase um milhão de livros ao ano.



No começo dos anos 90, todavia, as mudanças administrativas que haviam abalado o restante da ISKCON chegaram à América Latina. Importantes líderes da ISKCON partiram, e a distribuição de livros reduziu-se a quase nada. Dívidas e inseguranças atacaram a comunidade do sankirtana.



A situação mudou para melhor em 2004, no entanto, quando o distribuidor de livros Aravinda Dasa e o trustee e diretor da BBT Hanuman Dasa estabeleceram um novo começo nos escritórios da BBT na Cidade do México.



“O crédito pelo aumento na distribuição de livros é de Aravinda Prabhu”, Hanuman diz. “Ele ajudou e capacitou os rapazes e as moças no templo da Cidade do México, entusiasmando todos a criarem uma consciência de distribuição de livros. Ele falava sobre isso nas aulas e oferecia os resultados às Deidades pela manhã. E funcionou”.



A distribuição de livros cresceu rapidamente na Cidade do México, e, de lá, devotos criaram grupos viageiros e cobriram o restante do país. Eles, então, começaram a viajar a outras partes da América Central, incluindo a Guatemala e Honduras. E, finalmente, o fogo do sankirtana se alastrou mais ao Sul, alcançando a Venezuela, Colômbia e indo além, acendendo entusiasmo em países que não viam acontecer distribuição de livros há muitos anos.



Durante o processo, Aravinda e Hanuman garantiram que os erros do passado não fossem cometidos, colocando o treinamento consciente de Krishna e o cuidado com os devotos acima das vendas.



“Demos a eles o tempo e os recursos para estudarem bhakti-shastri, fazerem seminários de comunicação e outros cursos, e aprenderem a tocar harmônio”, Hanuman diz, “tudo o que nós distribuidores de livros mais antigos não tivemos. E o resultado foi muito bom. A distribuição de livros cresceu porque se sentiram reciprocados e cheios de entusiasmo e inspiração”.



Em 2010, a BBT criou seu próprio departamento latino-americano de sankirtana, assumindo completa responsabilidade pela distribuição de livros em vez de se apoiar na administração da ISKCON.



Hoje, há estável empenho na distribuição de livros no México, Peru, Brasil, Colômbia, Chile, Argentina e Uruguai. Alguns devotos vão às ruas por conta própria, ao passo que outros participam de grupos de sankirtana viageiro. Alguns distribuem em casas, escritórios e comércios, enquanto outros visitam escolas e universidades. Porém, aonde quer que vão, são bem recebidos.



“Uma vantagem de distribuir livros na América Latina é que as pessoas são muito piedosas”, Hanuman diz. “Então, é como o paraíso para os distribuidores de livros. As pessoas lhe dão as últimas moedas de seu bolso. Mesmo se forem ativas em outra religião, mostram-se abertas e educadas e levam um livro”.



De acordo com Hanuman, o México, em particular, é “um dos países mais fáceis no mundo, depois da Índia”, e as pessoas lá são “super piedosas”. E, no Brasil, onde há uma congregação muito grande e ativa na ISKCON, com cerca de 5000 membros, as pessoas também são extremamente receptivas e abertas.



Essa resposta do público, combinada à organização refeita e o entusiasmo dos devotos, resultou na ampliação das vendas na divisão de língua espanhola e portuguesa da BBT de 350.000 livros em 2006 para 1.073.000 em 2012. E tudo indica que os números crescerão.



Ao mesmo tempo, a estrutura dos “bastidores” também melhorou. Hoje, a divisão da BBT de língua espanhola e portuguesa tem um escritório na Espanha, e quatro na América Latina: um na Cidade do México; outro em Lima, no Peru; um na Argentina e um no Brasil. Também possui muitos depósitos satélites em países como Panamá, Chile e Colômbia.



Mais de trinta devotos trabalham nos escritórios da América Latina, incluindo muitos devotos da segunda geração. E, enquanto no passado, muitos desses escritórios eram isolados, Hanuman assegura que agora trabalhem juntos como uma equipe coesa.



Assim como aos talentosos distribuidores de livros, também cabe a essa equipe garantir que os livros sejam vendidos na rua, criando capas e títulos atrativos. Na América Latina, o Bhagavad-gita Como Ele É de bolso vende particularmente bem, assim como livros que são compilações dos ensinamentos de Srila Prabhupada feitos especialmente para o mercado latino, como Meditação e Superconsciência e Karma, a Justiça Infalível.



Assim como no caso dos livros distribuídos nas ruas, a comunidade internacional de devotos se maravilhará ouvindo sobre o trabalho da Sankirtana Books, uma companhia irmã da BBT no Brasil.



Ao longo dos últimos dois anos, a Sankirtana tem um contrato de distribuição com mais de cem livrarias no Brasil, incluindo algumas das redes mais importantes, como Livraria Cultura, Fnac, Livraria Saraiva e Livraria Leitura.



Como resultado, todas essas livrarias disponibilizam para seus clientes livros de Srila Prabhupada, incluindo A Ciência da Autorrealização e edições de luxo e de bolso de O Bhagavad-gita Como Ele É, ambos com boas vendas.



“Quando publicamos o Gita de luxo, noventa por cento de nossa tiragem é vendida em livrarias”, Hanuman diz.



A Sankirtana Books também traduz e publica obras de autoria de outros devotos e também as distribui a grandes livrarias. A editora trabalha atualmente na tradução de The Journey Home, de Radhanatha Swami; Here Comes the Sun: The Spiritual and Musical Journey of George Harrison, de Yogesvara Dasa, e nos clássicos Mahabharata e Ramayana, ambos recontados por Krishna Dharma. Tudo isso indica um futuro promissor para a BBT na América Latina.



Agora que a distribuição de livros cresceu vastamente e recebeu forte e estável infraestrutura, o próximo passo para a BBT é terminar alguns projetos que aguardam conclusão há muitos anos por obstáculos financeiros.



“No ano passado, finalmente publicamos o Chaitanya-charitamrita em espanhol pela primeira vez”, Hanuman diz. “Já o tínhamos traduzido desde meados dos anos 90, mas simplesmente não tínhamos dinheiro para publicá-lo. Agora, estamos em uma maratona de produção do Bhagavatam para tentarmos republicá-lo no ano que vem tanto em espanhol quanto em português”.



Outro importante passo para a BBT na América Latina foi a criação no Brasil de um software totalmente integrado, que já foi introduzido no Brasil e será replicado em todos os outros escritórios.



“Antes, para sabermos quantos livros tínhamos em um depósito, eu tinha que entrar em contato com os devotos encarregados de cada escritório”, Hanuman diz. “Era um sistema muito primitivo. Com o novo programa, teremos imediatamente na ponta de nossos dedos as informações de quantos livros temos, quantas cópias de um título em particular nós vendemos e o que está acontecendo em cada país. Também poderemos criar e consolidar relatórios anuais para todos os escritórios, e conhecer quais são as atuais tendências na distribuição de livros”.



Hanuman sorri. “Até agora, foi tudo apenas intuitivo, no escuro. Portanto, esse programa nos será de grande auxílio”.



por Madhava Smullen

sexta-feira, 28 de junho de 2013

Portão Cultural recebe exposição de instrumentos medievais de tortura







O Museu Municipal de Arte (MuMA) – Portão Cultural abriga a partir da próxima terça-feira (2) a exposição internacional Instrumentos Medievais de Tortura, Período da Inquisição, que reúne mais de 50 peças originais, restaurações e réplicas de instrumentos de tortura que foram utilizados do século XIII ao XVII, durante a época da Inquisição. A mostra passou por mais de 10 países e foi vista por mais de um milhão de pessoas.

Trazida da Itália por um grupo de colecionadores europeus, a exposição é reconhecida pelo Ministério Cultural de Patrimônio Italiano e tem como objetivos passar ao público, como memória histórica, a extensão da crueldade institucionalizada e gerar conscientização contra a tortura e a favor da liberdade de pensamento.

A Inquisição foi uma instituição eclesiástica criada na Idade Média (século XIII) pela Igreja Católica. Era um sistema de controle social por meio de um policiamento organizado, especialmente criado para pesquisar e punir os indivíduos considerados ameaças às doutrinas e dogmas da instituição católica mediante um tribunal específico (Santo Ofício). Também impedia a difusão de novas ideias no âmbito científico e cultural, e era usado como instrumento de aniquilação dos adversários políticos.

Em países como Portugal, França, Itália e Espanha, fiéis ao Papa de Roma, chefe supremo da Igreja Católica, a repressão inquisitória foi muito mais dura em comparação a outros países europeus. Os suspeitos eram perseguidos, torturados cruelmente e condenados a diversas penas, desde prisão temporária, perpétua e, em casos extremos, com a decapitação e morte em fogueiras construídas em praças públicas.

A mostra, que passou por países como Rússia, Alemanha, Espanha, Polônia e Portugal, e recentemente esteve em Buenos Aires, na Argentina, também aborda grandes personagens da história, como Joana d’Arc, perseguida e morta em 1431, Nicolau Copérnico, censurado ao apresentar a teoria heliocêntrica, e Galileu Galilei, condenado à prisão e obrigado a reportar-se por sustentar a mesma teoria de Copérnico.

A “virgem de Nuremberg” ou “donzela de ferro”, o banco de estiramento, o triturador de cabeças e a cadeira inquisitória são alguns dos aparelhos criados com o objetivo de torturar, humilhar e conseguir confissões dos considerados hereges pela Santa Inquisição e que estarão expostos no MuMA.



Serviço:

Instrumentos Medievais de Tortura, Período da Inquisição

Local: Museu Municipal de Arte de Curitiba – MuMA – Portão Cultural (Av. República Argentina, 3.430).

Data: 2 de julho a 6 de outubro de 2013

Horário: de terça a domingo, das 10h às 19h.

Ingressos: R$ 15 e R$ 7,50 (meia-entrada)

Informações: (41) 3329-2801

segunda-feira, 20 de maio de 2013

Elogios ao Bhagavad-gita Como Ele É



O parecer de autoridades acadêmicas de diferentes departamentos sobre a edição do Bhagavad-gita mais lida em todo o mundo.

 

“Nenhuma obra em toda a literatura indiana é mais citada, porque nenhuma é mais amada no Ocidente do que o Bhagavad-gita. A tradução de tal obra demanda não apenas conhecimento de sânscrito, mas uma simpatia interna pelo tema e também talento verbal. Mas o poema é uma sinfonia na qual Deus é visto em todas as coisas. Sua Divina Graça A.C. Bhaktivedanta Swami Prabhupada, é claro, é profundamente simpático ao tema. Ele traz ao mesmo uma especial visão interpretativa. Temos, aqui, uma apresentação poderosa e persuasiva na tradição de bhakti deste poema imensamente amado. A introdução do Swami deixa imediatamente claro onde ele encontra espaço como um dos maiores expoentes da consciência de Krishna”. (Dr. Geddes MacGregor, Distinto Professor Emérito de Filosofia da Universidade do Sul da Califórnia)


“O Gita pode ser visto como o principal suporte literário para a grande civilização religiosa da Índia, a cultura mais antiga ainda viva no mundo. O comentário e a tradução de Bhaktivedanta Swami Prabhupada é outra manifestação da importância viva e permanente do Gita”. (Thomas Merton, Teólogo)

“Estou muitíssimo impressionado com a edição acadêmica e autorizada do Bhagavad-gita de A.C. Bhaktivedanta Swami Prabhupada. É uma obra de absoluto valor tanto para o acadêmico quanto para o leigo e é de grande utilidade tanto como livro de referência quanto como livro-texto. Recomendo prontamente esta edição a meus estudantes. Trata-se de um livro muito belamente composto”. (Dr. Samuel D. Atkins, Professor de Sânscrito da Universidade Princeton)

“Como sucessor na linha direta de Chaitanya, o autor de O Bhagavad-gita Como Ele É é majestosamente denominado, de acordo com o costume indiano, como Sua Divina Graça A.C. Bhaktivedanta Swami Prabhupada. Nosso grande interesse em sua leitura do Bhagavad-gita é que a mesma nos oferece uma interpretação autorizada de acordo com os princípios da tradição de Chaitanya”. (Olivier Lacombe, Professor de Sânscrito e Indologia da Universidade de Paris)

“Tive a oportunidade de examinar vários volumes das obras publicadas pela BBT e constatei que seus livros são de excelente qualidade e de grande valor para as disciplinas acadêmicas concernentes a religiões da Índia. Isso é particularmente verdadeiro em relação à edição e tradução da BBT do Bhagavad-gita”. (Dr. Frederick B. Underwood, Professor de Religião da Universidade Columbia)

“Se verdade é o que funciona, como insistem Pierce e os pragmáticos, tem que existir alguma verdade em O Bhagavad-gita Como Ele É, dado que aqueles que seguem seus ensinamentos exibem uma serenidade jubilosa frequentemente ausente nas vidas tristes e lancinantes do homem contemporâneo”. (Dr. Elwin H. Powell, Professor de Sociologia da Universidade Estadual de Nova Iorque)

“Há poucas dúvidas de que esta edição é um dos melhores livros disponíveis sobre o Gita e devoção. A tradução de Prabhupada é uma mistura ideal de precisão literal e insights religiosos”. (Dr. Thomas J. Hopkins, Professor de Religião da Faculdade Franklin and Marshall)



“O Bhagavad-gita, um dos grandes textos espirituais, ainda não é um elemento comum em nosso ambiente cultural. Isso provavelmente não se deve a ele ser estranho, mas antes por até então carecermos de um comentário interpretativo próximo como o apresentado por Swami Bhaktivedanta, um comentário escrito não apenas por um erudito, mas por um praticante – o ponto de vista de um devoto que dedica sua vida”. (Denise Levertov, Poeta)

“O crescente número de leitores ocidentais interessados no pensamento védico clássico certamente se deve ao serviço de Bhaktivedanta Swami Prabhupada. Trazendo-nos uma interpretação nova e vivaz de um texto já conhecido por muitos, ele amplicou imensamente a nossa compreensão”. (Dr. Edward C. Dimock Jr., Departamento de Línguas e Civilizações Sul-Asiáticas da Universidade de Chicago)

“O mundo acadêmico está novamente endividado com A.C. Bhaktivedanta Swami Prabhupada. Embora o Bhagavad-gita tenha sido traduzido muitas vezes, Prabhupada contribui como uma tradução de singular importância com seu comentário”. (Dr. J. Stillson Judah, Professor de História das Religiões da Graduate Theological Union, Berkeley, Califórnia)

“Quer o leitor seja adepto do espiritualismo indiano, quer não, a leitura do Bhagavad-gita Como Ele É será extremamente proveitosa. Para muitos, será o primeiro contato com a verdadeira Índia, a Índia antiga, a Índia eterna”. (Dr. Francois Chenique, Professor de Ciência das Religiões do Instituto de Estudos Políticos de Paris)


“Como um nativo da Índia agora vivendo no Ocidente, muito pesar me causou ver tantos de meus compatriotas virem ao Ocidente no papel de ‘gurus’ e ‘líderes espirituais’. Infelizmente, muitas pessoas inescrupulosas vêm da Índia, expõem seu conhecimento imperfeito e ordinário acerca de yoga, enganam as pessoas com suas mercadorias, que consistem em mantras, e se apresentam como encarnações de Deus. Muitíssimos de tais enganadores vieram, convencendo seus tolos seguidores a os aceitarem como Deus, o que fez com que aqueles verdadeiramente versados e entendidos em cultura védica ficassem muito preocupados e até perturbados. Por esta razão, estou muito empolgado em ver a publicação do Bhagavad-gita Como Ele É, de Sri A.C. Bhaktivedanta Swami Prabhupada, que, desde o seu nascimento, foi treinado na estrita prática da bhakti-yoga, e ele aparece em uma sucessão de gurus que remonta ao discurso original do Bhagavad-gita por Sri Krishna. Seu conhecimento de sânscrito é impecável. Seu aprofundamento nos significados íntimos do texto só é condizente a uma alma plenamente realizada, que de fato compreendeu perfeitamente o significado do Bhagavad-gita’”. (Dr. Kailash Vajpeye, Diretor de Estudos Indianos do Centro de Estudos Orientais da Universidade do México)

“Trata-se de uma obra profundamente vivida, poderosamente concebida e belamente explicada. Não sei se louvo mais esta tradução do Bhagavad-gita, seu audacioso método de explicação ou a infindável fertilidade de suas ideias. Jamais antes vi algum trabalho sobre o Gita com uma voz e um estilo tão importante. Este Bhagavad-gita ocupará um lugar significativo na vida intelectual e ética do homem moderno por um longo tempo”. (Dr. Shaligram Shukla, Professor de Linguística da Universidade Georgetown)

“Posso dizer que no Bhagavad-gita Como Ele É encontrei explicações e respostas a questões que sempre apresentei em relação às interpretações a essa obra sagrada, cuja disciplina espiritual eu admiro grandemente. Se o ascetismo e o ideal de apóstolos que foram a mensagem do Bhagavad-gita Como Ele É forem amplamente difundidos e mais respeitados, o mundo em que vivemos se transformará em um lugar melhor e mais fraterno”. (Dr. Paul Lesourd, Escritor e Professor Honorário da Universidade Católica de Paris)



“Com todos os livros sobre Vedanta e o insosso neotranscendentalismo que estão disponíveis no momento presente ao público geral, é bom ter no mercado popular a grandiosa e inflexível declaração de uma visão oposta vinda da caneta de alguém firmemente ligado à raiz da tradição discipular, guru-parampara, como Bhaktivedanta Svami”. (Dr. Mahesh Mehta, Professor de Estudos Asiáticos da Universidade de Windsor, Canadá)




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quarta-feira, 15 de maio de 2013

A CIÊNCIA DOS SUPERPODERES de Juan Scaliter





A CIÊNCIA DOS SUPERPODERES

de Juan Scaliter


Tipo de Capa: Brochura
Edição: 1ª edição - 04/2013
Número de Páginas: 296


Tremei povo! -





Este livro mostra com base na descrição de mais de sessenta personagens, que a ciência já conseguiu não só explicar, mas transformar em realidade as proezas e superpoderes que antes só existiam no mundo dos quadrinhos. Por exemplo, recuperar recordações de um cérebro morto (um dos poderes ostentados pelo Lanterna Verde), criar novos elementos (como o adamantium dos ossos de Wolverine), inventar um soro que nos transforme em superatletas, como o Capitão América. Juan, autor e jornalista científico, entrevistou importantes cientistas com diversas especialidades, para averiguar o quanto a ciência está próxima de permitir que nos transportemos para o universo da Marvel ou da DC Comics. E a resposta dos especialistas é que estamos mais perto disso do que imaginávamos.




LEIA AQUI O PRIMEIRO CAPITULO






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UM LANÇAMENTO